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domingo, 5 de julho de 2009

MITOLOGIA GALO-ROMANA E SEU PANTEÃO

Conjunto de crenças dos povos celtas que viviam na região da Gália, nas fronteiras do Império Romano, e que teve grandes influências dos deuses latinos.
O que se conhece dessa mitologia foi redigido por escritores latinos depois do século I a.C., como Posidônio, Diodoro Siciliano, Estrabão, Lucano, Tácito e Julio César em seu As Guerras Gálicas, que narra a conquista da Gália por Roma.
A seguir um pequeno resumo do Panteão Galo-Romano:
Andrasta: Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.
Arduinna: Deusa-ursa.
Belenos (ou Belenus, ou Oengus, ou Maponos, ou Mac Oc): Deus do sol e da medicina, heterônimo de Apolo.

Belisama (ou Dama, ou Ana): é a divindade solar feminina, a Minerva gaulesa.
Bormo e Damona: deus e deusa das fontes e das águas termais.


Cernunos (ou Kernunnos, Slough Feg, ou Cornífero): Deus da abundância e fertilidade, possuía chifres.

Dis Pater: Originalmente deus da morte e do mundo subterrâneo, eventualmente o chefe dos deuses. É dito que é o ancestral de todos os Gauleses.

Divonna: deusa das águas correntes e das fontes.
Epona: deusa dos cavalos, identificada com a galesa Rhiannon e a irlandesa Macha.


Esus: Ligado a Mercúrio ou Marte, seu nome significava senhor e conpunha a tríade dos maiores deuses com Taranis e Teutates.
Lug: Maior dos deuses, equivalente gaulês de Mercúrio, presente também nos mitos Irlandeses.
Math: Deus gaulês da magia.


Matrona: era a divindade mãe na Gália primitiva.
Medru: deus gaulês identificado com Mider ou Midir irlandês.
Moccus: seu nome significa porco e seu culto ligava-se ao javali.
Nantosuelta: deusa gaulesa.
Nodens: deus gaulês identificado com o Nuada irlandês.
Ogmios: deus gaulês da palavra, fazia a ligação entre homens e deuses, era o Ogma.
Rosmerta: deusa da abundância e fertilidade.
Sirona: deusa galesa.Smertrios: deus gaules, “o provedor”.
Sul: deusa gaulesa do sol.
Sucellos: deus do martelo, identificado com o Dagda Irlandês.

Taranis: deus gaulês do trovão.

Teutates: o Marte Gaulês, comparado ao grande deus celta do outro mundo. O Rei Pescador dos romanos asturianos

Como se pode perceber apesar das muitas tentativas de absorção do mitos dos gauleses pelos romanos eles mantêm sua identidade, visto que possuem estreita ligação com os celtas insulares, a ligação de Sucelos com Dagda, a presença de Lug em ambos os panteões e Nodens que é o mesmo que Nuada é prova mais que clara dessa ligação que dá identidade ao povo celta.

MITOLOGIA GALESA E SEU PANTEÃO

A Mitologia galesa foi mais afetada por elementos externos, e seus principais escritos são:
O Llyfr Du Caerfyddin (“Livro Negro de Caermarthen"). Aqui estão os poemas mais antigos em língua celta galesa sobre o rei Artur e o mago Merlim.
O Llyfr Aneirin (Livro de Aneirin) que contem o poema Gododdin do poeta gales Aneirin.
O Llyfr Taliesin (Livro de Taliesin), onde aparecem os relatos do livro Mabinogion.
O Llyrf Coch Hergest, o (Livro Vermelho de Hergesuno). Entre outros textos, conta com uma cópia em gales do poema arturiano Brut, os relatos do Mabinogion, e poesias de alguns bardos medievais importantes.
Livros como o Historia Brittonum de Nennius e o Historia regum Britanniae de Godofredo de Monmouth tratam do rei Artur.
O Mabinogion se encontra dividido em quatro ramos principais que são narrativas independentes, mas que se relacionam entre si.
Possue também 4 contos independentes (Macsen Wledig, Cyfranc Lludd e Llefelys, Culhwch e Olwen e O Sonho de Rhonabwy) e mais três conto arturianos (Owein ou A Senhora da Fonte, Peredur, Filho de Efrawk e Gereint e Enid).

Personagens dos Quatro Ramos do Mabinogion:

Arawn: Rei de Annwvyn. Regente do Inferno Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.

Bran Vendigeit: Herói do segundo ramo do Mabinogion gales, Bran “o Abençoado”, filho de Llyr, era um gigante.


Branwen: “Corvo branco”. Filha de Llyr e irmã de Bran, esposa do rei da Irlanda Matholwch. Parece ser o aspecto poético de uma antiga divindade do amor.


Prydery: Filho de Pwyll e de Rhiannon, companheiro de Bran. Arrebatado de sua mãe o cria o rei Teyrnon.
Gilvaethwy: Na tradição galesa irmão de Ariandrod e de Gwyddyon.
Goevin: Formosa jovem em cujo colo devia apoiar os pés Math, filho de Mathonwy, para sobreviver em tempos de paz.
Gwyddyon: O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.
Lleu Llaw Gyffes: Filho incestuoso de Arianrod e Gwyddyon segundo a tradição galesa.
Llywarch Hen: Bardo mítico da tradição galesa.
Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Cernunnos: Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nu, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.
Gwynn ap Nud: Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.
Gwythyr: Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore gales.
Math Mathonwy: Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore gales.
Personagens do Ciclo Arturiano:
Rei Artur: Rei lendário da Bretanha, unificou o reino e é em torno de seu reinado que gira todo o ciclo arturiano.
Bohort: Primo de Lancelot do Lago e rei de uma parte da Armórica. Encontra o Graal junto com Galahad e Perceval, e é o único que sobrevive nessa busca.
Edern: Filho de Nudd. Um dos mais velhos companheiros do rei Artur.
Elaine: Filha de Pelles, o rei Pescador.
Pelles: O Rei pescador nos relatos arturianos franceses.
Afang-Du: O filho da deusa Keridwen ou Cerriwen, para quem fez ferver um caldeirão da ciência do qual bebe três gotas o futuro bardo Taliesin.
Tristão: Herói de uma das lendas celtas mais conhecidas. Suas aventuras rondam em volta de se amor pela jovem Isolda.
Uther Pendragon: Pai de Artur e rei antes dele, se deitou com a mãe de Artur por meio das manipulações de Merlin.
Viviane: Senhora do Lago de Avalon.
Vortigern: Rei usurpador e traidor na tradição galesa.
Ygerne (Igraine): Mãe do rei Artur e de Morgana.
Yvain: Companheiro de Artur. É um herói civilizador que combate as trevas mas não pode viver se não sob a dependência de uma mulher.
Galahad: Filho de Lancelot do Lago e de Elaine, supera todas as provas do Graal e morre vendo o que há dentro dele.
Ginebra (Guinevere): Esposa do rei Artur. É célebre, sobre tudo, por seus amores com Lancelot do Lago. Precisamente por isto se produz a ruptura entre Lancelot e Artur.
Gwendolin: Nome da esposa de Merlin em a Vita Merlini de Godofredo de Monmouth.
Gwendydd: Na tradição galesa é a irmã de Myrddin (Merlin).
Gwrhyr: Velho e bom amigo do rei Artur, que possue poderes mágicos e fala com os animais.
Kai: Companheiro de Artur.
Lencelot do Lago: Mais famoso cavaleiro de Artur, tem relações com Guinevere e é pai de Galahad que acha o Graal.
Mordred: Um dos sobrinhos de Artur e seu filho incestuoso. Era a encarnação das forças das trevas. Mata o pai e é morto por ele.
Morgana: representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo gales, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna. Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, freqüentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.
Nimue: Nome que Thomas Malory dá a Viviane.
Olwen: Heroína galesa, filha do gigante Yspaddaden Penkawr.
Merlin: Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.
Taliesin: Taliesin o Bardo, foi o druida chefe da corte de Arthur, um dos maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.

sábado, 4 de julho de 2009

MITOLOGIA CELTICA

Estudar o panteão celta é adentrar um mundo vasto e desconhecido.
Este panteão foi transmitido através das gerações de forma oral.
Eis, pois, o motivo real da dificuldade: a transmissão oral tem muitíssimas falhas.
A maior parte do conhecimento que se tem de tal panteão se deve principalmente à "ajuda", digamos assim, do imperador romano Júlio César.
Roma conquistou os povos celtas da Gália (atualmente França) depois de muitos anos de batalha. Para os romanos, os galos (celtas da Gália) tinham uma grande virtude,
a valentia, mas era só isso.
Eram vistos como seres primitivos que impediam a expansão do mundo civilizado (Roma).
É certo, portanto, estudar o que foi legado por Roma mas tendo sempre em vista
que os romanos não gostavam dos celtas.
Os relatos são, pois, cheios de exageros e preconceitos.
Os relatos mais fieis, entretanto, sobre a mitologia celta
estão presentes na literatura irlandesa e galesa.
A primeira vem desde o século VII, enquanto a segunda remonta do séc. XIV em diante.
Essa literatura (poesias épicas) vai versar principalmente sobre a Irlanda medieval,
"assim como a tradição artúrica derivada em Gales, Bretanha e Inglaterra".
Um observador mais atento verá rapidamente que as informações são limitadas pois só compreendem a zona ocidental do reinado celta.
"Felizmente, os ciclos mitológicos da Irlanda são extensos e estão pletóricos de incidentes.
A propósito, somente foi publicada metade das 400 narrações
que hoje em dia se sabe que existem.
Os estudiosos modernos dividiram estes relatos em quatro ciclos principais".
O primeiro ciclo compreende o povo da deusa Danann, os "tuatha de Danann".
A grande deidade deste ciclo é Dagda, filho da deusa sobrecitada.
Dagda possui um caldeirão mágico que tinha o poder de reviver os mortos.
Alguns mitólogos dizem que esse objeto é o protótipo do Santo Graal.
"Dizia-se que o Graal era o cálice do qual Jesus e os seus discípulos beberam durante a última ceia; também recolheu sangue que brotou da ferida de lança sofrida pôr Jesus na Crucificação".
O segundo ciclo retrata principalmente Cuchulainn, um dos vários heróis do Ulster.
Era uma espécie de semi-deus guerreiro protetor da Irlanda.
O terceiro ciclo fala das histórias dos reis lendários, que lutavam freqüentemente entre si, dando a oportunidade a Morrigam - deusa da guerra - de semear a morte nos campos de batalha. Morrigam era vista como uma ave e estava presente em tudo o que fosse verdadeiramente selvagem e maléfico nas forças sobrenaturais.
Os duelos entre os heróis celtas são contados no quarto e último ciclo.
São conhecidas as aventuras de Finn mac Cumhaill, líder dos Fianna,
grupo de guerreiros fortíssimos.
O panteão celta vai influenciar diretamente a cavalaria cristã.
"A Igreja medieval sempre se preocupou pelo Graal que, conforme se supõe,
José de Arimatéia levou à Grã-Bretanha.
No entanto, os clérigos pouco podiam fazer para esfriar o entusiasmo diante das narrações legendárias dos Cavaleiros da Távola Redonda.
Inclusive tiveram de aceitar o relato de acordo com o qual somente foi concedida a visão do Graal a sir Galahad em virtude de sua pureza".
O interesse por Artur e seus cavaleiros ainda existe até hoje.
O próprio cristianismo medieval estava banhado por lendas como as presentes no Juízo Final, ou nas histórias sobre o Anti-Cristo e ao culto da Virgem Maria.
"Parecia que somente o bendito grupo de santos mantinha à distância a multidão de magos. Embora os clérigos tenham apelado ao exorcismo como arma contra as persistentes artimanhas de Satã, a angústia pessoal pelo inferno explica
a popularidade do apócrifo Evangélico de Nicodemo (Acta Pilati),
que narra o triunfal descenso de Jesus aos infernos e a libertação de muitas almas cativas".
Deuses Celtas
Abnoba, Andrasta, Arduina, Balor, Balenos, Brigit, Bron, Cuchulainn, Dagda, Dana,
Épona, Fionn, Gonavonn, Ossian, Tricéfalo.

Abnoba
Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Andrasta
Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo que foi identificado com Marte, o deus da guerra romano.

Arduina
Deusa de Ardennes. Foi identificada pêlos romanos como Diana, a deusa da caça.


Balor
Gigante irlandês de "mau olho"; tinha as pálpebras caídas sobre os olhos e era mister um forcado para erguê-las; seu congênere gaulês chamava-se Yspaddaden.



Balenos
"O Brilhante" ou "Aquele Que Reluz", divindade que, pêlos romanos, foi identificada como o Apolo latino.


Brigit
Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pêlos poetas, ferreiros e pêlos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.


Bron
O deus marítimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Brân (Bron é irlandês e Brân é gaulês) e Manannân ou Manawydan. Brân era um enorme gigante que nenhum palácio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a nado o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu exército; estendido através de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o exército passar. Possuía uma caldeirinha mágica com a qual ressuscitava os mortos. Harpista e músico, era o protetor dos fili e dos bardos. Rei das regiões infernais, lutou para defender os tesouros mágicos que o filho de Dôn queria roubar. Ferido pôr uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabeça, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabeça decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necessários para levar o corpo à sepultura, uma colina de Londres. A cabeça cortada de Brân, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invasão;o rei Artur, imprudente, mandou exumá-la, tornando possível a conquista da Saxônia.


Cuchulainn
As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pai verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuía uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavalaria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona pôr Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.



Dagda
O "Deus Eficaz", é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos mágicos é o primeiro e o mais poderoso, temível guerreiro, habilíssimo artífice e o mais esperto de todos quantos "possuem a vida e a morte". Possui uma caldeirinha mágica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as estações do ano tocando sua harpa divina. Veste uma túnica curta e traz na cabeça um capuz. É o senhor da vida e da morte, dispersador da abundância.

Dana

É a companheira de Bilé. A sua descendência chama-se Tuatha Dê Danann (tribos da deusa Dana).


Épona
"A Cavaleira" ou "a Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça trás um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poltro, que, às vezes, é alimentado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.


Fionn
Chefe dos Fionna de Leinster, o herói Fionn ou Fionn mac Cumhail é o fanfarrão que mata monstros também sendo um mágico. Vive de aventuras, é desconfiado e astucioso. É filho de Ossian e avô de Oscar; são seus inimigos Goll e seu irmão Conan. Seu nome significa "Branco" ou "Louro". Morreu em uma batalha, em Glabra.



Govannon
O nome é bretão; a forma irlandesa é Goibniu e significa "ferreiro". Este deus é o Vulcano das tribos celtas insulares; fornece armas aos membros do clã e aos aliados. Consideram-no, na Irlanda, o arquiteto das altas torres redondas e das primeiras igrejas cristãs.


Ossian
Era filho de Finn. É, certamente, o mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabara, escapou graças à deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tiranog, o paraíso céltico. Passou lá 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar à face da terra. Niamh lhe confia a montaria mágica que ela mesma usava, recomendando-lhe que não pusesse o pé em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.



Tricéfalo
É um personagem com três cabeças ou com três rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tricéfalo domina o par divino formado pôr Mercúrio e Rosmerta. Era apenas uma representação do deus que os romanos identificaram ao seu Mercúrio. A multiplicação das cabeças seria a forma prática de multiplicar o poder da divindade.

A MITOLOGIA CELTA

Quando falamos em mitologia celta não devemos nos referir às crenças desse povo como um todo, visto que os celtas possuíam crenças diversas de acordo com a região em que viviam.

A Mitologia celta é fragmentada pelo território que os celtas ocuparam, que é muito extenso, visto que eram um povo guerreiro que ocuparam a Grã-Bretanha e a Europa Ocidental entre os anos 1000 e 400 d.C. chegando até a Ásia Menor.

O que se conhece hoje dos mitos celtas vem em grande parte dos escritores romanos como Júlio César e de monges cristão que eram celtas convertidos que queriam manter a memória das tradições antigas de seu povo.


A Mitologia Celta pode ser dividida em três grandes grupos: Mitologia Irlandesa, Mitologia Galesa e Mitologia Galo-Romana, referentes aos povos que viviam na Irlanda, País de Galês e na Gália respectivamente.
Os povos do País de Gales e da Irlanda também deixaram uma mitologia muito rica e muitas de suas lendas foram escritas durante a Idade Média.


A Mitologia Celta pode ser dividida em três subgrupos principais de crenças relacionadas.

Goidélica - irlandesa e escocesa
Britânica Insular - galesa e da Cornuália
Britânica Continental - Europa continental.
É importante manter em mente que a cultura celta (e suas religiões) não são tão contiguas ou homogêneas quanto foram a cultura romana ou grega por exemplo.




Nossos conhecimentos atuais determinam que cada tribo ao longo da vasta área de influência céltica tinha suas próprias divindades.

Dos mais de trezentos deuses celtas, poucos efetivamente eram adorados em comum.
Povos politeístas raramente se importam em manter seus panteões da forma organizada em que os pesquisadores gostariam de encontrar.


Resquícios Modernos


Os modos e as crenças celtas tiveram um grande impacto na atualidade das regiões em que se encontravam.
Conhecimentos sobre a religião pré-cristã ainda são comuns nas regiões que foram habitadas pelos celtas, apesar de agora estarem diminuindo.

Adicionalmente, muitos santos não-oficiais são adorados na Escócia, como Saint Brid na Escócia (Brigid, na Irlanda), uma adaptação cristã da deusa de mesmo nome.

Vários ritos envolvendo peregrinações a vales e poços considerados sagrados aos quais creditam propriedades curativas têm origem celta.


Templos


Frequentemente se diz que os povos celtas não construíam templos, adorando seus deuses apenas em altares em bosques.

A arqueologia já provou que isto está incorreto, e várias estruturas de templos já foram encontradas em regiões célticas.

Depois das conquistas de Roma sobre partes das regiões celtas, um tipo distinto de templo celto-romano se desenvolveu.


Ritos Celtas
Os primeiros celtas é que não construíam templos para a adoração de seus deuses, mas mantinham altares em bosques de (Nemeton) dedicados a serem locais de adoração.

Algumas árvores eram consideradas elas próprias sagradas.

A importância das árvores na religião celta pode ser mostrada pelo fato que o nome da tribo dos Eburônios contém uma referência a yew tree, e nomes como Mac Cuillin (filho de acebo), e Mac Ibar (filho de yew) aparecem nos mitos irlandeses.

Apenas durante o período de influência romana os celtas começaram a construir templos, um hábito que foi passado as tribos germânicas que os suplantaram.
Escritores romanos insistiam que o sacrifício humano era praticado pelos celtas em larga escala e há indícios dessa possibilidade vindos de achados na Irlanda, no entanto a maior parte da informação sobre isso veio de rumores de "segunda mão" que chegavam a Roma.

São muito poucas as descobertas arqueológicas que substanciam o processo de sacrifício e assim os historiadores modernos consideram que os sacrifícios humanos eram um acontecimento extremamente raro nas culturas Celtas.
Mas havia também, no entanto, um culto guerreiro centrado nas cabeças cortadas de seus inimigos.

Os celtas muniam seus mortos de armas e outros pertences, o que indica que acreditavam na vida após a morte.

Depois do funeral, eles também cortavam a cabeça do morto e esmagavam seu crânio para evitar que seu espírito permanecesse preso.
Nenhuma menção aos cultos celtas pode deixar de descrever os druidas.

Esses sacerdotes representam simplesmente a classe mais ou menos hereditária de xamãs, característica de todas as sociedades indo-européias antigas.

Em outras palavras, eles são o equivalente a casta brâmane indiana ou aos magi persas, e como estes um especialista nas práticas de magia, sacrifício e augurio.

Eles eram conhecidos por ser particularmente associados a carvalhos e trufas; essas últimas talvez usadas na confecção de medicamentos ou alucinógenos.

Outra figura importante na manutenção das lendas célticas era o bardo; aquele que, através de suas músicas, difundia os feitos de bravura dos heróis do passado.

Desse ponto de vista a cultura celta não foi uma cultura histórica - do ponto de vista que não teve história escrita (ainda que os celtas possuíssem formas rudimentares de escrita, baseadas em traços verticais e horizontais).

Suas histórias eram transmitidas oralmente, e os bardos eram particularmente bons nisso já que, uma vez que suas histórias eram musicadas, tornava-se fácil lembrar das palavras exatas que a compunham.

Além disso, eles podem ter sido considerados uma espécie de profetas.

O historiador Estrabo descreveu-os como "vates", palavra que significa inspirado, estasiado.

É bem possível que a sociedade céltica tivesse, além da religião taumatúrgica e ritualística dos druídas, um elemento de comunicação estásica com o Além.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

MITOLOGIA E RELIGIÃO


Alguns usam os termos mito e mitologia para ilustrar histórias de uma ou mais religiões como algo falso ou duvidoso. Enquanto quase todos os dicionários incluem essa definição, mito nem sempre significa que uma história é falsa, tampouco verdadeira.
O termo é constantemente utilizado nesse sentido de descrever religiões criadas pelas sociedades antigas, cujos ritos estão quase extintos.
Muitas pessoas não consideram as histórias sobre a origem e acontecidos, como contendores de mitos; eles vêem seus textos sagrados como possuindo verdades religiosas, inspiradas divinamente, mas não repassadas em linguagens humanas.
Outros separam suas crenças de histórias similares de outras culturas e se referem a estas como história.
Essas pessoas se opõem ao uso da palavra “mito” para descrever suas crenças.
Para o propósito desse artigo a palavra mitologia é usada para se referir a histórias, que, enquanto elas podem ou não serem factuais, revelam verdades fundamentais e pensamentos sobre a natureza humana, através do freqüente uso de arquétipos.
Também é necessário frisar que as histórias discutidas expressam pontos de vista e crenças de um país, um período no tempo, cultura e/ou religião a qual lhes deu à luz.
Uma pessoa pode falar de mitologia Judaica, mitologia Cristã ou mesmo mitologia Islâmica, onde cada uma descreve os elementos míticos nessas religiões sem se referir à veracidade sobre a sua história.

Mitologia moderna
Muitos fatos e personagens de jogos são inspirados em mitologias. Jogos de RPG como Final Fantasy recebem muitas criaturas provenientes de mitologias.
Séries de televisão e de livros como Star Trek e Harry Potter, por exemplo, têm aspectos mitológicos marcantes que algumas vezes desenvolvem-se em sistemas filosóficos profundos e intrincados.
Essas séries não são mitologia, mas contêm temas míticos que, para alguns, atendem às mesmas necessidades psicológicas.
Um ótimo exemplo são as obras O Silmarillion e O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien, bem como a série de filmes Star Wars (Guerra nas Estrelas) de George Lucas.
Outra série é Supernatural, que ressalta muitos pontos da cultura espalhadas pelo mundo, ja que se ultilizam de muitos recursos, como as de algumas culturas que ja se extinguiram.
As leis de direitos autorais, no entanto, limitam os autores independentes de estender em um ciclo das histórias modernas.
Alguns críticos acreditam que o fato de os principais personagens dos ciclos das histórias modernas não estarem no domínio público previne esses ciclos de emprestarem vários aspectos essenciais das mitologias.
O "Fan fiction" atenua esse problema.
Ficção, porém, não atinge o nível de mitologia enquanto as pessoas não acreditam que aquilo realmente aconteceu.

Por exemplo, alguns acreditam que as histórias de Clive Barker, como "Candyman", foram baseadas em fatos reais.

O mesmo pode ser dito da Bruxa de Blair e muitas outras histórias.
A mitologia sobrevive no mundo moderno através de lendas urbanas, mitologia científica e muitas outras maneiras.
O anime e a série de mangás, Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya no original), por exemplo, é considerada a que mais se baseia nas histórias das mitologias antigas, como a Mitologia Grega, Nórdica, Egípcia, e diversas outras.
A história não é uma mitologia; ela conta a história das mitologias tradicionais, onde guerreiros representam constelações e têm como objetivo enfrentar os deuses que se opuserem a Atena (deusa grega da sabedoria).
Vários personagens e monstros mitológicos como o Orfeu e o Cérbero estão presentes no nosso cotidiano.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

MITOLOGIA


O QUE É MITOLOGIA?
Mitologia é o estudo e interpretação do mito e do conjunto de mitos de uma determinada cultura. O mito é um fenômeno cultural complexo com inúmeros pontos-de-vista.


Em geral, mito é uma narrativa que descreve e retrata, em linguagem simbólica, a origem dos elementos básicos e suposições de uma cultura.


As narrativas míticas relatam, pôr exemplo, como o mundo começou, como os animais e o homem foram criados, e como certos costumes, atitudes ou formas de atividades humanas se originaram.


Quase todas as culturas possuem ou em algum tempo possuíram e viveram sob a influência dos mitos.


Os mitos diferem de contos de fada, os quais se referem a um tempo que é diferente do tempo comum.


A seqüência de tempo dos mitos é extraordinária - um "outro" tempo - o tempo antes do mundo vir a ser como o conhecemos.


Pelo fato dos mitos se referirem a um tempo e lugar extraordinários, a deuses e outros seres sobrenaturais, eles foram vistos como aspectos de ordem religiosa.


Mitologia - (do grego μυθολογία) é o estudo dos mitos (lendas e/ou histórias) de uma cultura em particular creditadas como verdadeiras e que constituem um sistema religioso ou de crenças específicos.
Os mitos são, geralmente, histórias baseadas em tradições e lendas feitas para explicar o universo, a criação do mundo, fenômenos naturais e qualquer outra coisa a que explicações simples não são atribuíveis. Mas nem todos os mitos têm esse propósito explicativo.


Em comum, a maioria dos mitos envolvem uma força sobrenatural ou uma divindade, mas alguns são apenas lendas passadas oralmente de geração em geração.
Figuras mitológicas são proeminentes na maioria das religiões e a maior parte das mitologias estão atadas a pelo menos uma religião.

Alguns usam a palavra mito e mitologia para desacreditar as histórias de uma ou mais religiões.
O termo é freqüentemente associado às descrições de religiões fundadas por sociedade antigas como mitologia romana, mitologia grega, mitologia egípcia e mitologia nórdica, que foram quase extintas.

No entanto, é importante ter em mente que enquanto alguns vêem os panteões nórdicos e célticos como meras fábulas outros os têm como religião (ver Neopaganismo).
Pessoas de muitas religiões tomam como ofensa a caracterização de sua fé como um conjunto de mitos, pois isso é afirmar que a religião em si é uma mentira.

Mesmo assim, muitas pessoas concordam que cada religião tem um grupo de mitos os quais desenvolveram-se somados às escrituras.

A LENDA E O MITO, O QUE SÃO?

Lenda é uma narrativa de cunho popular transmitida principalmente pela tradição oral através dos tempos de geração para geração.

As lendas não podem ser comprovadas cientificamente, pois são frutos da imaginação das pessoas que as criaram.
De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da criatividade aventuresca humana.
Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.


Podemos entender que Lenda é uma degeneração do Mito.


Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente, sofrem alterações à medida em que vão sendo recontadas.
São histórias fantásticas que possuem origem histórica narrando feitos de heróis, personagens sobrenaturais, fenômenos naturais, vida de santos, etc.


A lenda é sempre considerada com um fundo de verdade.
As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Entre as lendas podemos citar: O Judeu Errante, As Lendas do Rei Artur, As Lendas do Eldorado, Robin Hood, etc.


Mitos são histórias que apresentam um fato natural, histórico ou filosófico, funcionando como ponto de equilíbrio entre o sagrado e o profano.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico.
Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo.
Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano.


Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido à vida e ao mundo
Durante algum tempo confundiu-se o mito com a lenda, embora os dois estejam relacionados a acontecimentos de um passado distante e fabuloso, diferem nos personagens.


Os mitos têm os deuses como tema, enquanto que as lendas homens e animais.


A lenda é considerada "história falsa", e o mito "história verdadeira".