TÁ MÍLE FÁILTE ROIMH - YN FIL O WEILHAU CROESO - ARE A THOUSAND TIMES WELCOME - SEJAM MIL VEZES BEM VINDOS

domingo, 28 de novembro de 2010

OS SERES ENCANTADOS DO PRADO LESTE


Fala-se de um conto sobre o encontro entre seres encantados e alguns contrabandistas no qual os spriggans tiveram um papel muito mais terrível.


Uma noite, um pequeno bando de saqueadores veio para a praia perto de Long Rock na Cornualha.


Tendo tirado todos os despojos do barco e colocado na praia, acima da marca da água na areia, três dos homens partiram para providenciar os arranjos necessários para a venda de seus bem, enquanto os outros três, incluindo Tom Warren de Paul, considerado um dos contrabandistas mais audaciosos de seu tempo, se deitaram para descansar.


Mal haviam cochilado, quando foram acordados por um silvo estridente e retinido. Acreditando que fosse o som de jovens fazendo farra, Tom foi alertá-los para que fossem embora.


Ele subiu num banco de areia e viu, a curta distância, em uma cavidade entre outros bancos de areia, uma porção de pessoas vestidas em trajes alegres, do tamanho de bonecas, pulando e dançando, projetadas por luzes bruxuleantes.


Sobre um dos bancos, em meio aos foliões, ele viu um grupo de velhinhos, barbudos, tocando flautas de Pan, batendo pratos e pandeiros, tocando berimbaus e pipilando assobios feitos de junco.

Os homenzinhos estavam todos vestidos de verde, usavam bonés de cor escarlate e, quando tocavam, suas barbas sacolejavam. Tom ficou tão surpreso com a visão que não conseguiu se conter:

-"Vou lhes cortar a barba, vou lhes cortar a barba, velhinhos encapuzados !".


Ele gritou duas vezes, usando essas mesmas palavras e estava prestes a repetir novamente quando todos os dançarinos, e centenas mais do que ele notara da primeira vez, brotaram em tropas, armados com arcos e flechas, lanças e estilingues.



Os spriggans marcharam em direção a Tom, crescendo mais e 'mais à medida que dele se aproximavam.


Seu aspecto era tão assustador que Tom correu até seus companheiros, acordou-os e implorou-lhes que se atirassem ao mar para salvar suas vidas. Enquanto corriam em direção ao barco, uma chuva de pedras pequenas caía sobre eles e "queimavam como brasas ardentes em qualquer parte do corpo que atingissem".

Os homem estavam tão amedrontados que adentraram o mar sem nem mesmo olhar para trás, embora soubessem que estavam seguros, pois os spriggans não se atrevem a tocar a água salgada.

Quando deram uma espiada para ver o que acontecia atrás deles, viram um exército das criaturas mais feias do mundo, alinhadas na praia, fazendo gestos ameaçadores.


Isso durou até o amanhecer, quando os pequeninos se retiraram para os bancos de areia.


Obs; Spriggans são figuras masculinas grotescamente feias, encontradas em velhas ruínas, que guardam tesouros enterrados e agem como guarda-costas de fadas. Dizem também que eram culpados por praticarem furtos. Embora geralmente pequenos, tinham a capacidade de inchar alcançando enorme tamanho (especula-se que sejam os fantasmas dos antigos gigantes).
Certamente, sua disposição era pobre e que causaram o mal a quem ofendeu. Eles enviavam tempestades e queimavam plantações e, por vezes roubavam os filhos dos mortais, deixando seus feios changelings em seu lugar.


Há uma história de uma velha mulher que obteve o melhor de um bando de Spriggans virando sua roupa pelo avesso, para ganhar suas moedas. (o que provou ser tão eficaz como a água benta e o ferro para espantar as fadas)

sábado, 27 de novembro de 2010

A PARADA DOS SERES ENCANTADOS

A hierarquia dominante no Reino Encantado é muito semelhante ao nosso sistema monárquico. Os seres encantados mais aristocráticos, conhecidos como o Exército mágico ou Heróicos, pertencem a cortes organizadas como a Corte Seelie da Escócia ou o Daoine Sidhe (Theena Shee) tribo da Irlanda.

Essas cortes passam seus dias em atividades aristocráticas das quais uma das mais comuns, e certamente a mais impressionante, é cavalgar em procissão solene. Isso é denominado a Parada Encantada.

A cavalgada e os cavalos da tribo Daoine Sidhe têm fama mundial que é explicada, provavelmente, pela origem desses seres, os quais acredita-se serem os fragmentos decadentes dos legendários Tuatha De Danann (Tootha day danan) que, certa vez, governaram a Irlanda, mas foram conquistados pelos irlandeses e levados para as profundezas da terra.


Os cavalos encantados dos Tuatha De Danann foram descritos por Lady Wilde em seu livro Lendas Antigas da Irlanda :

"A raça dos cavalos que eles criavam não poderia ser superada em canto algum do mundo - velozes como o vento, com o pescoço curvado, o peito largo, narinas palpitantes, olhos grandes que mostravam que eles eram feitos de fogo e chamas, e não de terra pesada e sombria".

Os Tuatha fizeram para eles estábulos nas grandes cavernas das colinas e eram calçados com prata e tinham rédeas de ouro. Nunca permitiram que um escravo montasse neles.

A parada dos cavaleiros Tuatha De Danann era um espetáculo esplêndido.

Sete corcéis, cada um com uma jóia em sua testa, como uma estrela, e sete cavaleiros, todos filhos de reis, em mantos verdes com franjas douradas, cabeças cobertas por capacetes de ouro, membros protegidos por grevas douradas e tinham uma lança também dourada na mão.



Laddy Wilde nos conta que esses cavalos conseguiam viver cem anos ou mais. Os últimos animais da raça pertenceram a um grande lorde em Connaught, mas que, após a sua morte, foram tomados pelo martelo de um leiloeiro, juntamente com todos os seus pertences.




A estirpe foi comprada por um emissário do governo britânico, mas quando o cavalariço tentou montar um dos animal intrépidos, ele empinou e atirou o plebeu ao chão tão violentamente, que matou-o no mesmo instante.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A LENDA DE OISIN

Um dos poucos mortais a ser convidado para visitar Tir Nan Og foi Oisin (Isheen), filho de Fionn, chefe dos legendários guerreiros fenianos da Irlanda.

Oisin era filho de Fionn MacCumhail e tornou-se membro do lendário grupo de heróis chamado de Fianna.
Os Fianna possuíam grande coragem, força e destreza, tanto para as artes de guerra como para simples caça.
Viviam também sob um código moral de valores muito elevados.


Um dia, os Fianna estavam caçando, quando foram abordados por uma mulher de enorme beleza que montava um cavalo branco de imponente porte.

Inquirida por Fionn sobre quem era, de onde vinha e o que queria daquelas paragens, apresentou-se como Niamh do Cabelo Dourado, uma Tuatha De Danann (veja artigo "Os Tuatha De Danann", no blog) e filha de Manannan, deus do mar e rei de Tir Na nOg e que tinha vindo até terras da Irlanda para encontrar o grande herói e poeta de nome Oisin, homem que ela tinha escolhido para esposo.
Até aquele momento, Oisin não tinha conseguido sair do transe que a beleza daquela mulher o tinha colocado, mas ao ouvir o seu nome pareceu despertar.
Aproximando-se dela, perguntou-lhe que tipo de terra era Tir Na nOg.
Niamh descreveu a sua terra como uma terra encantada, onde ninguém envelhecia ou adoecia, uma terra onde todos os desejos se realizavam.



Sem hesitar, Oisin despediu-se do pai e dos amigos e pulou para a garupa do cavalo da sua amada Niamh. Num último aceno, prometeu voltar um dia.
Os Fianna viram com assombro aquele cavalo galopar sobre as ondas em direcção Oeste, levando consigo o seu heróis Oisin.


Fionn sossegou-se, lembrando que Oisin tinha prometido voltar.Como ninguém adoecia ou envelhecia em Tir Na nOg, Oisin passou lá 300 anos sem que tivesse sentido o passar do tempo.

Ele e a sua amada Niamh tinham um vida perfeita, toda ela cheia de amor e felicidade.Mas nem aquela terra encantada poderia banir dele as memórias do passado e começou a sentir enormes saudades, da sua terra, do seu pai e dos seus amigos.

Niamh entendeu esta necessidade de voltar à terra dos mortais e cedeu-lhe um cavalo mágico para que ele pudesse matar as saudades que sentia.

No entanto avisou-o de que em momento algum poderia pisar o solo que o tinha visto nascer. Se o fizesse, ele nunca poderia voltar a Tir Na nOg.
Oisin chegou à sua Irlanda para constatar que tinham se passado 300 anos e que Fionn e os seus homens há muito que tinham morrido, sendo agora alimento para muitas das lendas e canções que fervilhavam por aquela terra.
Não encontrando o que procurava, Oisin decidiu voltar para Tir Na nOg e para os braços da sua amada Niamh.


No caminho de regresso, deparou-se com alguns homens tentando mover uma enorme e pesada rocha e inclinou-se no cavalo para os ajudar.
Foi quando a tragédia aconteceu. Escorregou da sela e caiu em terra mortal, transformando-se de imediato num homem muito velho e cego.
Durante muitos anos, Oisin percorreu as terras da Irlanda até que um dia encontrou S.Patrício que o levou para casa e o tentou converter ao Cristianismo.
Oisin falou-lhe sobre os Fianna, sobre os guerreiros da antiga Irlanda e sobre Tir Na nOg.
Oisin morreu logo depois, sem nunca ter voltado a ver Tir Na nOg, nem à sua Niamh e sem nunca saber que, para o não prender, Niamh não lhe tinha contado que iria ser pai.
Assim termina a história de Tir Na nOg, ensinando-nos que a eterna juventude é coisa para fadas e não para mortais, mas isso nunca nos impedirá de sonhar.

obs: Muitas lendas recontam como St. Patrick encontrou Oisin, contorcendo-se no chão em sua velhice desamparada e o levou para sua casa. O santo fez o melhor que pôde para converter Oisin ao cristianismo, descrevendo as maravilhas do céu que poderiam ser suas se ele apenas se arrependesse.
Mas Oisin respondeu que ele não poderia conceber um paraíso que não se orgulhasse em receber os fenianos, caso eles quisessem entrar, ou um Deus que não estivesse honrado em tê-los entre seus amigos.
No entanto, se esse fosse o caso, de que valeria uma vida eterna sem caçadar ou namorar mulheres bonitas? Ele preferiria ir para o inferno onde, segundo Sr. Patrick, seus camaradas fenianos agonizavam.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A HISTÓRIA DE UM DUERGAR


Conta-se a história de um viajante que, tendo se perdido por causa do mau tempo,
viu uma luz brilhar a uma certa distância.


Encontrou uma choupana de pedra iluminada apenas pelas brasas da lareira.


Havia duas pedras, uma em cada lado da lareira e dois troncos próximos.


Ele sentou-se em uma delas e reacendeu o fogo.


Logo um Duegar entrou e sentou-se à sua frente.


Ali ficaram até o fogo apagar.


O Duegar pegou uma tora grande, quebrou-a e colocou-a no fogo.


Quando ela estava quase queimada, ele fez um sinal para o viajante,
indicando que ele deveria colocar a outra metade no fogo.

Mas, suspeitando de algum truque, o viajante não se mexeu.


Eles permaneceram sentados até o fogo se apagar, quando o Duegar e a choupana desapareceram, o viajante viu-se sentado à beira de um penhasco.






Se tivesse feito qualquer movimento, teria encontrado a morte.

Os Duegars são uma espécie de anão da morte da Inglaterra.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

BROWNIES - O MOINHO FINCASTLE

Um dos Brownies mais conhecidos das Highlands da Escócia é Meg ou Maggy Mouloch. Meg teve um filho, Brownie-Clod, que era uma variação muito estúpida do brownie.


Mas o que são BROWNIES?

Espírito doméstico do folclore da Inglaterra e Escócia, o brownie habita casas de família, onde executa labores domésticos enquanto seus habitantes dormem. Tais tarefas são feitas em troca de presentes entre os quais laticínios, sua comida preferida. Se oferecido pagamento ou roupas, o brownie, ofendido, abandona a casa.
Os brownies são descritos como homenzinhos de pele amarronzada. São mais ouvidos do que vistos.


De espirito prestativo e benéfico, podem se tornar malignos se contrariados.
Espíritos domésticos que agem à maneira dos brownies também são encontrados em outras culturas, como por exemplo o tomte finlandês, o Heinzelmännchen alemão e o domovoi russo.
A palavra portuguesa duende se origina do español dueño de casa (dono de casa) e exprime um conceito semelhante.

Conta-se uma história de um certo moinho Fincastle considerado um lugar assombrado para qualquer humano que ousasse ali entrar após o escurecer. No entanto, uma noite, uma moça que estava fazendo um bolo para o seu casamento constatou que estava sem farinha, e como ninguém estava disposto a ir até o moinho, teve de ir sozinha.



Ela fez uma fogueira, colocou um caldeirão com água para ferver e começou a moer a farinha.


À meia noite em ponto, um homenzinho marrom e feio, entrou no moinho, dirigiu-se até ela e, quando ela lhe perguntou quem era, ele respondeu-lhe perguntando o nome dela.


- "Oh, eu sou eu mesma", ela respondeu.


O brownie se aproximou mais dela, olhando desconfiado, de um modo desagradável, até que ela ficou com medo e despejou um concha de água fervente sobre ele.


Com isso, ele berrou enfurecido e investiu contra ela. Ela se defendeu jogando o restante da água sobre ele.

Mortalmente queimado, ele fugiu pela porta ao encontro de Maggy Mouloch que lhe perguntou quem era o responsável por feri-lo daquela maneira. Ele respondeu que havia sido ela mesma.

A moça não conseguiu escapar da cólera de Maggy por muito tempo. Mais tarde, quando ela já estava cansada, pediram-lhe para que contasse uma história e ela recontou como se livrara do brownie no moinho Fincastle.

Sem que ninguém soubesse, Maggy Mouloch estava do lado de fora ouvindo cada palavra da história e imediatamente executou sua vingança, atirando um banco com três pernas violentamente contra a noiva que a matou na hora.

Maggy Mouloch então encontrou um novo lar perto de uma fazenda onde os criados pagavam por sua ajuda com pão e creme. Ela era tão conscienciosa de seu trabalho que o fazendeiro resolveu demitir todos os empregados e contar só com o seu serviço.


Ela se desforrou dele entrando em greve e tomando-se um bòggart por tempo integral, atormentando-o tanto que ele foi obrigado a recontratar o restante dos empregados.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SOBRE AS LENDAS DA IRLANDA

A Irlanda não seria Irlanda sem Mitologia. Em todas as lojas para turistas que você vai, encotra chaveiros, canecas e camisetas com a imagem de um Leprechaun impressos sobre eles.





OsLeprechauns, ou "pessoas pequenas", são o tema da Irlanda e sua imagem geralmente são representadas por figuras com cabelo ruivo, barba ruiva, roupa verde e um chapéu enorme.



Se você pegar um Leprechaun, você deve segurá-lo e não tirar os olhos dele, até que ele lhe diga onde está escondido o ouro, assim diz a história.




Outra figura famosa é a Banshee que aparece como uma mulher jovem ou velha, bonita ou feia.




Ela se mostra num curto período de tempo antes que alguém esteja prestes a morrer para informar à família o evento trágico iminente. Nunca é um bom sinal quando a Banshee aparece!





Existem também as fadas e duendes.
Pixies, por exemplo, são fadas pequenas, criaturas que podem ser agradáveis ou desagradáveis.



Mas essas são apenas algumas das figuras da mitologia irlandesapois existem muitas mais.Existem sites na internet em algumas regiões da Irlanda onde você pode continuar assistindo webcams de fadas e duendes, de dia e de noite.



Diz-se que alguns dos "pequenos" já foram vistos.



Eu aprendi que os irlandeses são pessoas muito realistas.




Os únicos que acreditam em contos de fadas da Irlanda, são geralmente os turistas, principalmente americanos, e os irlandeses se divertem com eles.


Mas lembro-me de que conheci um irlandês que acredita em duendes; um Dubliner idoso, chamado Joe. Eu o conheci em um bar.




Joe foi incrível, ele alegou que poderia beber 20-25 litros em uma noite.
Fiquei muito surpresa ao ver que uma única pessoa fosse capaz de ingerir tantas bebidas alcoólicas de uma só vez!






No final de sua sessão de beber, não podendo mais segurar tanto líquido, ele pediu a garçonete "Whixie". Como ele estava muito bêbado, nessa fase, sua língua estava pesada e ele não foi capaz de pronunciar mais uísque.

Naquela noite, Joe contou-nos o seu segredo muito pessoal.



Ele nos disse que vê Pixies, muitas vezes, quando a noite chega é que elas vem rastejando de fora, vindo de todos os cantos e fazem de tudo para irritá-lo.





Enquanto estava nos contando sua história, de repente ele bateu com a mão espalmada sobre a mesa. Então ele pegou algo invisível com dois dedos, colocou-o na frente de seus olhos, olhou vesgo em um pedaço de nada e disse: "Pixieee! Um novo! Little Bastard ", gritou.




Soubemos depois que uma vez, Joe foi levado para o hospital porque ele sempre vê Pixies após as sessões excessivas de álcool. Joe pobre velho!




Agora vou terminar a minha pequena viagem para a Fantasyland irlandesesa e está em você querer saber, se há realmente um pote de ouro escondido no final do arco-íris.

domingo, 21 de novembro de 2010

SOBRE SEREIAS



Desde criança sempre fui fascinada por esses seres misteriosos que segundo as lendas habitam o fundo dos Oceanos. As primeiras narrativas sobre esses seres são encontradas na Odisséia, onde Ulisses narra o encontro de sua tripulação com essas criaturas metade peixe e metade mulher (nereidas)que cantam de forma tão maravilhosa atraindo os homens para as profundezas dos mares. Por isso, sabendo que seu barco passaria pelo lugar onde elas se encontravam ordenou a seus homens que protegessem os ouvidos com muita cera. Quanto a ele pediu que fosse amarrado ao mastro com muita força, pois gostaria de vê-las e ouví-las...
E eis que Ulisses se maravilhou com a visão extraordinária. Todas elas estavam sentadas em uma pequena ilha de pedras banhadas pelas águas e pelo luar e cantavam uma melodia tão linda que Ulisses mesmo amarrado fortemente gritava aos seus homens para que o soltassem.“Assim falavam com melodiosa voz, e eu sentia o coração consumir-se de desejo. Com um aceno dos olhos, ordenava aos companheiros que me soltassem; eles, porém, remavam, curvados sobre remos." Ulisses, Odisséia.

Leia abaixo algumas curiosidades sobre esses seres

1.As sereias são criaturas dos mares, metade peixe e metade mulher. São lindas, sedutoras e donas de uma voz tão encantadora que poucos conseguem resistir.
2.De fato, muitos marinheiros atraídos por seu canto pulam de seus navios e mergulham nos oceanos para ir ao encontro delas
3.Dizem que até hoje muitos deles vivem com suas amadas nas profundezas dos mares.
4.As sereias são muito românticas e se apaixonam facilmente. Mas quando seus amados não correspondem a esse amor, choram tanto que espalham suas lágrimas por todo o oceano. 5.Gostam de jóias e roupas. Por isso, às vezes são vistas perto de escombros de navios naufragados em busca de objetos preciosos.

Existe uma lenda que conta como apareceu a primeira sereia e é assim....


LENDA DA SEREIA

"Uma jovem muito linda, de alva pele e esbelta, tinha o costume de percorrer as íngremes escarpas da costa para pescar mariscos e também satisfazer a sua paixão de cantar.
Foi repreendida várias vezes por sua mãe para evitar uma possível desgraça e para moderar-se em suas ininterruptas fugas.
Porém a jovem, fazendo ouvidos de mercador, nunca levou em conta os pedidos da mãe. Muito pelo contrário, considerava os conselhos da mãe empecilhos que deveriam ser burlados e se deleitava a tagarelar suas canções sobre os penhascos, embriagada de euforia.
Por fim, a mãe cansada e farta com tanta desobediência, em um momento de raiva lhe lançou a seguinte maldição:
-Assim permita Deus do Céu que te transformes em peixe!
E, imediatamente a bela jovem fugitiva transformou-se em uma belíssima mulher com rabo de peixe".

Em Zennor, Cornualha, uma sereia apaixonou-se por um rapaz e o atraiu para o mar.

Perto da península de Lizard, também na Cornualha, um homem chamado Lutey (leia a lenda publicada no outro post) ajudou uma sereia encalhada a voltar para a água. Ela lhe deu seu pente e disse que ele e seus descendentes seriam capazes de quebrar os feitiços das bruxas e controlar demônios, mas nove anos depois ela voltou e o arrastou para as ondas.

Na década de 1840, o folclorista Robert Hunt ouviu que várias famílias da Cornualha diziam ter poderes fantásticos por serem descendentes de uma sereia ou tritão (masculino de sereia).


Por outro lado, uma sereia arruinou a baía de Padstow com bancos de areia, porque alguém ali atirou nela.
Na ilha de Man, entre a Grã-Bretanha e a Irlanda, as sereias são chamadas ben varrey e os tritões, dinny-mara.
Há uma lenda na qual um pescador carregou uma ben varrey encalhada de volta ao mar que, como recompensa, lhe disse como encontrar um tesouro. Mas o pobre e ignorante pescador não reconheceu o valor do ouro da Armada Espanhola e o jogou de volta ao mar.
Outra lenda fala de uma sereiazinha que quis a boneca de uma menina e a roubou.
A mãe da sereiazinha lhe deu uma bronca e a fez devolver a boneca, junto com um colar de pérolas.
Conta-se uma história de uma ben varrey amistosa que vivia perto de Patrick.
Durante uma estação de pesca, quando os barcos do porto de Peel pescavam além do promontório de Spanish Head, a sereia subitamente ergueu-se da água e grigou shiaull er thalloo! ("velejem para terra!").
Os pescadores que haviam aprendido a confiar nos conselhos dessa sereia imediatamente levaram seus botes para os abrigos. Aqueles que não atenderam ao aviso perderam todo o equipamento e alguns perderam a vida.
Em Gales as sereias da fronteira galesa não vivem no mar, mas em lagos e rios.


Em Marden (Herefordshire) o sino de uma igreja caiu uma vez em uma poça profunda de um rio, onde uma sereia o agarrou.
Em Child's Ercall (Shropshire) a sereia de um lago oferecia a alguns homens ‘um pedaço de ouro, grande como a cabeça de um homem, e estava bem perto’, quando um deles disse um palavrão de espanto e ela gritou e desapareceu.
Uma lenda popular na Grécia, provavelmente de origem medieval, diz que Thessalonike, irmã de Alexandre, o Grande, tornou-se uma sereia após a morte. Ela vive no mar Egeu e quando marinheiros a encontram ela lhes faz uma só pergunta: "O rei Alexandre vive?" (em grego: Ζει ο βασιλιάς Αλέξανδρος;), os marinheiros devem responder "Vive e ainda reina" (em grego: Ζει και βασιλεύει). Qualquer outra resposta a deixará furiosa e a transformará numa górgona, condenando o navio e todos os marinheiros a bordo.