TÁ MÍLE FÁILTE ROIMH - YN FIL O WEILHAU CROESO - ARE A THOUSAND TIMES WELCOME - SEJAM MIL VEZES BEM VINDOS

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A LENDA DE JACK O'LANTERN



Uma lenda irlandesa do século XVIII conta a estória de um homem chamado "Stingy Jack" - Jack Avarento – homem alcoólatra e grosseiro – que bebeu mais do que de costume e o Diabo veio para levar sua alma.
Desesperado para viver, Jack implorou por mais um copo de bebida e o Diabo, compadecido, concordou.
De acordo com a lenda, Stingy Jack então, convidou o Diabo para tomar um drinque com ele. Sem dinheiro para o último trago e fazendo jus a seu nome, Jack não quis pagar pelas bebidas e com sua astúcia, convenceu o Diabo a se transformar em uma moeda, com a qual ele poderia usar para efetuar o pagamento.
Assim que o Diabo se transformou, Jack resolveu não pagar a conta e mal viu a moeda sobre a mesa, Jack guardou-a na carteira, que tinha um fecho em forma de cruz; fato que impedia o Diabo de voltar a sua forma original.
Desesperado, o Diabo implorou para sair e Jack finalmente o liberou, sob a promessa de não ser incomodado por um ano e, no caso de sua morte, sua alma ficaria livre. Sem opção, o Diabo concordou.
Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e até faz caridade. Mas a mudança não dura muito.
No ano seguinte, Jack estava indo para casa e vê uma macieira carregada de maçãs mas, como era de costume, estava muito bêbado e por mais que pulasse ou tentasse pegá-las, não conseguia apanhar nenhuma. Foi quando o Diabo apareceu, novamente, reclamando por sua alma e Jack tornou a enganar o Diabo.
Jack, esperto como sempre, conseguiu convencer o Diabo à pegar uma maçã da árvore para ele. O Diabo aceitou e quando subiu no primeiro galho, assim que Jack o viu lá em cima, pegou um canivete em seu bolso e desenhou uma cruz no tronco, que o impedia de descer. O Diabo disse que não o incomodaria mais durante os dez anos seguintes. Sem aceitar a proposta, Jack ordenou que o Diabo nunca mais o aborrecesse. O Diabo aceitou e Jack o libertou da árvore.
Mas, infelizmente, pouco tempo depois, no dia 31 de outubro, Jack morreu decapitado.
Segundo a lenda, ao chegar ao Céu foi impedido de entrar devido aos seus pecados em vida. Sem alternativa, vai para o inferno. No inferno o Diabo, que estava furioso por ter sido enganado duas vezes, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Disse a Jack que manteria sua palavra e não exigiria a sua alma.
Impedido de entrar no Inferno também, Jack viu-se na mais completa escuridão.
Mas, com pena da alma perdida, o Diabo jogou um pedaço de carvão em brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo.
Com apenas uma brasa para iluminar seu caminho, ele colocou a brasa dentro de um nabo e continua a vagar pela terra desde então.
Os irlandeses começaram a chamar esta figura de "Jack of the Lantern" e depois, simplesmente, de "Jack O' Lantern".
Quem prestar atenção vai ver uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É a alma penada de Jack, procurando um lugar.


Os irlandeses e escoceses criaram suas próprias versões de lanternas "Jack" esculpindo faces assustadoras em nabos e batatas, colocando-as perto de janelas e portas para assustar o errante Jack e outros espíritos. Os ingleses esculpiam caretas em beterrabas.
Ao imigrarem para a América do Norte levaram esta tradição com eles. As abóboras começaram a ser usadas por serem nativas da região e muito mais baratas do que nabos, batatas ou beterrabas, além de terem o tamanho "certo" para as lanternas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A HISTÓRIA DE O'DONOGHUE


Em uma época tão distante, que o período exato é desconhecido, um chefe chamado O'Donoghue governava o país, que rodeia o Romântico Lago Lean, agora chamado de lago de Killarney.

Foto atual do lago Killarney



Sabedoria, beneficência e justiça distinguia seu reinado, e a prosperidade e a felicidade de seus súditos eram os seus resultados naturais.

Dizem ter sido famoso não só por suas façanhas de guerra, como também por suas virtudes pacíficas e por ser uma pessoa gentil.

Mas com a sua administração interna foi muito rigoroso, porque, uma ilha rochosa, é mostrada aos estranhos, como "Prisão O'Donoghue ", em que o príncipe, uma vez confinou seu próprio filho por algum ato de desordem e desobediência.

Seu fim - por isso não pode corretamente ser chamado de sua morte - foi singular e misterioso.

Numa comemoração, numa dessas festas esplêndidas que fazia para a sua corte, rodeado pelos mais ilustre dos seus súditos, ele se viu envolvido em uma revelação profética através da qual, seus auditores o colocaram à par dos acontecimentos que estavam para acontecer em tempos futuros.

Ouvio-os dizer que as maravilhas que o envolviam agora, seriam alimentadas com a indignação e vergonha misturando-se à tristeza, dos crimes e as misérias que seriam provocadas pelos seus descendentes, muito embora se orgulhasse de seus atos heróicos e de suas lesões adquiridas nas guerras.

No meio de suas previsões, ele levantou-se lentamente de seu lugar, avançou magestosa e solenemente, caminhando pela sala em direção à margem do lago, avançando tranquilamente em sua superfície firme.

Quando ele tinha quase atingido o centro, ele parou por um momento, então, deu uma volta e girou lentamente, olhou para seus amigos, e agitando os braços para eles com o ar alegre como que dando uma despedida curta, desapareceu de suas vistas.







A memória do bom O'Donoghue tem sido acalentada por gerações sucessivas, com reverência afetuosa, e acredita-se que ao amanhecer, em cada dia de maio, dia do aniversário da sua partida, ele visita seus domínios antigos: em geral, apenas uns poucos favorecidos são autorizados a vê-lo e esta distinção é sempre um prenúncio de boa sorte para os espectadores.

Quando é concedida à muitos, é um claro sinal de uma colheita abundante - uma benção, falta de que, durante o reinado desse príncipe, nunca foi sentia por seu povo.



Alguns anos se passaram desde a última aparição de Donoghue.

Abril desse ano tinha sido notavelmente selvagem e tempestuoso, mas em Maio de manhã, a fúria dos elementos tinha desaparecido completamente.

O ar estava silencioso e parado, e o céu, que se refletiu no lago sereno, parecia um rosto bonito, mas enganoso, cujos sorrisos, depois das emoções mais tempestuosas, tentando estranhamente incobrir a crença, que nunca agradou, de que ele pertencia a uma alma que nunca teve paixão.

Os primeiros raios do sol nascente se levantaram dourando somente o cume elevado de Glenaa, quando as águas perto da costa oriental do lago tornou-se subitamente e violentamente agitado, apesar de todo o resto de sua superfície lisa parecer ainda um túmulo de mármore polido.

Na manhã seguinte, uma onda de espuma se projetou para a frente, e, como uma alta crina de cavalo de guerra orgulhoso, exultante com a sua força, correu para o lago da montanha em direção à Toomies.


Por trás dessa onda apareceu um cavaleiro senhorial, imponente, totalmente armado, montado em um corcel lácteo; uma plumagem alva acenava graciosamente de um capacete de aço polido, e em sua volta tremulava uma capa azul claro.

O cavalo, aparentemente, exultante com sua carga nobre, surgiu depois da onda ao longo da água do lago, que lhe sustentava como em terra firme, enquanto que gotas coloridas que brilhavam intensamente ao sol da manhã foram borrifadas em todas as direções.
O guerreiro era O'Donoghue, seguido por inúmeros jovens e donzelas que se moviam planando levemente sobre a planície aquosa, como as fadas deslizam no ar nas noites de luar através dos campos; eles estavam ligados por guirlandas de flores da primavera e seus movimentos acompanhados pelo compasso de melodia encantadora.

Quando O'Donoghue tinha quase atingido o lado ocidental do lago, ele de repente virou seu cavalo, e dirigiu seu curso ao longo da costa coberta de ramagens de madeira e com as franjas de Glenaa, precedido por uma onda enorme que enrolada de espuma para cima, era tão alta quanto o pescoço do cavalo, cujas narinas ardentes bufavam acima dela.

A longa fila de assistentes seguira com desvios a lúdica música de seu líder, e se mudavam com fleetness inabalável da sua música celestial, até que gradualmente, como eles entraram no Estreito entre Glenaa e Dinis, envolveram-se nas brumas, que ainda flutuava parcialmente sobre os lagos e desapareceram da vista dos espectadores: mas o som de sua música ainda permanecia ecoando em seus ouvidos harmoniosa, carinhosamente repetida e prolongada, em tons suaves e macios, até que o último desmaio da repetição desapareceu e os ouvintes despertaram como de um sonho de felicidade.



foto atual do lago Killarney com um ser surgindo por entre as brumas

"Durante las vacaciones de la semana pasada, Jonossen Downs, de 50 años, fotografió un “ser vivo” en el lago Killarney situado en la prefectura de Cary de Irlanda. Hace varios años, se detectó la subsistencia de un gigantesco ser vivo en el lago Markros situado también en la prefectura de Cary.Downs es director de un centro de investigación de animales y fue informado sobre el descubrimiento de enormes seres vivos en la cercana zona lacústre. Downs dijo: “El animal que yo he visto era de 3 metros de largo. Podría ser el cuello o el lomo de un ser vivo u otra cosa."

http://videosycotorreo.blogspot.com/2009/10/misteriosa-criatura-vista-en-lago.html

domingo, 14 de novembro de 2010

O CORCUNDA LUSMORE




Uma lenda encantada irlandesa conta a história de um corcunda infeliz, chamado Lusmore, que vivia num vale fértil ao pé das tristes montanhas. Galtee. T. Crofton Crocker, em seu livro "Lendas e Tradições Encantadas do Sul da Irlanda", conta-nos que o pobre Lusmore (assim chamado porque sempre usava um raminho de Lusmore, ou dedaleira, em seu chapeuzinho de palha) sofria em dobro por sua deformidade, pois as pessoas do campo ficavam, de alguma forma assustadas com sua aparência estranha e fugiam dele. Sua corcova era gigantesca, "parecia que seu corpo havia sido enrolado e colocado sobre os ombros, a cabeça era forçada para baixo, devido ao peso, com tanta força que o queixo, quando ele se sentava, ficava apoiado nos joelhos". Alguns habitantes ignorantes até inventavam histórias estranhas sobre ele, provavelmente tinham um pouco de inveja, porque Lusmore era um artesão talentoso que trançava palha para fazer chapéus e cestas que invariavelmente alcançavam um preço melhor do que os feitos pelos outros.

Entretanto, uma noite, quando Lusmore voltava para casa, sentou-se uns instantes para descansar os membros fatigados, perto de um velho fosso. Não levou muito tempo e ele ouviu uma música bonita, embora estranha, que vinha do fosso. A melodia era tão cativante que Lusmore ouviu atenciosamente até ficar enjoado com a repetição da cantiga. Pouco depois, houve uma pausa e Lusmore assumiu a canção, cantando-a mais alto, e então continuou cantando com as vozes do interior do fosso. Os seres encantados ficaram maravilhados com essa variação em sua melodia e numa resolução instantânea ficou determinado que recolhessem para junto deles o mortal, cuja habilidade musical excedia a deles, e o pequeno Lusmore foi transportado com a velocidade de um redemoinho. Felizes, homenagearam seu talento, colocando-o acima de todos os seus músicos e festejaram " como se ele fosse o primeiro homem da terra".

Logo Lusmore percebeu que uma reunião estava sendo realizada ali e de certa forma ficou alarmado, até que um dos seres se afastou do grupo para falar com ele:

"Lusmorel! Lusmore!
Não duvide, não lamente,
Pois sua corcova de antigamente
De suas costas está ausente
Veja, no chão há uma flor,
Você a vê, Lusmore?"

Lusmore sentiu uma leveza incomum em seus ombros e ficou tão emocionado que poderia alcançar a lua com apenas um salto. Ele observava tudo com extremo encantamento. Era a primeira vez que ele conseguia levantar a cabeça e tudo parecia mais e mais bonito. Dominado pela visão de uma cena tão resplandecente, ele ficou zonzo e a vista escureceu. Por fim, ele caiu num sono profundo, e, quando acordou, maravilha das maravilhas, era um homem completamente diferente. Usava roupas novinhas, que devem ter vindo dos seres encantados e ele se via agora como um baixinho garboso e em boa forma.

Não demorou muito tempo e a história de Lusmore já era bem conhecida na região. Uma velha veio até sua casa pedir detalhes sobre sua cura, para o filho de um parente que também era corcunda. Lusmore era um rapaz muito bom e com a maior boa vontade descreveu o que havia acontecido. A mulher o agradeceu muito e foi para casa. Ela contou à amiga o que Lusmore dissera e decidiram atravessar o campo com o corcunda, até o velho fosso. Mas, Jack Madden, era seu nome, "foi uma criatura rabugenta e astuta desde o seu nascimento". Ao ouvir a música encantada, ele demonstrou estar com tanta pressa de se livrar de sua corcova que nem pensou em esperar por um momento apropriado para tentar uma mudança, ou importar-se com a qualidade de sua canção. Ele simplesmente interrompeu a cantiga berrando suas palavras "achando que um dia era bom, dois seriam melhores; e que se Lusmore ganhara uma roupa nova, ele deveria ganhar duas".

Os seres encantados ficaram muito irritados com essa intromissão, arrastaram Jack Madden para dentro do fosso com força tremenda e cercaram-no guinchando e gritando. Um deles saiu da multidão e disse:

"Jack Madden, Jack Madden!
Suas palavras tão maldosas
Em nossa canção glamorosa;
Preso num castelo de torres formosas,
Sua vida entristecida até o além;
Eis aqui duas corcovas para Jack Madden!"

e com isso "vinte dos seres mais fortes trouxeram a corcova de Lusmore e colocaram-na sobre as costas do pobre Jack, em cima da que ele tinha, tão firme como se tivesse sido fixada com pregos pelo melhor carpinteiro.

Os seres encantados então enxotaram o infeliz de seu castelo e ele foi encontrado pelas duas mulheres pela manhã. Estava quase morto e com a corcova dupla sobre os ombros. Nem é necessário dizer que o malfadado Jack Madden não sobreviveu muito tempo. Com o tremendo peso que carregava morreu logo depois.

sábado, 13 de novembro de 2010

A HISTÓRIA DE JIMMY E O LEPRECHAUN




Jimmy era pobre. Seu pai havia morrido e estava sendo difícil para sua mãe manter a casa e sustentar os filhos.
Um dia ela lhe pediu que fosse pescar alguns peixes para o jantar.

Jimmy percebeu uma coisa se mexendo no meio das folhagens. Aproximou-se com cautela, abaixou-se, afastou as folhas devagarinho.
Viu um homenzinho sentado num minúsculo banco de madeira. Ele costurava um colete verde com um ar compenetrado enquanto cantarolava uma cantiga melodiosa.

Jimmy estava diante de um leprechaun. Com toda rapidez esticou o braço e prendeu o homenzinho entre os dedos num movimento certeiro.
- Boa tarde, meu senhor.

Como vai, Jimmy? - respondeu o pequeno ser com um sorriso malicioso.
Mas o leprechaun era cheio de truques para se libertar dos olhos humanos. Inventava pessoas e animais se aproximando, para que Jimmy desviasse o olhar e ele pudesse escapar.
- Agora ande, me conte logo, onde fica o tesouro do arco-íris?
Mas o leprechaun enrolou Jimmy e ainda gritou que vinha vindo um touro bravo correndo bem na sua direção. Jimmy se assustou, abriu as mãos e o elemental desapareceu.
O menino sentiu uma tristeza enorme. Quase havia ficado rico.

Voltou para casa sem ter pescado nenhum peixe. Mas sua mãe, que por sorte já havia encontrado diversos elementais, conhecia a enorme astúcia do leprechaun e ensinou ao seu filho:
- Se você alguma vez vier a encontrar o danadinho de novo, mande que ele lhe traga o tesouro imediatamente.

Passaram-se meses.
Até que certo dia, ao voltar para casa, seus olhos se ofuscaram outra vez com um brilho rápido e intenso.
- "Será que é ele?"


O leprechaun estava sentado no mesmo banquinho de madeira, só que desta vez consertava um de seus sapatos.
- Cuidado! Olhe lá o gavião! - gritou novamente o elemental com uma expressão espantada.
- Não adianta tentar me enganar! - disse o menino com firmeza. - Traga já o pote de ouro!

- Traga já o pote de ouro ou eu nunca mais vou soltá-lo.
- Está certo! - concordou o elemental. - Desta vez você ganhou!
O homenzinho fez um gesto com a mão e imediatamente um belíssimo arco-íris recortou os céus, saindo do meio de duas montanhas e caindo
bem aos pés do menino.

As sete cores eram tão intensas que no início ele mal enxergou o pequeno pote repleto de ouro e pedras preciosas que havia surgido à sua frente.
O leprechaun abaixou-se, acenou-lhe com um gesto de despedida tirando o chapéu da cabeça, e gritou, pouco antes de desaparecer para sempre
- Adeus, Jimmy! Você é um menino esperto! Terá sorte e felicidade na vida!
E foi o que aconteceu. O pote de ouro nunca se esgotou, e Jimmy e sua família tiveram uma vida de fartura e alegria.

( Lenda anônima irlandesa)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

HISTÓRIAS, CONTOS E LENDAS DA IRLANDA


À partir de hoje, irei publicar os contos, história e lendas populares tradicionais mais famosos da Irlanda. E para começar, quem de nós já não ouviu falar da existencia de um pote de ouro no fim do arco iris?
Pois, é!... Vamos começar com LEPRECHAUN. Mas o que é um LEPRECHAUN?

Vamos lá...
LEPRECHAUN

Existe em nossas lembranças infantis, a crença de que no fim do arco íris há um pote de ouro e, se for verdade, nele haverá também um leprechaun. Seres fantásticos que habitam o folclore irlandês.

Figura mitológica do folclore da Irlanda, o leprechaun (pronuncia-se /LÉP-re-káum/) é apresentado como um diminuto homenzinho, sempre ocupado a trabalhar em um único pé de sapato em meio às folhas de um arbusto ou "sob uma folha de labaça". São os guardiões dos tesouros escondidos.
Também são conhecidos pelos nomes de Tumores, Duendes ou Gnomos e também povoam um conto infantil bastante popular: Branca de Neve e os sete anões.

Os anões dos irmãos Grimm são mineradores, referência clara à descoberta de riquezas ocultas encobertas.
Conta a lenda que encontrá-lo é certeza de riqueza e felicidade. Como diz a canção: “Quando a sorte lhe sorrir, por que não sorrir de volta?”



Os leprechauns são considerados guardiões ou conhecedores da localização de vários tesouros escondidos.

Para obter tais tesouros (normalmente um pote de ouro) é preciso capturar um leprechaun e não perdê-lo nunca de vista. Caso contrário, ele desaparece no ar.

Como diz Brian Froud, "Como acontece com todos esses seres (encantados), é importante que você veja o leprechaun, ou duende irlandês, antes que ele o veja, pois ele se torna então mais cooperativo e talvez possa até levá-lo a um de seus potes de ouro escondido. Mas ele é muito astuto e traquina, capaz de desaparecer num piscar de olhos".

Uma hora estão alegres, cantando e assobiando: de repente, ficam arredios e irritados sem causa aparente.

Acredita-se que eles também tenham uma moeda de prata mágica, que volta a sua bolsa, depois de ser gasta. O ouro é um prêmio raro.


Os leprechauns são descritos como sempre alegres e vestidos à maneira antiga, com roupas verdes, um barrete vermelho ou um estranho chapéu de três pontas, avental de couro e sapatos com fivelas. Gostam de fumar seus cachimbos com toda calma e dificilmente podem ser enganados. Adoram música e dança
Mas não vivem em comunidades porque são briguentos. Preferem o isolamento e o sossego de suas pequenas casas construídas nas raízes das grandes árvores irlandesas. De vez em quando eles são vistos fazendo movimentos giratórios como piões usando seus chapéus como eixo.
Após o seu trabalho diário o leprechaun gosta de se divertir à noite.
Esses duendes são frequentemente associados ou confundidos com os cluricaun, criaturas mágicas que habitam adegas e depósitos de vinho. Ele invade as adegas de vinho de surpresa e "curte" sua bebedeira desenfreada no lombo dos carneiros ou cães pastores noite adentro. Segundo alguns autores, estes dois seres encantados poderiam até ser duas formas diferentes do mesmo ser, tomadas em diferentes momentos do dia ou do ano.

Se algum dia você encontrar um leprechaun escondido na floresta, prenda-o com firmeza em sua mão e não desvie os olhos dele por um só instante. Se piscar, mesmo que por fração de segundo, ele desaparecerá de sua vista. Mas, se conseguir mantê-lo aprisionado pela força de seu olhar, o leprechaun lhe revelará, em troca da liberdade, onde se esconde o pote de ouro que fica no final do arco-íris.

O nome leprechaun é possívelmente originário do Gaélico luacharma'n, significando meio-corpo (no sentido de pequeno) ou leith brogan que significa sapateiro. Outra interpretação para a origem do termo seria a de que leprechaun vem de Luch-chromain, Gaélico para "pequeno Lugh corcunda".

O leprechaun aparece nas lendas e folclore irlandês. Lá, é conhecido como um pequeno homem de roupas verdes, bigode, olhar simpático e um cachimbo na boca. Geralmente vivem em pequenos arbustos, em bosques ou florestas. São conhecidos por serem os sapateiros das fadas, e, diz-se que fazem só dois sapatos por ano. Os Leprechauns não gostam de humanos e têm medo deles, mas quando nos vêm com boas intenções, eles nos dão um par de sapatos. Os sapatos que eles fazem são muito bonitos e são feitos de materiais naturais, tais como, flores e gotas de orvalho. Além do seu cachimbo, estão sempre acompanhados pelo seu pequeno, velho e gasto martelo. O Leprechaun é muito pequeno, pois tem apenas, 30 a 50 cm.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ARREDORES DE DUBLIN

A maioria dos turistas se concentra na cidade de Dublin em si, uma vez estando lá. Mas, existem várias atrações não tão conhecidas super perto da cidade que passam por muitos, despercebidas.
Uma delas é o Castelo Malahide. Este belo castelo pertenceu a família Talbots desde 1185 até 1976 quando a última herdeira teve que vendê-lo ao Estado por não poder arcar com os impostos.
O que chama atenção neste castelo é a única verdadeira sala medieval que ainda existe em toda a Irlanda. Nesta sala os 14 homens da família Talbot fizeram sua última refeição antes da Batalha de Boyne. Outro cômodo considerado uma obra de arte é a Sala de Carvalho com seu teto e paredes esculpidas em madeira do século XVI. A vista desta sala dá para o grande parque ao redor do castelo.
É super fácil chegar até o castelo: ônibus 42 saindo do centro de Dublin ou pegando o Dart ( trem intermunicipal ), o ponto final é Malahide. De trem a viagem dura uns 30 minutos.

Para quem quer sentir um gostinho do interior da Irlanda sem ter que se deslocar muito longe de Dublin, vale à pena visitar o vilarejo de pescadores de Howth.





Este vilarejo ao nordeste de Dublin foi fundado pelo rei Viking Sigtryggr no início do século XI. O lugar é reduto de alguns ricaços que se podem dar ao luxo de morar à beira do mar, num lugar tranqüilo e a 12 km de Dublin (diz a lenda que o baterista do U2 já morou lá).




Vale à pena dar toda a volta pela península (uma hora de caminhada), muita gente faz pic-nic nesta area. Para chegar lá é só pegar o Dart (30 minutos) ou o ônibus 31 saindo do centro (45 minutos).


A Irlanda também tem o seu "Pão de Açúcar", trata-se da montanha "The Great Sugar Loaf" que pode ser vista dos Jardins de Powerscourt.







Este jardim é considerado o mais bonito da Irlanda e creio que com razão. Ele é dividido em várias partes: o Jardim Japonês, o Jardim Italiano, o cemitério de animais e para quem tem tempo para explorar o parque, a maior cachoeira da Irlanda com 121 metros de altura.

Mesmo com tempo feio, os jardins são uma atração imperdível para quem gosta de flores.








O castelo dentro dos jardins foi primeiramente construído em 1731, a dinastia dos Viscondes de Powerscourt moraram ali até metade do século passado. Em 1974 um incêndio destruiu todo o interior do castelo só deixando a fachada em pé. Hoje em dia, há uma exposição contando a história do monumento assim como um restaurante e uma loja de souviniers.





Não muito longe de Powerscourt em meio de um vale das montanhas de Wicklow fica Glendalough ( se diz Glendalók) que significa "o vale dos dois lagos". As ruínas deste monastério do século VI, foi fundada pelo monge eremita Kevin e atraiu mais de 3000 monges, fundando portanto uma "universidade" do começo da Idade Média. O mosteiro foi crescendo até formar uma verdadeira cidade de peregrinação, considerada a "Roma do Oeste".





A cidade resistiu bravamente aos ataques vikings e anglo-normandos.


Somente no século XVI é que os monges começam a enfrentar dificuldades para sobreviver e o mosteiro caiu em decadência.



No centro de visitantes, há uma exposição sobre toda a história do mosteiro, além de uma maquete, para se ter uma idéia de como as pessoas viviam naquela época.

Glendalough está numa região muito bonita, num vale rodeado de florestas de musgos.



Apesar de Glendalough e Powerscourt se localizarem relativemente perto de Dublin, (cerca de 50km), desta vez fiz algo que costumo não fazer, ou seja, ir de excursão.

Vantagens: como ainda não estava com carro e por estar ainda em Dublin, de ônibus é muito mais prático.

Desvantagens: o de sempre, não ter tempo suficiente para curtir o lugar, comentários pasteurizados do motorista (que durante o trajeto, é ao mesmo tempo guia), além de suas piadas sem graça. Enfim vai de cada um.

Ambos os passeios mais uma volta pelas montanhas de Wicklow com pausa para foto no Wicklow Gap custou 28euros. Comprei no Tourist Information Office na Suffolk street. Eles oferecem vários passeios de um até mais dias.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

VOLTANDO À DUBLIN

Cortada pelo rio Liffey, Dublin esta vivenciando um verdadeiro boom econômico. Apelidada de "o tigre celta" (em referência aos países ascendentes asiáticos) a Irlanda vem se desenvolvendo muito desde meados da década de 90, partindo de um país praticamente agrário para um que se especializou em prestação de serviços. O que ajudou muito neste processo foi a entrada na União Européia. Resultado: 10% da população é estrangeira, principalmente polonesa e a tendência é aumentar ainda mais, o que é uma situação totalmente nova para os irlandeses, uma vez que este país teve mais de um milhão de emigrantes que foram para os Estados Unidos e outros países durante a Fome do século XVII e agora passa a ser um país que recebe imigrantes. Enfim a cidade está literalmente "em obras", o que mais se vê são guindastes por todos os lados, portanto em pouco tempo, Dublin já terá uma nova cara.
Abaixo um dos cartões postais de Dublin, a ponte O`Connell.



Dublin em si não é uma cidade bonita, mas tem muito a oferecer em termos turísticos e culturais, além dos pubs que são uma atração à parte.

O centro em si não é grande e pode facilmente ser explorado a pé. Apesar de que, eu recomendaria à princípio, para quem não tem muito tempo para ficar procurando as principais atrações, pegar o clássico hop on hop off que passa por 19 atrações durante seu trajeto.

A vantagem é que o ticket é válido durante 24 horas, é só descer, e depois pegar o próximo ônibus para continuar o trajeto ou fazê-lo de novo.

Para os amantes de Irish pubs, há o bairro do Temple Bar, totalmente adaptado aos turistas, lojas de souvenir e restaurantes com preços também direcionados ao público visitante.




Apesar de serem super turísticos, os pubs do Temple Bar valem pelo menos uma foto.



Para fugir um pouco do óbvio roteiro, eu recomendo dois pubs em que há mais nativos do que turistas, o primeiro é o Cobble Stone (indicação de um músico irlandês), é super fácil achar, fica na Praça Smithfield com música irlandesa e o segundo é o Brazen Head na Bridge Street, o pub mais antigo datado do século XIII.
O Dublin Castle também é outra atração famosa e representa o domínio inglês durante 800 anos. Há a parte antiga onde sòmente uma torre medieval existe ainda, na foto abaixo.
É possível durante o tour observar os restos medievais no subsolo do primeiro castelo construído pelos Vikings.



E a parte "mais recente" em que até pouco tempo a rainha Vitória recebia seus súditos nesta sala.




No pátio do castelo havia algumas esculturas de areia. O Gulliver, por exemplo.



O Trinity College é também um clássico de qualquer roteiro. Na verdade é o campus desta universidade que foi fundada no ano de 1592 pela rainha Elisabeth I. Apesar disso a maioria dos prédios são do século XVIII. Um dos primeiros prédios a serem construídos foi a Velha Biblioteca (1732).
Destaque para o Long Room com 64 metros de comprimento, a mais longa biblioteca da Europa. No andar de baixo está o mais importante livro "The Book of Kells".


Atenção: infelizmente não é permitido tirar fotos, por isso coloquei estas da net a fim de ilustração.



Este livro de 340 páginas datado do século IX é considerado uma verdadeira obra de arte e com razão, pois cada detalhe foi cuidadosamente desenhado pelos monges.

Trata-se do evangelho escrito em Latim, mas o que o diferencia de qualquer outro livro é que ele também tem poemas nas margens. Cada dia o livro está aberto em uma página. Há um vídeo muito interessante em que mostra como os monges montaram o livro.

O ingresso para ver o livro de Kells mais a biblioteca pode ser caro para alguns (8€), mas paga-se metade ao comprar o bilhete às 4.30, meia hora antes de fechar.

Na Merrion Square localizam-se as famosas Portas de Dublin com suas residências georgianas. As portas coloridas serviam para distinguir as casas que tinham a mesma aparência sem cor e muito atrativos.





Vale muito à pena visitar o pequeno museu "Number Twenty Nine" para se ter uma idéia de como a aristocracia vivia há 200 anos.

Na verdade há um verdadeiro tour em cada cômodo onde morava um socialite da época. Tem um filme de introdução no começo do passeio. Apesar de relativamente "simples" por fora, as casas georgianas eram espaçosas e confortáveis.

Claro que a Merrion Square teve suas celebridades, como por exemplo, o escritor Oscar Wilde (casa número 1).

Hoje em dia, é impossível conseguir um imóvel nesta praça, pois os preços são proibitivos para a maioria.

Perto da Merrion Square está o bairro dos museus, como a National Gallery, o National Museum entre outros.

Estes dois que eu citei são gratuitos.

Ainda sobre museus, no outro lado do rio ao norte da O´Connell street está o Hugh Lane Municipal Art
Gallery que tem várias obras de Monet, por exemplo, entre outros (entrada gratuita) e para quem gosta de literatura, logo ao lado está o Writers Museum.

A Irlanda é um país muito católico e seu santo padroeiro é o Saint Patrick ou São Patrício em português.

De acordo com a lenda St. Patrick batizou os "pagãos" numa fonte sagrada, onde hoje foi construída a Catedral St. Patrick.

A estrutura de madeira foi substituída pela atual em 1190.



Outra atração para os que se interessam pela história irlandesa é a Kilmainham Gaol, a prisão dos patriotas.

Fundada em 1796 e ativa até 1924, esta prisão foi testemunha de revoluções frustradas contra os ingleses e de heróis que perderam sua vida pela liberdade. Na Páscoa de 1916 oito revolucionários foram mortos a queima roupa sem julgamento no pátio desta prisão. Era o começo do fim do domínio britânico, em 1922 nasce a República da Irlanda.