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sábado, 25 de julho de 2009

TEMPLO DAS ESTRELAS DE GLASTONBURY

Embora já tenhamos feito menção em posts anteriores, voltamos novamente a abordar "O templo das Estrelas", reservando-lhe um lugar de destaque entre nossos artigos, não só pela sua extensão mas também por ser um tema cativante, envolto em misterio e apaixonante.
O zodíaco de Glastonbury é um dos muitos reflexos do misterioso e visionário reino de Arthur, a sua localização exata e de seus domínios – na verdade, até sua existência – tem sido debatida por historiadores, arqueólogos e místicos.
Idealista com seus bravos e em sua maioria leais cavaleiros, excalibur, sua rainha Guinevere, a linhagem sagrada e Avalon tornou-se profundamente arraigada na Bretanha, particularmente no sudoeste da Inglaterra.
A memória coletiva do rei Arthur é tão imensa na Grã-Bretanha, que podemos dizer que o sábio e bondoso rei guerreiro ainda permanece como o herói mais venerado da ilha.
No verão de 1929, na vila de Somerset, em Glastonbury, katherine Maltwood recebera uma verba para trabalhar em uma nova versão da tradução de “Le Hault Livre du Graal” (A Nobre História do Santo Graal), um texto arcaico que descreve a vida do rei Arthur e seus cavaleiros.
O manuscrito original, em latim, teria sido escrito na abadia de Glastonbury, antigamente considerada como a igreja mais sagrada da Inglaterra e do túmulo de Arthur.
O propósito de Maltwood, ao visitar Glastonbury, era buscar indícios dos locais onde as histórias arturianas ocorreram, e usar essas referências para traçar um mapa.

Vagando pelos campos e ruínas, em Glastonbury e imediações, Maltwood teve certeza de reconhecer muitos dos lugares descritos em A Nobre História do Santo Graal. Mas foi também invadida por uma idéia: aquela paisagem ocultava algo, uma espécie de padrão que ela não conseguia decifrar.
Maltwood prosseguiu seu trabalho, atormentada pela sensação de que, naqueles campos, havia uma característica indefinível que a desconcertava.


E então, em uma noite cálida e enluarada, ela se deteve no alto de uma colina, junto da vila, olhando para o local no qual, segundo a história, estaria o castelo do rei Arthur, em Cadbury Hill, uns 18 quilômetros a leste.
No campo abaixo dela, Katherine vislumbrou algo parecido com duas gigantes efígies formadas na paisagem: uma era a de um leão e a outra a de uma criatura sentada, de aparência humana.
As silhuetas eram sugeridas pela combinação de colinas, aterros, estradas, antigas marcas de fronteiras e canais naturais ou construídos.
Mais tarde ela descreveu o que vira para uma pessoa conhecida, que por acaso era astróloga, para quem talvez as figuras representassem os signos de Leão e Gêmeos.


Maltwood subitamente percebeu que havia descoberto um antigo segredo encerrado na paisagem de Glastonbury.
Imediatamente ela encomendou mapas e fotografias aéreas, que lhe permitiram identificar um vasto círculo de imagens colossais, um anel de mais de 16 quilômetros de diâmetro, no qual ela visualizou exatamente os doze signos do zodíaco em ordem correta, de Áries a Peixes.
Fora do círculo havia a décima terceira imagem, a de um imenso cão: Langport, o qual, segundo a cultura celta, vigia a entrada para Annwn, o secreto mundo das fadas.
Maltwood abdicou de sua carreira e dedicou o resto de sua vida ao estudo daquele zodíaco terrestre. Concluiu que o antigo povo de Somerset havia embelezado as formas e contornos daquela paisagem natural há cerca de 5 mil anos, para criar aquelas figuras zodiacais; e que, nos últimos séculos, os monges da abadia de Glastonbury haviam cuidadosa e secretamente preservado as marcas geográficas que davam forma àquelas gigantescas figuras.
Embora aparentemente ela não tenha chegado a saber disto, Katherine não foi a primeira pessoa a ver os gigantes celestiais estampados na paisagem de Somerset.
Cerca de 350 anos antes dela, John Dee, um homem de muitos talentos que desempenhou papel importante nos campos da ciência, filosofia, matemática e alquimia, também fora arrebatado pelas incomuns marcas topográficas de Glastonbury; e também concluíra, tal como Katherine Maltwood mais tarde, que os doze signos do zodíaco haviam sido propositalmente estampados na paisagem por um povo antigo e sábio.
Durante um breve período, as opiniões de John Deen acerca das questões relacionadas às estrelas foram de considerável importância, pois ele funcionava como conselheiro astrológico da rainha Elizabeth I.
“Assim, a astrologia e a astronomia são cuidadosamente unidas e medidas através de uma reconstrução científica dos céus, revelando-nos que os antigos compreendiam tudo que agora descobrimos ser verdade”.
– escreveu Dee.
Contudo, para Maltwood, o zodíaco de Glastonbury assumia importância maior do que seu significado astrológico ou arqueológico. Acreditando que a existência das figuras explicava muitas referências encontradas nas antigas histórias sobre o rei Arthur, ela escreveu:
“Foi em torno desses gigantes naturais e arcaicos que se acumularam as histórias arturianas.”
Ela via o zodíaco como a Távola Redonda original: Arthur era Sagitário; Sir Lancelot, Leão; Guinevere, Virgem; e Merlin, Capricórnio.
Segundo alguns pesquisadores, a Távola Redonda (Round Table) representava um símbolo cósmico do todo, com o Graal em seu centro místico e os doze cavaleiros representando os sígnos do zodíaco.
Em 1935, Maltwood publicou sua descoberta do zodíaco de Glastonbury sob o título “Um Guia para o Templo das Estrelas de Glastonbury”, o que causou grande alvoroço na Inglaterra.
Algumas pessoas sentiram-se tão seduzidas pelo fato dos símbolos mágicos e sagrados gravados na terra que resolveram ajudá-la em suas investigações.
Maltwood faleceu em 1961; seu trabalho ainda contava com grandes entusiastas.
A comprovação histórica de outras monarquias místicas, tais como o fabuloso reino africano de Ofir, de onde, segundo a Bíblia, o rei Salomão extraía seu ouro, e o reino poderoso e piedoso do imperador e sacerdote cristão Preste João, na Ásia, também intriga os pesquisadores.
Mas as histórias sobre esses reinos perdidos, bem como as de Arthur e sua corte real, perduram até os dias de hoje.
De todos os reinos, nenhum cativou a imaginação do mundo ocidental como o de Arthur, com a dadivosa terra de Camelot.
Arthur pode ter vencido gigantes cruéis, mas foram suas batalhas contra a opressão que fizeram as pessoas ansiarem pela volta de um monarca como ele.
Se o céu for inatingível por enquanto, então Camelot ocupará seu lugar.

CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA



Os Cavaleiros da Távola Redonda foram os homens premiados com a mais alta ordem da Cavalaria, na corte do Rei Artur, no Ciclo Arturiano.

A Távola Redonda, ao redor da qual eles se reuniam, foi criada com este formato para que não tivesse cabeceira, representando a igualdade de todos os seus membros.


Em diferentes histórias, varia o número de cavaleiros, indo de 12 a 150 ou mais.


A Winchester Round Table, que data de 1270, na lista constam 25 nomes de cavaleiros.

Código de Cavalaria
Sir Thomas Malory descreve o Código dos Cavaleiros como:
1 - Buscar a perfeição humana
2 - Retidão nas ações
3 - Respeito aos semelhantes
4 - Amor pelos familiares
5 - Piedade com os enfermos
6 - Doçura com as crianças e mulheres
7 - Ser justo e valente na guerra e leal na paz

Origens da Távola Redonda
O primeiro escritor a descrever a Távola Redonda foi o poeta do século XII, Wace, cujo Roman de Brut tomou como base a Historia Regum Britanniae de Geoffrey de Monmouth.
Este recurso foi utilizado por muitos autores subseqüentes.
Todavia, mesmo os primeiros autores atribuem a Artur um séquito de guerreiros extraordinários.
Em Geoffrey, a corte de Artur atrai os maiores heróis de toda a Europa.
No material arturiano galês, muito do qual está incluído no Mabinogion, são atribuídas habilidades sobre-humanas aos homens de Artur.
Alguns dos personagens do material galês aparecem mesmo sob nomes alterados como Cavaleiros da Távola Redonda nos romances continentais, os mais notáveis dos quais são Cai (Sir Kay), Bedwyr (Sir Bedivere) e Gwalchmai (Sir Gawain).

Lista de Cavaleiros da Távola Redonda
Teoricamente, a Távola Redonda teria apenas 12 ou 24 cavaleiros, conforme as versões.
No entanto, nas várias histórias e versões das lendas, aparecem referidos como cavaleiros mais de uma centena de nomes, dos quais, os mais famosos vão a seguir referidos.
Nota: Nas versões medievais portuguesas das histórias da Távola Redonda, os nomes dos cavaleiros eram muitas vezes precedidos do título de nobreza "Dom".
Modernamente, por influência anglo-saxônica, mesmo na Língua Portuguesa passou a ser comum proceder os nomes pelo título britânico correspondente ("Sir").

ORDEM DE APRESENTAÇÃO

Nome - Variantes do Nome - Alcunha - Descrição
Accolon Accolon de Gália Amante de Morgana e inimigo de Artur
Aglovale Filho do Rei Pellinore de Listinoise
Agravain Agraveine Filho do Rei Lot de Orkney
Bedivere Bedwir, Bedwyr Condestável e um dos principais conselheiros de Artur
Boors Bors, Bohort, BohorBoors, o Exilado Rei de Gaunes (Gália), irmão de Leonel, primo de Lancelot e de Heitor. Um dos que chegou ao fim da demanda do Graal
Breunor La Cote Male Taile
Cador
Calogrenant
Caradoc Karadoc Caradoc Vreichvras (Caradoc Braço-Forte)
Colgrevance
Constantino Constantine Filho de CadoR e que se tornou Rei após a morte de Artur
Dragonet O Bobo da Corte
Daniel
Dinadan Irmão de Daniel e Brunor
Gaheris Guerrehet Filho de Lot e de Morgause
Galahad Galaaz Galahad, Le Preux (Galahad, o Valente Cavaleiro) Filho de Lancelote
Galehaut Senhor das ilhas longínquas
Gareth GaherietGareth, o Franco Filho de Lot e de Morgause
Gauvain Galvão (versão portuguesa medieval),Gawain,Gauvaine,Gawaine,Balbhaidh,Gwalchmai. O Falcão. Filho de Lot e de Morgause e sobrinho de Artur
Geraint Érec Érec e Énide
Gingalain O Belo Desconhecido. Filho de Gauvain
Girflet Jauffré
Heitor das Lagoas Hector, Ector. Heitor das Lagoas. Filho do Rei Ban de Benoic e da Rainha Helena, padrasto de Artur e pai de Kay
Hoel
Hunbaut
Ivain Ivaine, Ywain, Owain, Owains. O Cavaleiro do Leão. Filho de Uriens e deMorgana. Um dos melhores cavaleiros, banido por Artur, mas a ele fiel e às demandas. Acompanhado de um leão.
Ivain, o Bastardo Também filho de Uriens
Kay Cai, Kai, Keu, Caius, Caio. Senescal, frequentemente associado com Bedivere, um dos primeiros personagens a figurar na coroação de Artur
Lamorak
Lancelot Lançarote, Lancelote, Launcelot Lancelot do Lago. O Cavaleiro da Carroagem, O Cavaleiro Branco. Filho do Rei Ban, meio-irmão de Heitor e Pai de Galahad. Criado por Viviane num lago. Salvador e amante de Guinevere
Leodegrance Leodegrans, Léodagan. Pai de Guinevere e Guardião da Távola Redonda

Leonel Lionel Filho do Rei Bohort
Lucan
Meleagant Se dizia filho bastardo de Leodegrance e sequestrou Guinevere
Mordred Mortret. Jovem Deus Cornudo. Filho ilegítimo de Artur e Morgana e destruidor do seu reino.
Morholt
Palamedes O Sarraceno
Pelleas
Pellinore Pai de Elaine, que com a ajuda de Morgana se casou com Lancelote e foi mãe de Galahad
Perceval Peredur, Percival, Persifal, Parsifal, Parcival, Parzifal. Perceval o Gaulês. Filho de Pellinore e, em algumas versões, vencedor da demanda do Graal
Safir irmão de Palamedes
Sagramor Sagremor Sagramor, le Desrée Neto do Imperador Adriano de Constantinopla
Tor
Tristão Tristan, Tristam. Tristão de Lyonesse. Tristão e Isolda
Uriens Rei de Gore, foi casado com Morgana, irmã de Artur
Artur Coroado Rei da Bretanha após retirar a espada da pedra. Rei Artur
Segundo as várias versões da história os vencedores da demanda do Graal foram Galahad, Perceval e Borrs
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaleiros_da_T%C3%A1vola_Redonda"

A TÁVOLA REDONDA DO REI ARTHUR

A Mesa Redonda e o Reinado em Camelot

Arthur fixou residência em Camelot e ali esperou Guinevere, que veio acompanhada por 100 Cavaleiros da Irmandade da qual trouxeram consigo a Mesa Redonda.
O rei casou-se com Guinevere, e ela também recebeu o juramento dos Cavaleiros.

Enquanto Merlin narrava a história de cada um, nos respaldes das cadeiras apareciam os nomes correspondentes em letras de ouro. Mas as cadeiras situadas à direita e à esquerda do rei ficaram vazias. Merlin informou que a cadeira da esquerda seria preenchida em breve, enquanto a da direita, não seria ocupada por anos.
Em Camelot, os 250 integrantes da Irmandade ficaram reduzidos a 100. Este número significa o quadrado da medida sagrada terrestre e é o que corresponde a uma Cavalaria Terrenal, que abarca toda a Terra, conceito que faz de Arthur o rei do Mundo.

Esse critério confirma as cifras do número 100 (l + 0 + 0 = 1), e a couraça dourada do rei, que o identificava com a Luz e com a suprema iluminação.
Outras versões dizem que o número de Cavaleiros era 25 ou 13, dentre os quais estaria o próprio Arthur.

O antecedente que se conhece é uma Mesa circular de carvalho, de 19 pés (5,8 metros) de diâmetro por 60 pés (18,3 metros) de circunferência, que se encontra no Grande Salão de Manchester, cidade ao Sul de Gales, próxima à Camelot.
No centro, existe uma Rosa branca de cinco pétalas, rodeada de outra Rosa similar de cor vermelha, e na volta existe uma inscrição em letra gótica, que diz:

"Esta é a Mesa Redonda do rei Arthur e de seus XXIV valentes Cavaleiros".

Da parte superior da Rosa, levanta-se um trono baixo, em cujo dossel está sentado um rei que segura em suas mãos os símbolos de seu poder: uma Espada na direita e um globo do Mundo coroado por uma Cruz de Malta na esquerda.

Nos lados existe uma inscrição: "Rei Arthur".

Ao redor do trono, partindo do centro, têm 24 divisões, 24 setores, cada um dos quais leva o nome de um Cavaleiro.
A Mesa - ou a Távola - existia em 1522, quando por ordem do rei Henrique VIII suas divisões foram pintadas com as cores da Casa Real Tudor: branco e celeste.

Se temos em conta o espaço ocupado pelo trono, a Távola fica dividida em 26 partes, número cabalístico que corresponde ao nome de Deus: "IHVH". Corresponde também ao arcanjo do "Prodígio", que pode representar a ação do tempo como justiça e poder de manifestação. Indicaria, assim, um Reinado de Justiça conforme a ordem universal, cujo rei, Arthur, seria assistido por 24 Cavaleiros.
Mas como a seqüência das cores brancas e celestes significam aspectos ativos e passivos que se alternam, ficam definidas perfeitamente as 12 características universais do Homem Zodiacal e o perfeito equilíbrio cósmico representado pelas horas do dia e da noite, transformando os 24 Cavaleiros nas 12 características do Homem Zodiacal ou Homem Universal.
O número 12 no Tarô corresponde ao apostolado que implica abnegação, sacrifício, altruísmo, desejo de servir, devoção.

Geometricamente, corresponde ao polígono que se identificava com a circunferência, representativa do Todo e da Eternidade.

Arthur, o número 13, representaria Jesus, cujos Cavaleiros eram os 12 Apóstolos.

O valor cabalístico de seu nome - Arthur - o confirma: é o número 13.
Se considerarmos ainda que 12 multiplicado por 5, número que representa o homem perfeito, dá 60, que é a longitude da circunferência da Távola, e que este número representa a Evolução, "como o despertar sucessivo da consciência", e que 190, o número que indica o diâmetro da Távola, é o que corresponde ao Sol, podemos assim concluir que a Távola Redonda do Castelo de Winchester estabelece perfeitamente as características do Reinado de Arthur, concordando com as tradições celtas e cristãs.

O Reino Terrenal de Arthur e seus Cavaleiros da Mesa Redonda, inspirado no Reino Celestial da Harmonia Cósmica, seria o Modelo oferecido aos homens para que, inspirados nele, acedessem ao caminho de sua própria perfeição.


A Távola Redonda - A Imagem do Mundo
A primeira vez em que se reuniu a Irmandade da Távola Redonda foi no dia do matrimônio de Arthur e Guinevere, e assim começou o maior ideal da cavalaria.
As lendas contam que numa primavera, enquanto todos estavam sentados, entrou um cervo branco perseguido por um cachorro branco e, junto, cinqüenta casais de cachorros de caça negros.
Enquanto corriam em torno da mesa, o cachorro branco mordeu o cervo, que, dando um salto, derrubou um Cavaleiro que estava sentado a seu lado.
Esse homem pegou o cachorro e saiu correndo, e nesse instante entrou uma dama cavalgando pela sala, e exigiu que o trouxessem de volta, pois aquele cachorro era de sua propriedade.
Antes que alguém pudesse responder, um Cavaleiro com suas armas entrou a cavalo e expulsou a dama com violência.
Esses acontecimentos foram presenciados com um misto de prazer e medo. Mas Merlin, nesse momento, aproximou-se e declarou que a Irmandade "não podia abandonar com tanta rapidez suas aventuras".
Desse modo, Arthur enviou seus dois novos Cavaleiros, Sir Gauvaim e Sir Thor, na perseguição do cervo branco e do cachorro, respectivamente, e Sir Pellinore em perseguição da dama que havia sido raptada.
Esse incidente provocou várias aventuras que foram narradas sempre de maneira similar, ou seja, com a entrada de um Cavaleiro ou de uma dama na corte, solicitando auxílio ou algum favor do rei Arthur e da Irmandade.
Eles não podiam negar, desde que a petição fosse justa. Mas a partir desse episódio a Irmandade pronunciou um juramento:
"Nunca cometer ultraje ou assassinato; fugir sempre das traições; não ser de forma alguma cruel, mas conceder clemência àquele que a solicite; estar sempre ao lado do seu rei Arthur; auxiliar sempre as damas e senhoras. Que nenhum homem inicie uma batalha por motivos injustos ou por bens terrenos".
Todos os Cavaleiros da Távola Redonda prestaram esse juramento, e a cada ano era renovado na festividade de Pentecostes.
As regras, apesar de serem simples, dependiam dos ideais da cavalaria que muitas vezes acreditava não ser necessário colocá-los em palavras. Nem todos os Cavaleiros cumpriram essas exigências impostas por seu rei, mas sempre souberam manter a honra à Távola Redonda e à sua existência.

O rei Arthur criou um costume de que seus Cavaleiros sempre contassem alguma aventura no início de algum banquete, e dessa forma, criou-se uma pauta de comportamento.
Todos os Cavaleiros "andantes" marchavam em busca de aventuras.
A maior parte das aventuras da Irmandade da Távola Redonda ocorreu nas densas florestas.
Os bosques simbolizavam um mundo não civilizado, mas também representavam um estado mental, um lugar que se procuraria alcançar.
Os bosques também formavam parte do "outro mundo", uma vasta extensão inexplorada situada nas fronteiras entre o mundo da Terra Média e os domínios do País das Fadas.
Eram lugares impregnados de encantamentos e somente àqueles que fossem resolutos era permitido encontrar aquilo que se haviam dispostos a buscar.
De suas profundezas surgiam fadas encantadoras que seduziam os Cavaleiros errantes, mesclando, dessa forma, a linhagem do "outro mundo" com a da Irmandade.
Nem todas essas mulheres encontradas nos bosques eram gentis de aparência e de palavra.
Ragnall, um dos muitos arquétipos da Deusa da Terra que lhe outorga a soberania, tomou a forma de uma dama de aparência monstruosa, que com suas artimanhas conseguiu que o próprio rei Arthur prometesse lhe dar Sir Gauwain como marido.
Posteriormente, ela recobrou sua verdadeira beleza graças ao amor e à compreensão de Gauwain.
Todas essas aventuras eram relatadas ao rei Arthur por sua Ordem de Cavalaria, mas a Távola Redonda representava muito mais que um lugar de reunião para a Irmandade.
A Távola Redonda do rei Arthur estava feita à imagem das duas mesas anteriores.
A primeira, em que utilizaram Jesus Cristo e seus apóstolos para celebrar a Última Ceia, que foi copiada pelos reis do Graal por considerá-la um lugar adequado para que nela fosse repousado o Santo Cálice, da qual eram guardiões.
Por último, Merlin construiu a terceira, na qual se reuniria a Irmandade até que aparecesse o Graal.
Segundo algumas lendas, nos reinos celestiais se reunia um conselho de poderosos seres encarregados da execução dos desígnios divinos para a Criação.
Eles também se sentavam em uma mesa redonda, e quando Merlin "trouxe" Stonehenge da Irlanda, traçou este círculo conforme a imagem da Távola Estrelada.
Dessa forma, Merlin construiu esse templo circular sobre a Távola da Terra, criando uma relação entre os domínios estelares, a monarquia terrenal de Arthur, a qualidade sagrada da Terra com as mensagens e mistérios do Graal e a Irmandade da Távola Redonda que estava destinada a ir em busca do vaso sagrado.
Bibliografia:
Avalon e o Graal e Outros Mistérios Arturianos - H. Gerenstadt
Ceallaghan Wolfgang Anderyatt ψ

A TÁVOLA REDONDA

Magestosamente suspensa na parede no grande Átrio do Castelo Real de Winchester (antiga Inglaterra), está a Távola Redonda do rei Arthur, com seis metros de diâmetro e o peso de uma tonelada.
Ela contém os nomes dos cavaleiros do rei e
foi a peça central da corte de Arthur. Simbolizava a expansão do poder e da glória por todo o Mundo mas, em termos reais, era muito mais do que isso.
Tratava-se de uma força em prol da harmonia e da fraternidade.
Era um antídoto contra a inveja, a ambição, a ânsia da supremacia e do poder – defeitos humanos que caracterizavam a mentalidade na Idade Média.
Alguns pesquisadores asseguram que a Távola Redonda teria sido um presente para o rei Arthur, construída por um carpinteiro da Cornualha e muitos acreditam que foi construída por um outro carpinteiro que era o pai de Guinevere.
A távola teria sido presente do carpinteiro a Arthur, em forma de dote, quando este se casou com Guinevere, e foi Merlin quem escolheu os cavaleiros para que se sentassem a ela, e então, predisse a busca do Santo Graal.
Sua forma redonda teria um fim: evitar disputas pelos leais cavaleiros do rei.
Outro relato mais conhecido assegura que foi José de Arimatéia o primeiro guardião do Santo Graal que construiu a távola do Graal para comemorar a última ceia, com um assento sempre vago para representar o então traidor Judas Iscariotes.
No entanto existem outros relatos que dizem: que o assento vago na Távola Redonda do rei Arthur pertencia a Jesus Cristo e só um cavaleiro capaz de recuperar o Santo Graal, teria o direito de ocupar este lugar vago.
A Távola Redonda também, segundo alguns pesquisadores representa o símbolo cósmico do todo, com o Graal em seu centro místico e os doze leais cavaleiros representando os signos do zodíaco.
Em 1976, a távola redonda foi alvo de uma extensiva investigação científica, até então a távola teria sido datada pelo carbono 14 como existente desde 1463 e provavelmente pintada pelo rei Henrique VIII em 1522.
Agora, com a tecnologia mais avançada, o método do radiocarbono (carbono 14), e o estudo da carpintaria prática mais especializada foi revelado que a távola redonda foi construída em 1270, no início do reinado do rei Edward.
Sabe-se que o rei Edward tinha grande interesse pelas histórias arturianas e teria ido a Glastonbury junto com sua consorte Lady Eleanor para celebrarem a Páscoa e ir também na abadia, onde ordenou que abrissem o túmulo de Arthur.
A Távola Redonda sabe-se, que provavelmente fôra usada em muitos torneios que o rei Edward gostava de realizar.
As lendas arturianas adaptavam-se bem aos ideais das cruzadas e da cavalaria que despontaram nos séc. XI, XII e XIII.
Os cavaleiros de Artur serviam de modelo a todos os guerreiros como cruzados triunfantes em busca do Santo Graal, o cálice utilizado por Jesus Cristo na última ceia.
Mas a crença de que o rei não morreu e regressará com os seus cavaleiros, a fim de retomar a luta contra os males do mundo continua viva...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

CAMELOT

Segundo as lendas, Camelot era o lugar onde ficava a corte do rei Artur.
Foi lá que, supostamente, Artur decidiu construir seu castelo com um grande salão, decorado com estandartes, onde pudesse colocar uma enorme mesa, construída por um misterioso carpinteiro mago, conhecida nas lendas como a Távola Redonda.
Nessa mesa cabiam, sentados, 1.600 cavaleiros.

Por ser redonda, impedia que houvesse brigas entre os nobres para ver quem sentava no melhor lugar.

Até hoje não se sabe onde ficava Camelot, se é que realmente existiu.
Alguns pesquisadores apontam a Cornualha, outros Somerset, outros ainda Monmouthshire.
Em Somerset foram descobertos vestígios de uma fortificação, possivelmente do século VI, com enormes anéis concêntricos, cobrindo mais de 7 hectares, que contornavam um castelo, porém, nunca se conseguiu provar que fosse de facto Camelot.



"Camelot, located nowhere in particular, can be anywhere."

A BUSCA DE CAMELOT

Antes de chegarmos à Camelot, vamos falar de Tintagel, onde tudo, ou quase tudo começou...Geoffrey de Monmouth identificou como local de nascimento de Arthur o castelo de Tintagel, na costa escarpada da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra. Os céticos acusam: esse castelo foi construído no século XII, muito após o nascimento de Arthur.
Mas as escavações arqueológicas feitas nos cabos íngremes nas cercanias das ruínas do castelo revelaram resquícios de construções de pedra, talvez pertencentes a uma fortaleza de alguma poderosa família Celta.
Fragmentos de cerâmica mediterrânea dos séculos V e VI encontrados nessas escavações datariam da época de Arthur, contribuindo assim para endossar a lógica de Geoffrey ao focalizar ali o nascimento de Arthur.
Duas formações rochosas perto do castelo de Tintagel receberam do povo da Cornualha os nomes de Trono de Arthur e Xícaras e Pires de Arthur.
A busca de Camelot, casa e quartel-general de Arthur e sua fraternidade, centralizou-se em Cadbury Hill, um forte da Idade do Ferro sobre um platô de 150 metros de altitude, perto da vila de Somerset (uns 18 quilômetros de distância de onde se localiza o Templo das Estrelas), em South Cadbury.
A colina nunca sediou um castelo nos moldes da Idade Média, porém suas antigas fundações revelam a existência de uma formidável cidadela diversas vezes usada como fortaleza ao longo dos séculos.
Em suas cercanias corre um pequeno rio, em cujas margens Arthur teria travado sua última batalha. Segundo uma teoria alternativa, a batalha de Camlan teria sido travada perto de Camelford, na Cornualha.
A associação de Cadbury Hill a Camelot remonta a John Leland, um antiquário do século XVI que passou grande parte da vida pesquisando histórias arturianas. Em 1542, após uma viagem a South Cadbury, Leland escreveu:
“Bem na extremidade sul da igreja de South-Cadbyri (Cadbury) ergueu-se Camalat (Camelot), que um dia foi um castelo ou uma cidade de renome. (...)
O povo nada sabe disso, mas ouviu falar que Arthur freqüentava muito Camalat (Camelot).”
Séculos mais tarde, os aldeões de South Cadbury deram ao topo da colina o nome de Palácio de Arthur.
No final da década de 1960, os arqueólogos levaram quatro anos fazendo minuciosas escavações em determinadas áreas de Cadbury Hill, em busca de provas que vinculassem aquele ermo local ao grande rei Arthur, em um projeto que denominaram “A busca de Camelot”.
Descobriram que as quatro grandes cristas feitas pelo homem no alto da colina haviam sido reconstruídas diversas vezes, durante um período de 5 mil anos (exatamente o mesmo tempo em que foram feitas as figuras zodiacais, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury).
No século I a fortaleza fora assaltada e capturada pelos romanos, sendo abandonada em seguida. Centenas de anos depois, no tempo de Arthur, os novos habitantes erigiram diversas construções na parte mais elevada da colina (O Palácio de Arthur), incluindo um portal em estilo romano e um grande átrio de madeira. Mas a estrutura mais sofisticada e surpreendente era um muro construído com madeira e pedra, medindo cerca de 5 metros de espessura e pouco mais de 1.200 metros de extensão.
Tanto o projeto como a construção do muro seguiam padrões celtas, e não romanos, sugerindo que fora encomendado por um admirador da arte celta tradicional.
E como não se descobriu na Bretanha qualquer outra estrutura do mesmo porte e tipo, os arqueólogos acreditam que deve ter sido feita por ordem de um governante que dispunha de imensos recursos em trabalhadores e dinheiro.
Naturalmente, essa descrição condiz com a figura do rei Arthur.
“A conclusão inevitável é que [Cadbury Hill] foi a fortaleza de um grande líder militar, um homem em posição única, com enormes responsabilidades e uma mentalidade especial.” – escreveram Leslie Alcock e Geoffrey Ashe, dois arqueólogos e historiadores envolvidos nas escavações da “Busca de Camelot”.
O que foi encontrado nas escavações, não poderiam chamar o proprietário pelo nome de Arthur, porém Alcock e Ashe afirmaram que a questão do nome “não passava de um detalhe”.
O homem que governava Cadbury Hill (ou seja, Camelot ou Camalat) nessa espetacular refortificação do século VI, observaram, poderia, mais do que qualquer outro personagem daquela época, ser identificado com Arthur, “uma pessoa com grandeza suficiente”.
Menos de 18 quilômetros de distante de Cadbury Hill situa-se Glastonbury, um lugar sagrado impregnado de magia, que remonta à era pagã.
Ali foi o antigo sítio da etérea ilha de Avalon, para a qual Arthur fora levado para que seus ferimentos fossem curados pela fada Morgana.
Há muitos séculos ali encerrava-se em uma ilha, cercada por pântanos que depois foram drenados. Seu antigo nome celta Ynis Witrin, ou Ilha de Vidro.
Sem dúvida o rei Arthur, sua távola redonda, seus leais cavaleiros, também sua Avalon, suas sacerdotisas, fadas como queiram, enfim seu reino nos deixaram muitas coisas boas que preenchem nossa alma de alguma forma.
Curioso, como tempos remotos nos atingem até os dias de hoje e continuarão atingindo com suas, nossas origens.
Um dia eu estava pesquisando sobre um determinado assunto, e me deparei com um site de escoteiros mirins, e fiquei emocionada da forma com que eles retratam a távola redonda de Arthur.
Todos os dias eles se reúnem em volta de sua própria távola para discutirem sobre assuntos ligados ao escotismo, suas próximas missões, enfim uma solidariedade contagiante.
Onde todos são diferentes uns dos outros, ali na távola redonda eram todos iguais e com um mesmo objetivo.
Fiquei tão emocionada, que enviei uma mensagem elogiando o belo trabalho.
Acho que essas são as verdadeiras provas de que algum dia em tempos antigos, Arthur viveu, e continua vivendo em nossos corações.

A LENDA DE CAMELOT


O nome "Camelot" evoca imagens de cavalaria e mágica, romance e aventura.
Camelot estaria situado num morro bastante alto, próximo às ruinas de uma antiga fortificação que já existia antes da época do domínio romano sobre a Bretanha.
No topo deste morro, protegidos por uma muralha, haviam sido construídos um castelo e uma cidade, dos quais se descortinava toda a área ao redor, quilômetros e quilômetros de rios, lagos e florestas.

Conhecia-se Camelot pelo seu esplendor, onde viviam nobres, cavaleiros e damas que se reuniam em numerosos banquetes e torneios.
Nos dias de festa, flutuavam bandeiras nos seus pátios; pavilhões eram montados, espalhando-se pelas suas encostas e era intensa a movimentação de pessoas que entravam e saíam pelos seus portões.
Entre o mito e a história, um homem liderava seu povo para a glória.
Este homem era Arthur que, sob o direcionamento de Merlin, empunhou a espada do destino da pedra para ganhar a coroa.
Camelot era a capital do reino do Rei Arthur.
O castelo de Cadbury, em Somerset, um isolado forte da Idade do Ferro, é o local mais freqüentemente identificado com Camelot.
Evidências arqueológicas confirmam que, durante o século VI, o forte foi ocupado por um poderoso chefe militar britânico.
Até hoje existem controvérsias quanto a localização de Camelot.
Histórias do folclore local apresentam locais alternativos em Camelford (Cornwall) e Winchester (Hampshire) como a Camelot original.
O sudoeste da Inglaterra possui uma poderosa tradição de independência, uma extensão de misticismo originada ainda nos tempos do Paganismo e modificada pelo Cristianismo e uma fabulosa combinação entre cenário e clima.
O Rei Arthur é apenas uma das muitas personagens da tradição e da cultura britânicas.
Merlin, Guinevere, Lancelot, os Cavaleiros da Távola Redonda e a espada Excalibur também tiveram suas histórias recriadas através dos séculos por poetas, romancistas, músicos, dramaturgos e cineastas.
Bons exemplos são as poesias de Tennyson, os livros de Marion Z. Bradley e as óperas de Wagner.