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quinta-feira, 14 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO TARTAN III

O Resurgimento do tartan, na Escócia, pós-Jacobita







Idealização da Batalha de Culloden, quadro de Davi Morier, ca.1750.

As tropas britânicas vestidas em estilo militar do século XVIII,

e da aristocracia rural das Highlands vestindo roupas rústicas de tartan lã.




Em 1746 o exército jacobita (adeptos da casa real de Santiago ou James da Escócia) foi derrotado pelas tropas britânicas na Batalha de Culloden.

Entre as medidas de repressão, o governo britânico proibiu os escoses de usarem roupas em tartan sob pena de prisão ou exílio, pois aquela era a maneira de vestir de muitos aristocratas rurais que lutaram ao lado do Jacobistas.


Quando a proibição do uso do tartan, na Escócia, foi abolida em 1782, após 36 anos de censura, não haviam vestígios dos antigos tartans. Os antigos tartans e teares tinham sido destruídos, os velhos tecelões haviam morrido, e toda uma geração de escoceses tinham crescido sem ver ou saber o que um tartan.


A censura tende a causar um resultado contrário ao que se pretende, e foi isso mesmo que aconteceu com o tartan, na Escócia. Apesar de que já não se consevavam exemplos de tartan antigos anteriores a Culloden, um grupo de pioneiros começaram a promover o tartan como o novo símbolo nacional da Escócia e no final do século XVIII, o tartan foi adotado como uniforme característico de regimentos militares Escocêsesa serviço da Corôa Britânica.




O Rei George IV vestida "com as roupas que os gauleses", seguindo as instruções de Sir Walter Scott.
Depois da visita de Estado do monarca a Escócia, em 1822, todos da aristocracia rural e urbana escocesa adotaram o traje como o vestimenta nacional escocesa moderna
.



O famoso escritor e poeta do Romântismo da Escócia, Sir Walter Scott, foi quem finalmente conseguiu estabelecer o tartan como moderno símbolo nacional escocês.

Aproveitando a visita de Estado do rei George IV à Escócia em 1822, o maquiavélico Sir Walter Scott persuadiu o monarca a "vestir uma roupas dos antigos gauleses", garantindo-lhe que assim iria ganhar o respeito dos fidalgos das Highlands,que anteriormente tinham apoiado o lado Jacobista.


Embora ninguém usasse tartan, na Escócia, há um século, Sir Scott, responsável pela organização da visita real, produziu rapidamente um manual de instrução de como vestir "a antiga roupa das Highlands" e informou a todos convidados da sociedade escocesa que para assistir à recepção Real era necessário estar vestindo tartan e kilt.


Rapidamente, toda a nobreza escocesa, urbana e rural, começou uma corrida desesperada para encontrar alfaiates que podessem fazer os novos itens a tempo para que pudessem assistir à recepção real, de acordo com as especificações feitas por Sir Walter Scott.


O evento foi um sucesso teatral e àpartir dessa cerimônia Real, o kilt se tornou moda entre as classes altas da Escócia. A pequena nobreza rural começou a criar cada um seu tartan caracterísco com o nome da sua família ou clã.


Em 1831 se publicou "The Scottish Gaël", a primeira compilação dos novos tartans dos clãs escoceses.

Cada ano que passava, se inventavam mais desenhos novos, consolidando o tartan como símbolo nacional do país.


Foi assim que o escocês conseguiu recuperar a moda antiga e rural que tinha se perdido. Embora os atuais tartans escoceses tenham apenas pouco mais de um século de idade, e provavelmente sejam muito diferentes dos anteriores tartans rudimentares para os Escocêses o tartan é certamente um dos símbolos nacionais mais amados de seu país.


domingo, 10 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO TARTAN II

O tartan foi um desenho popular na moda da Europa celta da Idade do Ferro. Assim como hoje nós compramos roupas de grife caras para externar nosso estilo de vida, acreditamos que, da mesma forma, o tartan poderia ter sido usado em épocas antigas como promessa de mostrar a posição social de seu proprietário.

Com a expansão do Império Romano foram introduzidas modas Mediterrâneas e as aristocracias locais atlânticas e centro européias começaram a adotar um novo estilo de vestir.



Novos tempos, novas modas:


A sóbria túnica greco-romana converteu-se no novo código de estilo entre as pessoas bonitas da Europa Céltica e o estilo tartan colorido agora estava "ultrapassado".

A moda greco-romana também foi adotada pelos povos germânicos e durou até a Idade Média.


O tartan continuou por muitos séculos, relegado ao status de roupa rústica, usada apenas por aqueles que não tinham meios ou necessidade de usar a última moda em Roma.


Após a Idade Média, começou a era da exploração colonial e uma intesificação do comércio marítimo com a Ásia. Novos tecidos e novas modas rapidamente se espalharam rapidamente por toda a Europa.


As classes altas, que até então eram os únicos consumidores de moda, tinham outras marcas mais exclusivas e mais exóticas do que o rústico tartan.

Com a Revolução Industrial, a criação de teares mecanizados permitiu a fabricação de tecidos decorados em tartan, a um preço acessível para a maioria das pessoas.

Gradualmente, a moda começou a democratizar-se e a deixar de ser um assunto apenas de alguns.


O retorno dos axadrezados aos salões europeus de última moda ocorreu, pela última vez, no século XVIII, graças ao Renascimento escocês.

O novo interesse popular e da cultura nacional do Romantismo fez cm que as fidalguías ou clans escoceses adotassem os diferentes tartans de distritos como um símbolo de ostentação heráldica têxtil.


O escritor escocês Renascentista, Sir Walter Scott, promoveu o tartan como tecido nacional da Escócia e imediatamente provocou uma nova onda da moda na Corte britânica.

A partir dai, o tartan não seria mais um design têxtil proibido na moda européia e voltou a ser usado regularmente em todos os tipos de confecções.

CONT...

sábado, 9 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO TARTAN I

O tartan é um tecido feito a base de um desenho geométrico sequencial de linhas de cores e proporções variadas que produzem uma aparência final em forma de quadrados. Tradicionalmente, o tartan era produzido em teares manuais de quatro barras utilizando-se fios de lã tingida em cores diferentes. O tecelão tecia os fios em uma seqüência de cores em proporções determinadas para produzir o desenho desejado no tecido tartan. A produção do tartan é uma técnica têxtil praticada na Europa Ocidental há milhares de anos, que sobreviveu ao longo dos séculos e que chegou até nossos dias. O tartan é tão comum em nossas vidas diárias que podemos encontrar em qualquer lugar em nossa casa: no armário (cachecóis, blusas, saias), na cozinha (toalhas), no salão (cobertores), no quarto (pijama), etc. Embora seja um tipo muito comum de desenho na produção têxtil na Europa, provavelmente a aplicação mais famosa do tartan seja na confecção do Kilt. O kilt é uma saia masculina mundialmente conhecida como o famoso traje folclórico escocês mesmo que, no passado, esta saia masculina também tenha existido em grande parte do Atlântico europeu. O tartan, arte têxtil europeia O excelente marketing moderno, que recebeu o traje nacional da Escócia do século XVIII, sugere à maioria das pessoas que o tartan é um tipo de tecido exclusivo, da Escócia. Esta afirmação não é inteiramente correta. O tartan é um tipo de tecido europeu, que pertence à cultura têxtil européia por quase 4000 anos. Existem evidências do uso do tartan, na maioria da Europa Atlântica e Central, desda antiga Gallaecia e as Ilhas Britânicas até os Alpes da Áustria. O tecido mais antigo tartan que se conserva é a roupa que vestiam as múmias de Ürümchi, datada de cerca de 1500 a.C. As múmias de Urumchi são corpos de um grupo de indo-europeus caucasianos que migraram da chamada "Silk Road"(Rota da Seda) da Europa para a Ásia Central. As múmias indo-européias foram encontradas em um estado surpreendente de conservação na região de Xinjiang na China ocidental, vestidas com tartan e xales de lã de várias cores. Datados de cerca de 1200 a.C., também foi encontrado tecido tartan nas minas de sal de Hallstatt, nos Alpes da Áustria. Este achado foi explorado há anos por uma empresa têxtil austríaca que ganhou uma grande quantidade de vendas publicando que o projeto do desenho do tartan havia nascido na Áustria. (foto)Prince Galaico Castro de São Julião, do século III aC Reprodução de cor por André Pena. Do século III a.C. duas amostras diferentes são conservadas também para provar a existência de tartan no Atlântico Europeu: a Falkirk Sett, na Escócia, e as estátuas dos Guerreiros Galaicos da Gallaecia. A Falkirk Sett é um pano feito em um tartan simples de lã que foi encontrado enterrado no Muro de Antonino, perto da cidade escocesa de Falkirk. Este tartan, mantido no Museu Nacional da Escócia, é o exemplo mais antigo da existência de tecido tartan nas Ilhas Britânicas. Contemporâneos ao tartan caledônio do Falkirk, permanecem na Galícia várias estátuas funerárias de Principes Galaicos. Ao pé de alguns desses homens de pedra gigante pode-se apreciar a decoração gravada sob a forma de quadrados, representando o tecido tartan que os verdadeiros guerreiros de carne e osso portariam em sua roupa. Há outros exemplos de tecido tartan já com as datas mais posteriores e os achados encontrados em outras partes da Europa, desde a Escandinávia até a França. Ninguém sabe ao certo qual a origem da palavra "tartan". Especula-se que a palavra atual usada, seja para se referir a este tipo de design têxtil e que foi, provavelmente, emprestada do francês medieval Tiretaine, que remete a um tecido feito de lã e linho. Outros acham que poderia ter nascido a partir das palavras gaélicas Tuaran e Tan, que significa "cor" e "município", respectivamente. O tartan como identificação territorial A partir do Ressurimento escocês do século XIX, diferentes famílias nobres ou clãs da Escócia começaram a adotar cada um seu desenho de tartan como modo de uma identificação heráldica. Mas os historiadores acreditam que o tartan, antes de adquirir esta função de identificação famíliar moderna, pode ter tido uma função anterior de identificação territorial. No século XVIII, um autor escocês chamado Martin deixou registro de que cada ilha e região das Terras Altas da Escócia, utilizava um desenho diferente de tartan, para que eles pudessem adivinhar a origem de cada pessoa pelo desenho do tartan que vestisse. Quando corria o século XIX, o nobre Sir Alan Cameron fundou o Regimento Militar dos Cameron Highlanders, adotou um novo tartan com linhas vermelhas como uniforme de suas tropas, baseando assim, ser a cor vermelha predominante no tartan do distrito de Lochaber . Antigamente, quando não havia tintas químicas, o esquema de cores do tartan rudimentar era determinada por tintas vegetais brutas que estivessem disponíveis em cada região. As tinturas vegetais eram produzidos a partir de certas plantas, e algumas destas plantas podiam ser mais abundante em uma região que o outra. Historiadores acreditam que é possível que cada região tivesse um desenho predominante de seus próprios tartan; fosse por hábito, ou melhor, por razões da disponibilidade local de determinada gama de tintas vegetais, ou provavelmente por uma combinação dos dois motivos. Quando o tartan era moda na Escócia, no século XIX, as principais famílias ou clãs nobres de cada região começaram a adotar o tartan como um símbolo heráldico têxtil de representar a sua ancestralidade, sua linhagem. Acredita-se que o tartan era o característico primeiro do desenho têxtil de um território, até que finalmente nos setores têxteis do século XIX, tornou-se representante da família ou clã que governava sobre este território. CONT...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O TARTAN (OU TARTÃ)

Falar sobre a ESCÓCIA e não falar sobre o KILT, é cometer um pecado. E, falar sobre o kilt e não falar sobre O TARTAN, é cometer um pecado maior ainda. Em Edinburgh, cidade medieval, com castelos, muitas histórias de fantasmas, peixe frito com cerveja e uma garoa constante, mesmo no verão é frio, pelo menos para os padrões de uma brasileira do RIO de JANEIRO. Mas em todos os cantos que se olha há homens vestidos com tartãs, desde o traje completo à venda em vitrines à mistura com peças informais, como os garotos que tocavam na rua.

Para os escoceses, usar um tartan é uma honra, uma tradição, que vem desde o século XII, quando a região era organizada pelo sistema de clãs familiares e cada um destes grupos tinha uma padronagem de xadrez que os identificava.




Usar um tartã não é escolher o padrão de xadrez que se ache mais bonito, mas é carregar o nome da família a qual se pretence.



O legal é que na Escócia existem tabelas com os sobrenomes e as padronagens correspondentes à elas.



São feitos em tecido de lã bem quente para suportar o frio e junto com uma dose do tradicional scotch whisky não há quem não fique com as bochechas coradas.


O Tartan cloth é o padrão nacional Escocês, tipicamente utilizado em tecidos de lã.


Caracteriza-se por respeitar determinadas regras relativas à composição e proporção das cores.


O tartan Escocês tem a sua origem na roupa tradicional dos antigos clãs Escoceses; cada clã distinguia-se dos outros pelas cores e tamanhos do xadrez das roupas.


Alguns clãs tinham roupa com diferentes combinações de cores para usar em ocasiões diferentes. O tartan Escocês é um dos mais antigos desenhos de lanifícios e com maior valor estético; os diversos tipos são ainda hoje referidos pelos nomes dos clãs originais.



Os padrões são usados frequentemente em vestidos, saias, calças, fatos e casacos compridos de senhora.



Mas também são aplicados nos forros dos casacos desportivos, nas coberturas de malas e periodicamente surgem como material na moda para casacos de homem e outras utilizações. Nome dado pelos Escoceses "scotal tartan" (= padrão do clã).


Outras fontes dão como origem o Espanhol "tiritana" (= tecido com pequenos quadrados). No Proximo post, A HISTÓRIA DO TARTAN

terça-feira, 5 de abril de 2011

O KILT

Quando ouvimos falar em kilt, a primeira coisa que nos vem à cabeça é Escócia. Mas, os kilts não vêm exclusivamente de lá. Nem mesmo foram criados na Escócia. O que existe, na verdade, é o fato de que os escoceses são seus maiores "divulgadores".












O kilt é uma evolução de uma túnica de lã, da qual não se conhece ao certo a origem. Especula-se que tenha sido usada desde o século VI antes de Cristo, pelos Celtas, os antigos habitantes da Escócia. Sempre foi um traje com comprimento até os joelhos, como o kilt que conhecemos hoje.


Para uso nas montanhas escocesas, era a roupa perfeita, pelo clima frio. Além de ajudar a aquecer, a lã também protegia contra a umidade. Isso fez com que os montanheses o adotassem como roupa.


Mesmo quando os anglo-saxões trouxeram o uso das calças compridas para as Ilhas Britânicas (século V d.C), os descendentes dos celtas que habitavam as highlands (terras altas) continuaram usando suas túnicas.


No século XIX, um movimento romântico tentou fazer dos kilts um símbolo nacional da Escócia. Os habitantes das planícies não gostaram da idéia (usavam calças…), pois achavam o kilt um sinal de barbarismo. Mesmo assim, a moda pegou: hoje é comum ver homens usando kilts pelas ruas das cidades escocesas.

Nas ruas da Escócia os homens passeiam com seus saiotes tranqüilamente. Alguns usam Kilt, paletó e gravata, outros andam no estilo roqueiro, de botas e adereços de couro e prata. O que esses escoceses têm em comum é não usarem cuecas.

Quando fui à terra do monstro do lago Ness não tinha certeza da informação e, é claro, resolvi descobrir. Assim que conheci o primeiro escocês vestindo kilt, não hesitei em fazer a pergunta que o deixou vermelho:

- “Vocês usam cueca quando vestem os kilts?”. Ele, na maior calma, explicou que para ser tradicional não se pode usar nada embaixo do saiote.

Novamente perguntei:

- “Então quando o presidente está fazendo um discurso, ele não usa cueca?”

A resposta foi simples e direta:

- “NÃO”!

Diz a tradição que o verdadeiro Escocês não deve usar nada por baixo de seu kilt.

Existe uma frase dita entre eles mais ou menos assim: “Isso é um kilt. Se usássemos algo por baixo, então sim seria uma saia”






A gente estranha, mas acredito que isso ocorra porque a nossa realidade é muito diferente, o nosso país não cultiva muitos costumes tradicionais e as vezes pode parecer “breguice”. Também estranhamos devido à falta de informação. Por isso achei interessante trazer um pouco dessa cultura para o site. E aproveitei para trazer essas fotos engraçadas de homens de kilt.





Essa imagem mostra o exemplo de um “plaid”,que é uma variação do “kilt”. Em Awakened, a roupa que o Stark usa é o plaid. O plaid é usado normalmente em eventos formais ou celebrações. Como podem ver, além da saia ele é acompanhado por esse pano que se apoia no ombro.

Os kilts tem normalmente um comprimento longo para que o mais curto que se possa usar o kilt sem quebrar as tradições é tê-lo na altura do joelho.

Os kilts são usados não só como roupas formais e familiares mas também como roupas do símbolo nacional. Ou seja, enquanto vestimos a nossa camisa da seleção brasileira, eles preferem usar os kilts tradicionais.




Atualmente já existe um novo costume de usar o kilt para eventos normais, como ir ao trabalho ou usar na rua. Essas pessoas usam camisas, ternos e gravata acompanhado do kilt.


Apesar de não estar totalmente comprovado, acredita-se que o primeiro kilt é datado de 2000 a.C. e foi encontrado perto da região de Nuremberg, na Baviera, trazido pelos celtas.


A maior competição na Escócia se chama The Highland Games. É uma reunião de eventos para celebrar a cultura escocesa. Possui competição de dança, música até competições fisicas como jogar madeira, machados e pesos à distância.
























Todos os eventos, por mais fisicos que sejam, exigem o uso do kilt. Imaginem o tanto de kilt voando por aí.



Alguns famosos usando kilt:


























Para contemplar a companhia do Kilt, só a conhecida gaita de fole.


Existem inúmeros modelos deste instrumento de sopro que fazem parte da história de cada região da Escócia, onde a gaita é originária.




Podemos citar aqui as Gaita das Highlands; Scottish smallpipe; Gaita das Bordas; Shuttle pipe; e Parlour pipe.


Enfim, a Escócia não é só gótica, musical, artística, colorida em seus trajes kilts e receptiva com seu povo orgulhoso das suas tradições.

A Escócia é o berço do famoso e incomparável scotch whisky.Não dava para esquecer da fama conquistada por este país, concorda?

A fabricação do uísque nesta região data de 800 a.c., e um dos fatores que favorece a produção desta bebida é o clima úmido que oferece ótimas condições para o plantio de cereais como centeio e a cevada, produtos usados para a fabricação da bebida.

O uísque que já foi chamado de água da vida pelos celtas, é hoje o grande personagem da Escócia, que tem a maior concentração mundial de destilarias de uísque maltado no mundo. Precisa dizer mais?

É impossível ir à Escócia e não guardar um tempo para visitar alguma destilaria e saborear o uísque produzido, in loco.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ESCÓCIA - POLÍTICA E ECONOMIA

A política da Escócia faz parte da ampla política do Reino Unido, sendo a Escócia um dos países constituintes do Reino Unido. Constitucionalmente, o Reino Unido é de jure um Estado unitário com um parlamento e governo soberano. No entanto, ao abrigo de um regime de devolução (ou home state) aprovou em finais da década de 1990, que em três dos quatro países constituintes dentro do Reino Unido - Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte - votaram a favor de um auto-governo limitado, sujeito à autoridade do Parlamento britânico em Westminster, nominalmente na vontade, no sentido de alterar, modificar, ampliar ou suprimir os sistemas nacionais governamentais. Como tal, o parlamento escocês não é, de jure, soberano. O chefe de Estado na Escócia desde 1952 é a monarca britânica, atualmente Isabel II (ou como é conhecida no Brasil, Elizabeth II). O Parlamento escocês é a assembleia legislativa nacional da Escócia. O poder executivo, no Reino Unido, é pertença do Queen-in-Council, enquanto o poder legislativo é exercido pelo Parliament-in-Queen (a Coroa e o Parlamento do Reino Unido em Westminster, em Londres). No entanto, existe desconcentração dos poderes executivo e legislativo em determinadas áreas, que foram constitucionalmente delegadas ao Governo escocês e ao Parlamento escocês, em Holyrood, em Edimburgo, respectivamente. O Reino Unido mantém poder ativo no Parlamento da Escócia, nomeadamente nos impostos, sistema de segurança social, militares, relações internacionais, radiodifusão, e algumas outras áreas explicitamente especificadas no Ato da Escócia de 1998, como assuntos reservados. O Parlamento escocês tem autoridade legislativa para todas as outras áreas relacionadas com a Escócia, e tem poder limitado na diferenciação de impostos sobre o rendimento (o chamado Tartan Tax). O Parlamento escocês é uma legislatura unicameral com 129 membros, 73 dos quais representam-se individualmente e que são eleitos por círculos eleitorais no primeiro posto do sistema; 56 são eleitos em oito diferentes regiões eleitorais pelos membros suplementares do sistema. A Rainha nomeia um dos membros do Parlamento, sobre a nomeação do Parlamento, para ser Primeiro-Ministro. Outros ministros também são nomeados pela Rainha sobre a nomeação do Parlamento e, juntamente com o Primeiro-Ministro, compõem o Governo escocês, o braço executivo do governo. A Escócia possue subdivisões, definidas pelo governo como Council Areas (Áreas de Concelho), que formam as áreas de governo local da Escócia, e são todas autoridades unitárias, segundo uso do governo e definição da lei. Elas não coincidem com os condados tradicionais da Escócia. As fronteiras atuais existem desde 1 de Abril de 1996, estabelecidas pela Lei do Governo Local Etc. (Escócia) de 1994. Antes dessa data, a divisão administrativa era feita pelas Regiões — Regions — (não se chamavam "condados" — counties —, ao contrário das estruturas análogas em Inglaterra e do País de Gales), que eram por sua vez subdivididas em distritos — districts —, estrutura introduzida a 16 de Maio de 1975. Antes desta data, existiam condados administrativos, habitualmente chamados concelhos de condado — County Councils — da Escócia, esquema que foi introduzido em 1889. Antes de 1889, a administração fazia-se com base da cidade (city), burgh e paróquia (parish). Os condados tradicionais da Escócia nunca foram usados para a administração local. Com o estabelecimento de conselhos de condado em 1889, as regiões que eles cobriam na Escócia assemelhavam-se aos condados históricos da Escócia, mas não coincidiam com eles. Por exemplo, Ross and Cromarty cobria a área de Ross-shire e Cromartyshire (o que fazia sentido, visto que Cromartyshire consiste de uma série de enclaves). Vários nomes eram diferentes. Áreas de Concelho da Escócia (Council Areas) 1.Inverclyde 2.Renfrewshire 3.West Dunbartonshire 4.East Dunbartonshire 5.Glasgow 6.East Renfrewshire 7.North Lanarkshire 8.Falkirk 9.West Lothian 10.Edimburgo 11.Midlothian 12.East Lothian 13.Clackmannanshire 14.Fife 15.Dundee 16.Angus 17.Aberdeenshire 18.Aberdeen 19.Moray 20.Highland 21.Ilhas Ocidentais (Na h-Eileanan an Iar) 22.Argyll and Bute 23.Perth and Kinross 24.Stirling 25.North Ayrshire 26.East Ayrshire 27.South Ayrshire 28.Dumfries and Galloway 29.South Lanarkshire 30.Scottish Borders 31.Shetland 32.Orkney ECONOMIA A economia escocesa é baseada no setor de serviços, principalmente de turismo, serviços financeiros, da educação e da pesquisa tecnológica. Edimburgo é um dos principais centros financeiros da Europa. Também se destaca no setor de bebidas, onde a produção de uísque é o principal produto. Edimburgo e Glasgow são as cidades mais industrializadas da Escócia. A evolução da economia escocesa é bastante dependente da evolução da economia de todo o Reino Unido. O Inglês é a língua falada na Escócia. Duas outras línguas também são faladas em algumas comunidades: o Scots (que por vezes não é considerado como um idioma separado) e o gaélico escocês. A cidade de Edimburgo recebe no Verão, aquele que é considerado o mais importante festival cultural do mundo. O Festival de Edimburgo que possui grande destaque entre os principais eventos do Reino Unido e da Europa. O kilt é um traço marcante da cultura e identidade do país, que surgiu no século XVI, no norte da Escócia. Cada clã ou família tinha um tipo de quadriculado no kilt, que identificava os seus integrantes. O Lago Ness é uma das grandes atrações turísticas escocesas, onde existe o mito do Monstro do lago Ness. Desde o início do século os habitantes da região e turistas afirmam ter visto um monstro pré-histórico no fundo desse lago. Muitas expedições foram feitas no local e até hoje nada foi encontrado. O uísque é a bebida escocesa por excelência. Os principais cultivos são os cereais e a batata. A criação de gado bovino também é muito importante. A exploração florestal representa mais de um terço da produção madeireira da Grã-Bretanha. A pesca é uma atividade fundamental, especialmente a pesca marítima na região Nordeste e nas ilhas. Devido às ricas reservas de carvão, a mineração representou um papel fundamental na industrialização. Porém, nas últimas décadas, a mineração baseia-se especialmente na exploração de reservas petrolíferas e gás natural, recentemente descobertas. As principais indústrias são as de produtos químicos, indústrias leves, instrumentos de engenharia e, recentemente, a eletrônica. Existem aproximadamente 110 destilarias e o turismo é outro setor em crescimento. POPULAÇÃO Os habitantes da Escócia descendem de vários grupos étnicos, tais como pictos, celtas, escandinavos e romanos. De acordo com dados de 1993, a população é de 5.120.000 habitantes e apresenta uma densidade demográfica de aproximadamente 66 hab/km2. A cidade mais povoada é Glasgow (com 654.542 habitantes). Além de Edimburgo, que, de acordo com estimativas de 1991 possuía 421.213 habitantes, são também cidades importantes Dundee (165.548 habitantes) e Aberdeen (201.099 habitantes). A igreja oficial da Escócia é a presbiteriana. A Igreja católica é a segunda mais importante. A língua oficial é o inglês. A Escócia faz parte integrante do Reino Unido. Um gabinete ministerial britânico, presidido pelo secretário de Estado, administra os assuntos escoceses. A Escócia está representada por 72 membros na Câmara dos Comuns e por 16 pares escoceses na Câmara dos Lordes. Ver também Línguas celtas; Língua escocesa; Literatura escocesa.

domingo, 3 de abril de 2011

A IMPONENTE ESCÓCIA


Era uma vez...

Lá, onde a natureza emerge em todo o seu esplendor com lindas montanhas verdes e lagos, surge a Escócia com uma superfície de 78.772 km2 e uma população de 4,99 milhões de habitantes. Outrora, o lugar hoje conhecido por Escócia foi habitado principalmente pelos pictos e embora tenha vivenciado os intensos e sangrentos conflitos, o domínio romano nunca conseguiu se estabelecer completamente na maior parte da Escócia.

Então, no século VI, o antigo povo escocês, originário da Irlanda, estabeleceu-se no lugar hoje denominado como Argyll, cedendo seu nome à atual Escócia. A região de Lothian era povoada pelos anglos e os bretões se instalaram na região de Strathclyde, ao norte.


No século IX, algumas regiões da Escócia foram sujeitas a ataques Vikings, tendo sido estabelecido um reino unido da Escócia. As guerras entre a Inglaterra e a Escócia eram freqüentes na Idade Média, mas havia, no entanto, fortes laços entre os dois reinos: vários reis escoceses possuíam terras e títulos na Inglaterra e muitos casamentos entre as famílias reais inglesas e escocesas foram realizados. Apesar de diversos levantes terem fracassado, tais como a derrota de William Wallace em 1298, foi a vitória de Robert the Bruce sobre Edward II da Inglaterra no ano de 1314, em Bannockburn, que assegurou a sobrevivência do Reino da Escócia independente. As duas coroas finalmente uniram-se quando Elizabeth I da Inglaterra foi sucedida, em 1603, por James VI da Escócia (James I da Inglaterra), seu herdeiro mais próximo.


Mesmo assim, na Inglaterra e na Escócia permaneceram organizações políticas independentes durante o século XVII, com exceção de um curto período de unificação imposto durante o reinado de Oliver Cromwell, na década de 1650. Em 1707, optando por uma união política e econômica mais sólida, o parlamento escocês foi dissolvido em detrimento de um único parlamento para a Grã-Bretanha * sediado em Londres e em troca da permanência da Igreja da Escócia e do sistema legal vigente. Em 1745, o neto do Rei James VII exilado, conhecido como Bonnie Prince Charlie, chegou à Escócia para reclamar a coroa para o seu pai.


A derrota estrondosa sofrida em Culloden levou o governo inglês a banir exércitos privados, o uso de kilts e gaitas-de-foles causando um grande revés no estilo de vida dos Highlanders. No sul, após um período de prosperidade, veio a sobre-população e a fome que levou à emigração massiva de escoceses para a América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Aberdeen foi a única cidade com notável prosperidade no século XX, devido ao petróleo do Mar do Norte e as descobertas de gás natural nos anos 1970.


As dificuldades econômicas, o desemprego galopante, a despovoação de áreas rurais e as expectativas sociais inferiores a Inglaterra, levaram a um decréscimo de confiança. No entanto, o novo enquadramento constitucional nascido da vitória dos Trabalhistas em 1997, permitiu o estabelecimento do Parlamento Escocês em 1999, após quase 200 anos.


Nesse ano em Julho, competências relacionadas com desenvolvimento econômico, saúde e educação foram transferidas para a administração escocesa.



Edinburgh, a capital da Escócia e tem uma população de aproximadamente 450.000 habitantes. É uma das mais bonitas e elegantes cidades européias. Os seus bairros são separados por parques e jardins e, mais imponente, por encostas escarpadas e colinas relvadas. Este é um cenário espetacular para o Festival Internacional de Edinburgh que ocorre durante 3 semanas em Agosto e Setembro. Em 1124, Edinburgh tornou-se a capital da Escócia e agora, no novo milênio, toma o seu lugar na Europa e no Reino Unido com o novo Parlamento Escocês. A cidade está dividida em duas. A norte de Princes Street fica a elegante neoclássica New Town, construída no final do século XVIII e início do século XIX para melhorar as condições da cidade. A sul de Princes Street, do outro lado dos bonitos Jardins de Princes Street, fica a Old Town, um labirinto de ruas estreitas e becos. A Old Town teve os seus tempos áureos no século XVIII, mas depois foi gradualmente abandonada pelos cidadãos reputados que foram para a New Town. No século XX, a Old Town foi limpa e transformada numa zona fascinante e pitoresca.




Este centro medieval de edifícios relativamente altos desce do Castelo para o Palácio de Holyroodhouse ao longo de uma rua que toma diferentes nomes mas é geralmente conhecida como Royal Mile (milha real). Esta rua tem uma grande concentração de edifícios históricos. Royal Mile compreende 4 ruas: Castlehill, Lawnmarket, High Street e Canongate. A parte mais alta da Royal Mile perto do Castelo, é Castlehill. Os primeiros vestígios do Castelo são de 600 DC e na Idade Média tornou-se numa fortificação impenetrável e residência real dos reis e rainhas escoceses. Crown Square, o pátio principal, foi desenvolvido no século XV. Castlehill oferece vistas fantásticas sobre a cidade. Perto do Castelo fica o Scotch Whisky Heritage Centre. No topo de High Street, fica High Kirk of St Giles, a única igreja paroquial da Edinburgh medieval e também a sede do Presbiterianismo, onde John Knox lançou a Reforma Escocesa. A igreja é por vezes erradamente conhecida como St Giles Cathedral.




A High Street finalmente intersecta Canongate, a última secção da Royal Mile. Como era perto do Palácio de Holyroodhouse, a zona desenvolveu-se como um bairro elegante de moradias. No lado oposto aos portões principais do Palácio fica o novo edifício do Parlamento Escocês. O Palácio de Holyroodhouse começou como a residência para convidados da Abadia, até James IV o transformar em Palácio Real no início do século XVI. O palácio atual data do final do século XVII. Foi a Rainha Victoria que devolveu o toque real ao palácio, como escala nas suas visitas a Balmoral. Este costume tem-se mantido pelos seus sucessores e a atual rainha passa uma pequena temporada todos os anos no fim de Junho. Nos terrenos do palácio ficam as ruínas de Holyrood Abbey. O desenvolvimento da neoclássica New Town é um dos mais destacados esquemas de arquitetura cívica da Europa. Foi construída num impulso criativo entre 1767 e 1840, como um produto do "Scottish Enlightenment".


A New Town foi essencialmente concebida pelo Lord Provost (Lord Mayor), George Drummond. A grande artéria central da New Town é George Street, denominada em honra do rei. Princes Street e Queen Street seguem paralelamente a George Street. As três concentram bonitos exemplos de arquitectura Georgiana. As maiores atrações incluem a National Gallery of Scotland e Princes Street Gardens com vistas únicas para o Castelo e Old Town. Calton Hill oferece também vistas panorâmicas da cidade nos seus relvados sinuosos. O monumento neoclássico ali erigido seria uma réplica inacabada do Parténon.


Highlands Highlands é a parte da Escócia que reflete perfeitamente a imagem romântica que a maior parte das pessoas têm desta nação. A cidade principal é Fort William, que fica na sombra do Ben Nevis, o pico mais alto da Grã-Bretanha. A norte fica uma costa majestosa de Lochs (fiordes) de águas profundas e enseadas de areia branca flanqueadas por montanhas e com as Ilhas Hébridas no horizonte. A oeste de Fort William, pela poética 'Road to the Isles' (estrada para as ilhas), fica Mallaig, o principal ponto de embarque para Skye. Mais para norte fica Ullapool, um dos principais portos das Hébridas Exteriores e a base ideal para explorar o inóspito noroeste. Inverness é a maior cidade da região e a capital das Highlands. Fica no extremo nordeste do Great Glen, que corta na diagonal o sul das Highlands para Fort William, ligando o fundo e misterioso Loch Ness à costa ocidental e dando acesso a Glencoe, um dos mais bonitos Glens (vale estreito) e centro de alpinismo e esqui por excelência.





Inverness, é a maior cidade e principal centro das Highlands com uma população de 42.000 habitantes. Os principais percursos pelas Highlands passam em Inverness em algum momento. A posição da cidade no Great Glen e nas margens de Moray Firth tornaram-na num destino favorito para os turistas que ali chegam no Verão para explorar o Loch Ness e o famoso monstro. A cidade tem o seu encanto, particularmente nas margens do Rio Ness, que corre pelo seu coração ligando Loch Ness a Moray Firth. O Castelo é um edifício Vitoriano avermelhado, construído em 1834. Por baixo do Castelo fica o Museu de Inverness e a Galeria de Arte. Em High Street destaca-se a gótica Town House.





No fim de Church Street fica a Old High Church, fundada no século XII e reconstruída em 1772, embora a torre do século XIV permaneça intacta. Na margem ocidental do Rio Ness, oposta ao Castelo, fica a neogótica St. Andrews Cathedral que data de 1869. Loch Ness é uma das maiores atrações da Escócia. É o lago mais profundo da Grã-Bretanha que se estende por 37 kms desde Fort Augustus no sul até Inverness no norte. O "loch" oferece uma bela paisagem só por si, com colinas majestosas que se erguem verticalmente das suas margens de florestas. Todos os anos chegam centenas de milhares de visitantes para observar o lago e contemplar o mistério originado no famoso Monstro do Loch Ness. Uma grande atividade comercial causada pelo turismo cresceu em redor de 'Nessie', o nome afetivo por que é conhecido o monstro. Todos os Verões, a estrada A82 que segue pela margem ocidental fica carregada de veículos de turistas e até caçadores do monstro. A melhor maneira de ver o "loch" é num cruzeiro a partir de Inverness. Há também passeios de barco que saem de Drumnadrochit e Fort Augustus. De longe as melhores vistas do "loch" são da estrada tranquila e pitoresca que corre pela margem oriental, desde Fort Augustus até Inverness. As atividades comerciais em torno de Nessie centram-se na aldeia de Drumnadrochit, 24 kms a sul de Inverness, onde os locais faturam a popularidade do mito do monstro. Ali coexistem duas rivais Monster Exhibitions e a inevitável loja de recordações. Alguns quilômetros a sul de Drumnadrochit ficam as ruínas do Castelo de Urquhart. O castelo carrega as cicatrizes de séculos de batalhas, mas o seu cenário situado em encostas rochosas na margem do "loch" é magnífico. Foi construído no século XIV e destruído em 1692 para evitar cair nas mãos dos Jacobitas.





Fort William é a principal porta de entrada nas Highlands Ocidentais e é um dos principais centros turísticos do país. Tem 11.000 habitantes e fica no topo de Loch Linnhe, na sombra dos picos brancos do Ben Nevis, a montanha mais alta da Grã-Bretanha. As montanhas em redor de Fort William e os Glens estão entre os mais impressionantes da Escócia e atraem inúmeros montanhistas. Glen Nevis é muito bonito e pode ser reconhecido de filmes como Braveheart e Rob Roy. O forte que deu o nome à cidade foi construído em 1690 por ordem de William III para manter os rebeldes escoceses em ordem. O forte defendeu ataques dos Jacobitas durante as rebeliões de 1715 e 1745,mas foi demolido para permitir a construção da ferrovia. Road to the Isles. A faixa de 74 kms da estrada A830 de Fort William a Mallaig é conhecida como 'The Road to the Isles' (a estrada para as ilhas).

É uma viagem muito bonita, particularmente de comboio através duma paisagem de grande importância histórica. Esta região viu o início e o fim do levantamento dos Jacobitas. Loch Shiel é impressionante e encimado por montanhas majestosas. Na aldeia de Glenfinnan fica o Station Museum, na estação da magnífica ferrovia entre Fort William e Mallaig. No extremo ocidental da Península de Morar fica a aldeia de Arisaig, dispersa numa baía de praias de areia. A estrada a oeste da aldeia, em direção à Península Rhue e é um excelente lugar para observarfocas. No fim da estrada chega-se a Mallaig.




Mallaig, é um porto pesqueiro agitado e o principal ponto de partida de ferry para a Isle of Skye. Não é um lugar excepcionalmente bonito, mas a sua atmosfera cheia de gente à espera do ferry ou do comboio de regresso a Fort William é muito interessante. Mallaig, é pequena e dispersa em redor do porto. Uma das principais atrações é o Mallaig Marine World, um aquário com espécies marinhas locais e com a exibição da história da industria pesqueira. Há também algumas boas caminhadas à volta da aldeia. Uma delas leva-nos a uma colina que oferece um excelente panorama do porto e da Ilha de Skye no horizonte.




Como ir? Edinburgh tem um aeroporto internacional com diversas ligações regulares com o resto do Reino Unido e outras cidades européias. O Aeroporto de Glasgow é contudo, o principal da Escócia e oferece vôos também para a América do Norte. Também há uma boa oferta de charters para destinos mais quentes. A rede de ferrovias e rodovias oferece excelentes ligações entre as principais cidades e o resto da Grã-Bretanha. Existem ligações de ferry com a Irlanda, de Stanraer (no sul da Escócia) a Larne nos arredores de Belfast. Há também diversas ligações marítimas às Ilhas Hébridas. Edinburgh fica a 75 kms de Glasgow, 250 kms de Inverness e 670 kms de Londres.