TÁ MÍLE FÁILTE ROIMH - YN FIL O WEILHAU CROESO - ARE A THOUSAND TIMES WELCOME - SEJAM MIL VEZES BEM VINDOS

segunda-feira, 9 de maio de 2011

WALLACE EM HOLLYWOOD - BRAVEHEART




Quando aparece no trailer ou no início do filme a frase
“baseado em uma história real”
saiba que quase com certeza você não verá a história real.
Se bem que seja difícil achar uma adaptação de livro ou quadrinhos que venha a ser fiel ao original, imagine quando é uma história que pouca gente conhece. Quando o filme é histórico, pior ainda,

pois diversos fatos passarão batidos pelo público se forem modificados.
Historiadores admitem que os filmes atraem a atenção do público em geral

de uma forma que livro nenhum conseguiria,

mas às vezes os erros históricos são grandes demais.

Existem diversas produções famosas

que deixam qualquer historiador babando de raiva.
Mesmo que alguns descendentes do próprio Wallace

tenham participado do filme, alguns pontos do filme dirigido por Mel Gibson fugiram muito do contexto histórico.
Para quem não viu o filme (o que acho difícil),
trata-se de uma biografia de William Wallace.





O mundo do cinema é conhecido como um lugar em que tudo é possível e, em Hollywood tudo pode acontecer e acontece. Voar, caminhar sobre as águas, erguer a mais pesada das rochas e parar no tempo. Nada escapa das possibilidades criativas dos diretores de cinema e especialistas em efeitos especiais.
Um filme histórico é um esforço de imaginação criativa bastante livre em relação às regras que presidem o exercício intelectual da historiografia. Trata-se, portanto, de mais uma leitura dentre diversas outras interpretações possíveis acerca de um dado tema. Sabemos da complexidade da leitura cinematográfica, com todas as especificidades de sua estética muito própria e singular. Como obra de arte, o filme não precisa e nem deve se esforçar por recompor os traços de uma realidade conforme aconteceu no passado.
Quando se diz: "Mas foi exatamente assim que aconteceu." Isto leva a uma discussão sobre o quanto do que "realmente aconteceu" deve entrar no roteiro. Se escrevermos próximo demais da maneira que aconteceu, não estaremos escrevendo um roteiro. Estaremos fazendo um documentário. O melhor conselho que eu já ouvi sobre o assunto veio de um livro maravilhoso sobre dramaturgia chamado "Write That Play" [Escreva Aquela Peça], de Kenneth Thorpe Rowe, publicado em 1939. Ele disse: "A vida deve ser transformada, não transferida." Falou e disse.
A exemplo da literatura, o cinema é uma representação da realidade e pode, também, omitir elementos de complexidade histórica que poderiam esvaziar o impacto visual de uma cena. Mas não será por essas “traições” que os historiadores deverão sair em defesa da revisão dos filmes históricos que supostamente distorcem a “verdade” histórica. E por uma simples razão: um roteiro de cinema é uma obra de arte livre. A história que um roteiro cinematográfico conta não possui nenhum compromisso inarredável com as verdades extraídas de evidências, ou seja, dos documentos históricos. Em boa parte dos casos, os filmes históricos premeditam a banalização do enredo para, apelando a dimensões emocionais do público, intensificar o seu conteúdo. De fato, esse espírito de dramatização de enredos que, aos olhos de hoje, poderiam ser considerados muito banais, conforma- se adequadamente aos necessários arranjos da linguagem cinematográfica.

Assim sendo, não incorrem em erro os que encaram o filme como produto calculista daquilo que se tornou um poderoso ramo da indústria cultural desde os inícios do século passado: o cinema. Há somas vultosas — freqüentemente na escala dos milhões — investidas no financiamento de projetos, na aquisição dos equipamentos de alta tecnologia, na remuneração dos atores e do pessoal especializado, na contratação dos distribuidores mais eficientes, no aluguel das salas de exibição, etc., etc. Girar essa grande máquina é uma “arte” que demanda alguns alentados cifrões, e a palavra mágica nunca deixará de ser uma só: bilheteria.


Entretanto, o cinema é também, e acima de tudo, arte, em sua acepção plena. Se essa arte é capaz de manter uma indústria poderosa e sustentar um rico comércio, não deve ser confundida com eles, como se da mesma coisa se tratasse. Como lembra Roger Boussinot em L’encyclopédie du cinéma, um filme não é um simples “produto industrial”.


As obras cinematográficas são realizadas, muitas vezes, à revelia de alguns imperativos da indústria do entretenimento.
Admitindo-se esses pressupostos, pode-se argumentar que um bom filme histórico deverá ser capaz de recompor os traços característicos do passado em imagens, de modo a provocar a percepção do desterramento do observador.


Um bom filme no gênero será aquele que consiga despertar no espectador certa sensação de transporte para outra dimensão do tempo histórico. De fato, uma das virtudes de um filme histórico como obra de arte e artefato de entretenimento de massas é demarcar as nuanças mais sensíveis entre a época que foi reconstituída e o tempo presente. Denominemos a isso efeito de mimese, ou seja, a imitação ou o esforço de recriação da realidade pela obra ficcional. Mas, como reflete Antonio Candido em O discurso e a cidade, a propósito da literatura, “o sentimento da realidade na ficção pressupõe o dado real mas não depende dele”. Trata-se de uma imitação, mas de uma imitação narrada de maneira que transmita a impressão de uma realidade verossímil, passível de ter realmente ocorrido.


Com o discurso cinematográfico ocorre processo semelhante: a história que se conta não é a história propriamente dita, as coisas como se passaram realmente.
Ao tentar produzir a ilusão de uma realidade passada por meio da representação artística, portanto de uma história real, o filme histórico, para ser bom, deve “forçar” ou guiar o seu espectador ao exercício intelectual de tentar repensar as idéias e o sentido das ações dos personagens do passado contrastando- os com as suas próprias idéias sobre os temas em discussão. Isso significa que um filme histórico pode e deve provocar reações ao fazer virem à tona temas para pensar e discutir na dimensão do tempo presente.
CORAÇÃO VALENTE é dessa linhagem de filmes históricos. Ao combinar biografia e História, ou seja, uma trajetória pessoal contrastada com os valores e com a dinâmica de uma dada cultura, ele recompõe um passado distante de forma convincente. Mas, sem perder de vista o conteúdo de entretenimento da narrativa histórica do filme, não se podem desconsiderar as dimensões presentistas que também orientam a produção desta e das demais obras cinematográficas. E diz-se presentista no sentido atribuído por Benedeto Croce à expressão, o de que toda História é história contemporânea. Isso deve significar que a História narrada em qualquer de suas versões — incluindo a dos filmes — é sempre expressão da sociedade na qual é criada, com as marcas características de sua própria cultura, o que a torna forte candidata ao cometimento de toda sorte de anacronismos.
Aliás, se a escrita da História profissional é concebida pelos próprios historiadores como um exercício calculado de anacronismo, que dizer de uma trama narrada por obras ficcionais? Como afirma o historiador norte-americano Mark Carnes em Passado imperfeito, a História no Cinema, até mesmo os filmes históricos que pretendem retratar o passado são bastante reveladores da própria época de sua produção: “Bonnie and Clyde, 1967, revelava mais sobre sexo nos anos 60 do que sobre gangsters dos anos 30”.
Assim sendo, pode-se afirmar que o cinema não é um empreendimento que objetiva escrever História, que em nome da expressão artística o cinema freqüentemente é um agente de deturpação da história. Como obra de arte, o filme histórico é antes de tudo uma idealização, e seria atitude intelectual ingênua e equivocada esperar encontrar nele a história dos historiadores. Assim é que, diante de um filme histórico, será preciso ficar atento à sua magia, magia esta expressa em sua capacidade de criar a ilusão da realidade.


Ora, o filme molda uma percepção da história que, em diferentes graus, é freqüentemente enganosa. Entretanto, há muito que as relações entre o cinema e a História estão consolidadas; e em diversos níveis, incluindo o didático. E isso é ótimo.


Ao professor que utiliza o cinema como peça auxiliar de ensino caberá a competência teórica para fazer dele um instrumento eficaz.
Coração Valente é o filme que todo mundo já viu e que todo mundo gosta. Quem se importa com o roteiro maniqueísta cheio de furos históricos e preconceitos quando você tem batalhas onde discursos inflamados são feitos antes de carnificinas que são mostradas nos mínimos detalhes?
O vencedor de 5 Oscars, é um épico que tem a duração de aproximadamente 177 minutos. O roteiro, escrito por Randall Wallace (Wallace afirma ser descendente do herói do filme, informação que ele mesmo reconhece não ter como comprovar, mas que também não tem como ninguém dizer o contrário; então tá!...) foi escrito com o intuito de que o filme fosse “baseado em fatos históricos”.
As famosas “licenças dramáticas”, no entanto, permitiram que os kilts fossem usados pelos escoceses em uma época onde não existia essa prática, que colocassem em dúvida a paternidade de um dos filhos do Príncipe de Gales, alegando que ele seria de Wallace quando, na verdade, o guerreiro morreu 10 anos antes, do tal filho ter nascido e, claro, o fato do mesmo Príncipe ser mostrado como um provável homossexual em uma tentativa de provocar uma antipatia no público para com o personagem e seus gestos extravagantes, quando o seu correspondente natural, foi pai de pelo menos cinco crianças. Claro que isso não quer dizer muita coisa, mas não havendo nenhum outro registro de que ele fosse gay, a caracterização foi entendida como homofobia e gerou protestos de grupos homossexuais.
Apesar das batalhas sangrentas, nos momentos de paz o filme toma um clima sublime que mais parece um conto de fadas, um ar de serenidade que é apenas enriquecido com a trilha sonora magistral e repleta de solos de flauta e gaitas de fole composta por James Horner (Avatar), mostrando como seriam todos os dias se o sonho de todos os escoceses fosse realidade, uma palavra que consegue definir 3 horas de filme e a determinação de um líder: LIBERDADE.




Nos primeiros minutos vemos um William ainda pequeno vivendo numa fazenda na Escócia com seu irmão John e seu pai Malcolm Wallace, que depois de um tempo voltam mortos da batalha contra as forças inglesas, deixando o pequeno garoto aos cuidados de seu tio Argyle (Brian Cox), que o leva dalí para viver com ele e ensiná-lo a usar a cabeça para só depois ensiná-lo a usar a espada. Anos depois Wallace retorna a sua terra natal, já um homem formado, conhecedor do mundo e muito culto, além fluente em latim e francês, só desejando reconstruir sua casa, formar uma família com seu antigo amor de infância, Murron, e viver em paz na fazenda que era de seu pai.
Para oprimir mais ainda os escoceses, Longshanks declara regime de Prima Nocte (primeira noite), que consiste em: sempre que houver um casamento, a noiva deve passar a noite de núpcias com um nobre inglês, e não com seu marido. Por esse motivo William e Murron se casam escondidos numa floresta. No dia seguinte um soldado inglês tenta molestar Murron por desconfiar do relacionamento dos dois, que se defendem, porém acabam caçados pelos ingleses, e no meio do alvoroço a moça é capturada e assassinada por um juiz inglês para atrair William. E neste momento a lenda se inicia…



Segundo os historiadores, o rei Edward I nunca instituiu o recurso da primae noctis (que permitia a nobres e oficiais ingleses tirar a virgindade de uma noiva no dia de seu casamento).
Durante o filme os escoceses usam kilts nas batalhas, coisa que não é provável segundo eles.
Outro ponto complicado é o romance entre Isabella e Wallace, porque no período retratado no filme ela era apenas um bebê. Assim como Edward II, que aparece como um adulto no filme e neste período deveria ter apenas 13 anos.
Coração Valente também exagera o problema existente entre Inglaterra e Escócia, pois no século XIII os dois países viviam um período de relativa paz que já durava quase 100 anos e o povo deste país em geral não exigia ser livre dos ingleses.


Não tendo mais motivos para viver em paz ele começa liderando uma pequena tropa, mas a medida que vence as batalhas a tropa ganha mais e mais aliados, se tornando um exército temido lutando pela libertação de uma nação. Por todos os cantos se ouvem rumores do guerreiro William Wallace, que possui 2 metros de altura e pode vencer sozinho mais de 100 homens, claro que não eram verdadeiros, porém eram prova da fama deste nome.

O filme já começa cometendo pecados históricos, mas, como eu disse, esses anacronismos existentes no filme, são detalhes que passam a ser meras curiosidades quando entramos dentro daquele mundo. As batalhas, que ocuparam mais de 90 horas de material gravado, marcaram tanto pela coordenação de um número sem fim de figurantes, do uso de cavalos mecânicos construídos especialmente para a cena (que ficaram tão reais que o diretor foi investigado por associações de proteção aos animais por cenas onde eles são “maltrados”), pelos discursos anteriores as batalhas que viraram moda nos épicos posteriores e, claro, pela violência explícita que passaria a ser uma constante nos trabalhos seguintes do diretor (Paixão de Cristo e Apocalypto). Gibson pode até parecer velho demais para o papel de Wallace (conta-se que ele só interpretou o personagem por exigência da Paramount), mas como diretor o trabalho dele foi preciso (embora alguns contestem): Coração Valente é emocionante, tem boas cenas de ação, boas atuações e, apesar das simplificações que muitas vezes tornam os personagens unilaterais, passa uma bela mensagem sobre viver intensamente e não sujeitar-se a governos tiranos. “FREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEDOM!!!”

(pode até soar piegas mas, quase 16 anos depois, ainda é emocionante pra chuchu!)




"Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade, lhe digo então: nunca viva com os grilhões da escravidão, meu filho"
(Willian Wallace)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

WILLIAM WALLACE - A BATALHA DE FALKIRK





A BATALHA DE FALKIRK




Encorajados, muitos escoceses se somaram ao novo exército libertador para fazer frente à iminente invasão inglesa, a qual acontece durante o ano de 1298, encabeçada pelo próprio rei da Inglaterra, Eduardo I.
Foi enviado à Escócia o maior exército inglês que já havia pisado em solo escocês. Wallace tinha um plano, retirar toda pessoa que pudesse ser útil aos ingleses, bem como os meios de subsistência, e assim, dessa maneira o exército inglês sofreria de fome e ele poderia interceptá-los, quando intentassem entrar em seu país. Sem dúvida Wallace nada poderia contra os homens que seguiam sendo fieis ao rei Eduardo.
Dois lordes escoceses (Dunbar e Angus) comunicaram a Eduardo onde se encontravam as forças escocesas, mas, entre tanto, uma batalha frente a frente foi inevitável.
Em 22 de julho, tropas inglesas e escocesas se enfrentam em Falkirk, recaindo a vitória sobre o exército inglês.
Nas proximidades de Falkirk em Julio de 1298, Eduardo com uma grande quantidade de arqueiros, dizimam as fileiras escocesas e posteriormente envia sua cavalaria para aniquilá-los. A cavalaria pesada com a qual contava Wallace, se abstêve de combater contra os ingleses, abandonando-o a sua própria sorte.
Desta vez a cavalaria ligeira de Wallace nada pode fazer ante os arqueiros ingleses, que utilizavam flechas de fogo para disseminar pânico entre o inimigo.
Assim, Eduardo I ganha uma batalha decisiva contra os escoceses. Wallace apenas pode escapar com vida depois de ser atraiçoado por Robert “the Bruce” que trocou de lado e deu seu apoio a Longshanks.
Além da derrota, ele têve que suportar o desprezo dos próprios nobres escoceses, que nomearam Guardiões da Escócia Robert Bruce e John Comyn, este último, sobrinho de John Balliol. Também teve que sofrer a perfídia, em batalha, de seu melhor amigo: Sir Andrew Moray.


O resultado dessa derrota, é que William Wallace teve que se ocultar durante os 7 anos seguintes, isto é, sem deixar de alimentar o desejo de levar a cabo uma espécie de guerra e de guerrilhas que levasse os ingleses as raias da loucura. Em numerosas ocasiões deram-no por morto, mas sempre reaparecia para despojar algum nobre de seus pertences ou queimar suas propriedades. Inclusive durante vários meses se pensou que havia sido ele um dos 5.000 escoceses falecidos em batalha.
Eduardo I, não contente com a derrota escocesa em Falkirk, voltou a invadir a zona norte e noroeste da Escócia, na região das terras em que só os Bruce resistiram.
Não se conhece muito do que dizem de Wallace depois de Falkirk. Dizem que foi ao estrangeiro em busca de apoio de diversos países, mas também existe uma verdade histórica de que Wallace viajou, posteriormente, a Roma, onde foi recebido pelo Papa Bonifácio VIII, e que inclusive foi até a Noruega, onde, reclamou os antigos vínculos entre ambos os reinos devido à lady Margaret, e de que também tivesse solicitado ajuda de Haakon VII. Mas todos os seus esforços foram vãos.
Até da França solicitou ajuda (Felipe o Belo reinava nessa ocasião), inclusive chegou a viver um tempo por lá, mas se negaram a apoiá-lo já que tinham um tratado de paz com os ingleses e inclusive haviam dado a mão de uma princesa francesa para se casar com Longshanks (depois da guerra dos 100 anos).
Um fato importante marcou o desenrolar desta contenda: a conquista, em 1304 do castelo de Stirling por parte das tropas inglesas. Este revés fez com que a maioria dos clans nobres escoceses se apresentassem para firmar um tratado de paz com a Inglaterra, ao qual se negou, paradoxalmente, se negou o próprio Eduardo I a não ser que lhe entregassem William Wallace, com quem a justiça britânica tinha pleitos pendentes.



Eduardo, numa tentativa de ofuscar a popularidade do guerreiro escocês, nunca lhe reconheceu seu status a não ser o de bandoleiro de seus primeiros tempos. Se o problema para a paz era Wallace, não havia outro remédio senão a traição.
Em 1304, havendo um novo rei na Escócia, dando anistia para aqueles que haviam ajudado Wallace, que foi capturado em 3 de agosto de 1305. Uma versão afirma que o culpado pela sua captura foi um escocês chamado Ralph Era, que o delatou para poder sair livre. Outras versões nos dão conta de que Sir John Menteith, um escocês que o havia capturado nas cercanias de Glasgow, antigo amigo e companheiro de armas de Wallace, que introduziu um de seus sobrinhos em seu bando, para assim estar a par de tudo quanto se passava.
O certo é que William Wallace foi capturado e conseguiram levá-lo ao castelo de Carslile, onde foi encarcerado em uma masmorra. Dali foi levado à Londres em 22 de agosto fortemente custodiado e amarrado a um cavalo, durante uma longa viagem de 17 dias, onde se procedeu, a pedido de Pernas Longas, seu infame julgamento. No percurso pelas ruas de Fenchurch, multidões zombavam dele e lhe atiravam comida e pães podres, haja visto, que os ingleses haviam sido levados a acreditar que Wallace era um impiedoso fora-da-lei, que havia matado ingleses inocentes e que por isso deveria ser punido.



O JULGAMENTO




Em 23 de agosto levaram-no à Westmister Hall, onde ficou diante de uma magistratura designada pelo rei Eduardo I, que o obrigou a ficar em uma plataforma e a usar o que alguns acreditavam ser uma coroa de espinhos. Ele foi acusado do assassinato do xerife de Llarnark, Hazelrig, cometido oito anos antes e também de imoralidade, blasfêmia e até traição ao rei. Wallace afirmou nunca haver jurado lealdade a Pernas Largas, e que por isso não era traidor. As acusações eram lidas e a sentença pronunciada, como era de costume, uma vez que os marginais, estando fora da lei, não tinham direitos. Wallace não teve oportunidade de falar em sua própria defesa e a sentença foi executada imediatamente: foi amarrado com couro a dois cavalos e arrastado por quilômetros, até Smithfield, onde se localizava o local de justiça, sendo apedrejado no caminho, pela multidão que abarrotava as ruas de Londres.





A EXECUÇÃO





Os detalhes de sua execução são especialmente cruéis, mesmo inclusive, para os padrões da época.
No local da execução o enforcaram até ficar quase inconsciente e então, foi a amarrado a uma mesa para ser estripado e suas entranhas foram queimadas ainda presas a ele. Também foi castrado e finalmente ficou livre do seu inimaginável sofrimento quando resolveram decapitá-lo. Seu corpo foi esquartejado e os pedaços enviados para New Castle em Tyne, Berwick, Perth e Stirling. Sua cabeça foi colocada em uma estaca na Ponte de Londres, de modo que todos a pudessem ver, como advertência para outros possíveis “traidores” e suas mãos e pés, foram espalhados pelos quatro extremos da Inglaterra mas o seu coração foi enviado para a Escócia.
Em Alberdeen, onde levaram o seu pé esquerdo, foi enterrado o que sobrou do seu corpo. Este tipo de execução contra o delito de traição foi introduzido na Inglaterra pelos normandos e estêve em vigência até o século XVIII e seguramente foi usado com bastante freqüência, tendo em conta que na Torre de Londres está a chamada Porta dos Traidores.



DEPOIS DE SUA MORTE
- O LEGADO -





A luta pela independência da Escócia continuou.

Em 1314 Roberto Bruce tomou as rédeas da rebelião e combateu os ingleses até conseguir a independência em 1320. Foi coroado como rei da Escócia como o Rei Robert I da Escócia. Ninguém jamais esqueceu sua traição a Wallace durante a batalha de Falkirk e em seu leito de morte pediu que seu coração fosse levado nas cruzadas, buscando o perdão de Deus pelos seus erros do passado. Eduardo I faleceu no princípio do século XIV e foi seu filho Eduardo II quem concedeu Independência à Escócia.
Em 1869, as autoridades escocesas decidiram levantar um gigantesco monumento nacional em memória de seu herói, situado precisamente a poucos quilômetros em que ocorreu a batalha de Stirling Bridge. O mítico guerreiro, o batalhador pela independência escocesa, cobrava assim grande parte da dívida que tinha em seu país; não obstante, sua figura era relativamente desconhecida fora da Escócia até que, ao final do século XX, a indústria cinematográfica norte americana (Coração Valente – BraveHearth, de Mel Gibson) resgatou o evidente atrativo de sua vida para realizar uma espetacular superprodução mediante que, quase setecentos anos depois, o planeta inteiro conheceu a luta e os ideais de William Wallace.
William, apesar de sustentar sua ação sobre uma ampla base popular, não lutava pelos direitos dos camponeses ou dos menos favorecidos socialmente; o herói, mesmo antes de ser nomeado sir, era o filho de um rico senhor de terras, e se por lutava por algo contra os ingleses era porque se haviam oposto ao tradicional funcionamento da monarquia escocesa, que recaia sempre sobre um natural do país.
Lutava por patriotismo, por liberdade, por amor a sua terra e ódio aos estrangeiros que dominavam a terra galesa. Wallace, nunca teve nenhuma pretensão de ocupar o trono, nem tão pouco de estabelecer outro tipo de governo, como a República, sendo que sempre lutou pela restituição da monarquia escocesa aos seus legítimos donos, em última instância, os Bailleul ou os Bruce, a quem, tanto no poema épico como na versão cinematográfica, se apresentam como os legítimos traidores da causa independentista escocesa.
Devemos perdoar especialmente, esse escritor lírico, a esse menestrel cego de nome Henrique: ver a evolução das pretensões nobiliárias escocesas cem anos depois, claro que a situação em que havia caído o reino merecia, com justiça, o qualificativo da tradição dos ideais defendidos por Guayabee, especialmente a disposição para o julgo suave inglês mostrado pela aristocracia da Escócia da Idade Média, que foi vendida pela melhor oferta. Em troca de um punhado de terra e títulos de nobreza entregavam o futuro de uma Escócia de sociedade livre, juntamente com os sonhos do valente e bom escocês.
A questão é que William Guayabee (Wallace, para os amigos), o herói, passou da História ao mito a lenda e, milhões de escoceses, inclusive pessoas de outros países, querem vê-lo refletido como um hábil diplomata, tenaz lutador, um estrategista brilhante, um guerreiro gigante (de acordo com as crônicas do tempo, media cerca de dois metros)e, especialmente, como campeão do desafiante ferrenho de uma idéia tão atrativa e mistificada como a independência, em todos os aspectos, pela qual William Wallace dedicou conscientemente sua vida e inconscientemente sua posteridade.




Cont... CORAÇÃO VALENTE EM HOLLYWOOD

quarta-feira, 4 de maio de 2011

WILLIAM WALLACE - A BATALHA DE STIRLING



WILLIAM WALLACE - A BATALHA DE STIRLING



O seguinte enfrentamento seria grandioso e necessariamente decisivo: um numeroso e bem armado exército, com muitos veteranos das guerras de Flandes e Gales, faziam frente a quem até então só haviam feito guerrilhas e estavam armados principalmente com espadas, lanças, flechas e facas.
Uma vez constituída uma força coesa o suficiente para entrar em combate, Wallace se associa, em 11 de setembro de 1297 a uma vitória importante na batalha sobre a ponte Stirling, ao vencer as tropas inglesas que buscavam cruzar o rio Forth.
Os exércitos se encontraram no povoado de Stirling e apesar de serem superados numericamente, eles tinham um exército 5.000 homens, e os ingleses eram 50.000 soldados a pé, 4.00 arqueiros e 1.000 cavaleiros a cavalos.
Os escoceses se recusaram a solicitação dos ingleses para se renderem e por isso eles decidiram travar o combate.

Os ingleses deveriam cruzar uma ponte estreita para chegar ao outro lado do rio Forth para poder eliminar Wallace e seus homens. Quando os ingleses aceleraram o passo, a um sinal de Wallace, seus homens destruíram a ponte e dividiram o exército inglês em dois. Os homens de Wallace se arrolaram em combate colina abaixo contra os ingleses, que confundidos, não puderam opor resistência.
O exército inglês restante, que ficou sem cruzar a ponte, viu como foram massacrados os homens que haviam chegado ao outro lado. O pânico se apoderou deles e fugiram para a Inglaterra. Wallace manteve essa posição por aproximadamente 300 dias derrotando os efêmeros intentos de vencerem-no.



Conta a lenda, que quando ganhou a batalha e matou o comandante inglês, ele o esfolou e fez um cinturão com a sua pele e, com a pele que restou, forrou com ela a empunhadura de sua espada. Por seu triunfo, foi eleito para o cargo de regente.
Na verdade, nestes primeiros dias de luta, William e seus soldados eram unicamente um grupo de bandidos. O que veio a defini-lo como guerreiro incomum e suas inusitadas tropas foi que um dos mais importantes cavaleiros do país, sir Andrew de Moray, abraçou a sua causa em agosto de 1296. O contingente de ambos sempre comandados militarmente por Guayabee se dirigiu, nesse mesmo mês, a sitiar o inexpugnável castelo de Stirling, importantíssimo obstáculo estratégico escocês que havia sido presa fácil de Eduardo I na primeira onda invasora.
A picardia do guerreiro foi chave nessa ocasião, aqui as fontes voltam a serem inseguras com o episódio de novo: ao que parece, Willian simulou uma entrevista com o alcaide de Stirling, John Warenne, conde de Surrey, na qual, supostamente, os escoceses iriam se render. A vaidade do conde de Surrey, o fez aceitar a oferta de diálogo e, quando as tropas inglesas estavam prestes a atravessar a ponte sobre o rio Forth (a Stirling Bridge que deu nome a batalha), parte das tropas de Wallace caíram sobre o inimigo, mas o outro contingente, comandado por sir Andrew, os esperava na retaguarda e derrubava a ponte. A manobra foi um êxito rotundo: o conde de Surrey foi derrotado e as tropas inglesas aniquiladas; o castelo de Stirling ficou livre para que, em nome do rei e do povo escocês, Wallace o ocupasse.




Stirling Castle
Aquela vitória seguiram-se outras, incluindo a tomada do castelo de Endimburgo. E assim ficou a escócia momentaneamente livre dos ingleses.
Apesar da euforia escocesa, as notícias catastróficas não pareciam incomodar em excesso o governo inglês, sobretudo aos conselheiros de Eduardo I, que consideravam a Wallace um esfarrapado bandido e apesar de sua vitória em Stirling Bridge, confiavam que poderiam derrotá-lo sem maiores problemas. Mas a audácia de Wallace não conhecia limites: em outubro de 1297 invadiu a Inglaterra, por Northumberland e Cumberland, em uma cruel expedição de pilhagem, saques e devastação. O êxito da expedição trocou substancialmente o rumo dos acontecimentos por dois motivos principais: o povo escocês começou a venerar Wallace, o que o abriu as portas para uma aliança com o resto dos nobres, e o rei inglês, Eduardo I, teve plena consciência de que se confrontava com um inimigo dificílimo, pois que havia demonstrado sobradamente seus dotes de estrategista e de guerreiro.
Não obstante, ao começo de sua fama, e ao início de seus contatos com a aristocracia escocesa, também temos que fazer referência ao princípio de sua decadência, pois as linhagens contentoras, sem nenhuma dúvida, se aproveitaram da popularidade de Wallace para defender seus próprios interesses. O primeiro deles foi John Bailleul, que, em dezembro de 1297, o sagrou cavaleiro, com toda solenidade inerente a esse tipo de cerimônia, além de nomear sir William Wallace guardião do reino e governador em nome dos Bailleul, legítimos monarcas. Seguramente, os Bruce, inimigos dos Bailleul no acesso ao trono escocês, quando se inteiraram da notícia, franziram a testa.
Tinha sido eleito Guardião da Escócia, título que quase equivalente a nomeá-lo rei (o autêntico, John Balliol, estava preso em Londres; mais tarde seria exilado na França, de onde não regressaria).




Então William Wallace viu que havia outro trabalho a fazer: restaurar as vias comerciais e diplomáticas com os outros países, tal como estavam com o rei Alexandre III.
Alarmado com a derrota inglesa, Eduardo I regressou de Flandes, onde mantinha outra guerra, e foi em pessoa até a Escócia com um enorme exército que foi avançando pelo norte da Inglaterra, onde William Wallace também havia conquistado algumas cidades, fazendo fugir os escoceses que se encontravam por ali. Eduardo invadiu a escócia em 3 de julho de 1298.
Resulta bastante significativo que, embora pese o fato de que os Bruce haviam lutado com bravura contra a invasão inglesa, após a cerimônia cavalheiresca o comentário fosse o próprio Wallace, sempre acompanhado de sir Andrew de Moray, que ficaria à frente da nova invasão.
Então Willian Wallace, usou a prática da terra queimada, para que o inimigo não encontrasse provisões na caminhada, mas isso já estava previsto pelo rei inglês, e levavam provisões em barcos desde a Irlanda, mesmo que em algumas vezes tivessem que lançá-los ao mar por causa das tormentas.
Apesar desta imensa força, três vezes maior que a dos escoceses, William Wallace foi atraiçoado por dois de seus nobres.


A seguir, A BATALHA DE FALKIRK

segunda-feira, 2 de maio de 2011

HERÓIS ESCOCESES I - WILLIAM WALLACE




Heróis Escoceses I – William Wallace


INTRODUÇÃO

Em um território inóspito como era a paisagem das terras altas escocesas na época da dominação inglesa, a firmeza do caráter dos Hilanders não é algo que se deva estranhar.
Dentre todos eles, se tivéssemos que destacar uma pessoa teria que ser, indubitavelmente, Sir Willian Wallace.
Como em qualquer outro caso em que o dever cavalheiresco de um homem se converte em lenda, por colocar outros exemplos medievais , El Cid, Godofredo de Bouillón ou Carlos Magno, pesquisar sobre a vida de Willian Guaybee se converte em um perigoso exercício historiográfico, devido à escassez de dados objetivamente viáveis.
A maioria das referências sobre sua vida procedem de um poema épico escocês da segunda metade do século XV, atribuído a um desconhecido Enrique o Julgar, também chamado, em outras ocasiões, de Enrique o Cego; o tom do poema, entendidamente como antibritánico e contrário à dominação inglesa, também dá a nobreza escocesa um testamento de excessiva anglofilia e corrupta, o que evidencia uma contaminação histórica importante, já que estes problemas, visíveis por completo no século XV, não eram os que aconteciam na nobreza na época de Guayabee.
Algo mais real, mas nulas no plano objetivo, estão às notas sobre ele transmitidas pelos cronistas ingleses contemporâneos. A descrição de Guaybee é totalmente negativa e parcial, o apresentando como um pagão, um monstro, um ogro e um verdadeiro demônio. A pesar de tudo é possível se ter um esboço com mínimas garantias historiográficas, pois Guaybee, se o herói ou demônio, o foi, desde logo, um homem conforme as coordenadas políticas e sociais do seu tempo.
Obviamente, o primeiro fator que temos que assinalar é a origem galesa de Guaybee e é a transliteração atual do antigo escocês “Welsach” descende de ‘Gales’. A pesar disso, não se deve estranhar seu temperamento adquirido pelos problemas escoceses, já que na formação medieval deste reino, conviveram grupos heterogêneos de muitas e diversas procedências: pictos e escotos, de forma geral, são os grupos mais conhecidos, mas a eles tem que se somar a constante presença de antigos descendentes dos celtas calcedônios, de prováveis origens romanas, de britânicos, anglos saxões, celtas irlandeses e com certeza galesa, assentada no antigo reino de Strathclyde, ao sul.
Foi o segundo filho de Sir Malcolm Wallace, um nobre menor. Enquanto William Wallace completava seu segundo aniversario em 18 de agosto a Inglaterra comemorava a coroação de Eduardo I, um homem alto e desapiedado apelidado Pernas Largas por sua enorme estatura.
Morto o Rei Escocês e morta a Dama Norueguesa, herda o trono, Eduardo I que vê nisso a oportunidade para tomar o controle da Escócia.



A crise traz a morte de Alexandre III (1286-1296)

Em 1270 Alexandre II subiu ao trono da Escócia. Durante seus quase vinte anos de governo, o reino viveu uma época de paz e prosperidade que se traduziu no crescimento econômico do reino. Mas, com sua morte, as tensões travadas entre as duas linhagens mais importantes da aristocracia escocesa, os Bailleul e os Bruce, se instalaram com violência. A herdeira do trono de Alexandre era sua neta, a princesa menina, Margaret, conhecida com a “dama da Noruega”, por isso se instalou um conselho de regência para o governo. O rei da Inglaterra Eduardo I aproveitou a oportunidade para levar a cabo seu projeto de união com a Escócia, planejando um ardil perfeito: casar a “dama da Noruega” com seu filho e herdeiro, o futuro Eduardo II. Mas a inesperada morte da Princesa Margaret nas Ilhas Orcadas, em 1220, tornou sem propósito este plano, dando condições para que os clãs escoceses disputassem o título.
Eduardo da Inglaterra não só se elegeu árbitro da questão, mas também dispôs que um numeroso exército se prestasse para tomar posição na Escócia.
Os ânimos anexionistas de Eduardo I, alentados pelas contínuas disputas dos principais clãs escoceses, foram muito mais visíveis a partir do momento que ele decidiu excluir do trono os Bailleul, depois que foram derrotados em Dumbar e em Berwick, mas, em especial, depois que John Bailleul firmou a Auld Alliance (1295) com a França. Como queria os rivais de John na corrida para o trono, Robert I Bruce, conde de Carrick, e Eduard Bruce (futuro rei da Irlanda), tampouco eram da confiança de Eduardo, este, antes que a situação escapasse de suas mãos, decidiu recorrer diretamente à força das armas e invadiu a Escócia em 1296.
Entretanto, William Wallace não perdia tempo e ganhava em estatura e agilidade. Chegando a medir 1,85 de altura, dotado de uma espessa cabeleira castanho-avermelhada, William possuía enorme força. Também demonstrava possuir um bom intelecto e poderia ter sido um bom clérigo (lembramos que naqueles tempos, os segundos filhos não herdavam nenhuma terra e se viam obrigados a cobrir-se em baixo do rico manto da Igreja para sobreviver). Estudou idiomas, história, matemática, filosofia e artes sob a tutela de seus tios. Aos 17 anos se reuniu com seus pais por um breve tempo.
A primeira menção de sua atividade como guerreiro teve lugar na vila de Ayr, capital do condado, onde Guayabee (Wallace), junto com outros tantos de seu grupo, atacaram em 1296 o destacamento inglês destinado ao condado e eliminou grande número deles. Apenas dois dias depois foi capturado e levado à prisão onde o abandonaram à sua sorte esperando que morresse de inanição. De novo a história se confunde com a lenda, pois umas fontes falam que uma grande reunião popular o livrou das masmorras, enquanto outras preferem indicar que usou sua astúcia para evadir-se do cárcere. Seja como for, o caso é que desde esse momento, William Guayabee começou a recrutar e treinar a arte da guerra com todos aqueles partidários que quisessem engajar-se na sua cruzada particular contra a dominação inglesa da Escócia.








SUA AMADA, MARION

William Wallace, como amante era um homem de tomar armas, e seu gosto pelas mulheres muitas vezes puseram sua vida em perigo. Porém quando conheceu Marion Braidfute, a herdeira de 18anos do nobre Hugo Baidfute de Lamington, William encontrou a forma de seu sapato.
William e Marion nunca se casaram, dado que ele tinha a opinião de que “um guerreiro nunca devia estar amarrado”. Contudo, dessa relação nasceu uma menina, Margaret. Pouco depois do parto, Marion foi assassinada pelos ingleses, ficando a menininha aos cuidados da família de Marion.
A jovem Marion Braidfute vivia em lannak, cidade governada pelo xerife Hazelrig, o qual para brigar William Wallace a ir a sua cidade e assim poder capturá-lo, matou o irmão de Marion. E efetivamente William Wallace chegou, mas, só que causou uma considerável matança entre os soldados ingleses, teve que regressar ao bosque sem ter conseguido chegar à casa de sua amada. Então, o xerife Helzering, desesperado por não conseguir capturar o foragido mais caçado, matou Marion.
A vingança não se deixou esperar. Nessa mesma noite, William Wallace, desta vez, acompanhado de todos os seus homens, atacou deixando vivos apenas as mulheres e os religiosos.
Aquilo aumentou sua fama e, muitos mais escoceses se uniram a ele e as tropas inglesas durante longos tempos na Escócia sofreram com sua guerra de guerrilhas.
Em seguida o pretendente escocês ao trono (John Balliol) foi exilado. Pernas Longas exigia juramento de lealdade para os escoceses e Sir Ranan Craufud, avô paterno de William, teve que proteger sua filha Margaret e seus dois filhos menores enquanto o pai de William Wallace e seu irmão maior tiveram que ir refugiar-se ao norte por terem se recusado a jurar lealdade ao rei inglês.
Ansioso por documentar-se mais sobre a história de seu país, William se colocou sob a tutela de seu tio sacerdote que estava em Dundee e foi aí que conheceu o monge beneditino John Blair, quem posteriormente seria o capelão das tropas insurgentes de Wallace.
Ao matar em defesa própria a um jovem chamado Selby, que era filho de um dos piores verdugos dos escoceses, as coisas pioraram, pois passou a ser caçado pela lei. William e sua mãe foram a Dunfermline, mas o avô de William lhe faz compreender que era melhor deixar Margaret com ele.
Com seu pai e seu irmão maior no norte, William Wallace teve que tomar a seu cargo a manutenção de sua família. A guerra civil se aproximava na escócia. Em 1291 o pai de William morre em uma emboscada, o que aumenta ainda mais o ódio que sentirá pelos ingleses.
Em maio do ano seguinte, (aqui novamente a confusão entre lenda e realidade é evidente) Guayabee matou o responsável pela morte de seu pai, fato que o transformou, junto com seus seguidores em proscritos, buscados pela justiça não só pela inglesa, mas também pela escocesa.
Deixando ao seu irmão maior o encargo da família, Wallace opta por tomar responsabilidade de parar os abusos ingleses contra os escoceses. Assim, cansado da opressão e do domínio inglês, se uniu a outros jovens, convertendo-se em um bando de foragidos. Com eles, William Wallace, foi até Loudun Hill, onde vivia o cavalheiro inglês Fennwick, que havia matado seu pai.
Ele só contava com 50 homens, frente aos 200 soldados ingleses; mesmo assim, mais da metade deles morreram, inclusive Fennwick.
Os homens de Wallace, além de desfrutarem sua primeira grande vitória, se encontraram com um número considerável de espadas, armas e cavalos. William se converteu assim em um foragido com sua cabeça a prêmio.
Seu pequeno exército se refugiou no bosque de Ettrick e durante 5 anos, junto com seus homens, provocou privações aos ingleses para conhecer ao inimigo e realizou guerrilhas contra tropas e patrulhas, ocasionando numerosas baixas.
Inclusive antes do estabelecimento da guerra, as tropas britânicas (pois, além de oficiais ingleses, contavam com amplo número de mercenários galeses e irlandeses) já haviam despertado a ira popular por seus brutais saques ás indefesas aldeias escocesas.
De fato, embora não seja uma notícia confirmada objetivamente, é bem possível que o pai de William Guayabee, tenha morrido em razão de uma campanha de saques realizadas em 1291no condado de Ayrshire.
Não aceitou o tratado de submissão à Inglaterra firmado em 1297 pelos nobres escoceses realizada com diversas fortalezas inglesas situadas ao norte do rio Forth.
O rei Eduardo mandou 40.000 soldados a pé e 300 ginetes para resolverem o problema escocês sob o comando do Governador inglês da Escócia, John de Warenne. O primeiro grande enfrentamento teve lugar em Irvine, em julho de 1297; muitos nobres escoceses não quiseram participar por não querer estar sob o comando de alguém a quem consideravam de classe inferior.
William Wallace teve que se retirar para o norte, mas depois se voltou contra os ingleses quando eles acreditavam que o assunto estava resolvido.

A seguir, BATALHA DE STIRLING

Cont...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

CLAN FRASER



Acredita-se geralmente que os traços do nome Fraser volta às origens na província francesa de Anjou e Normandia.

É dito que o nome deriva da palavra francesa para morangos ("Fraises") e os braços Fraser são flores de morango de prata sobre um campo de azul.

O Frasers, aparecem primeiro na história da Escócia, em 1160, em East Lothian, e, então, dizem ter chegado em Tweeddale nos séculos 12 e 13 e que depois foram para Stirling, Inverness e Aberdeen.

Sir Simon Fraser foi capturado lutando por Robert the Bruce, e condenado à morte por Edward I em 1306.O Clan Fraser posteriormente dividido em ramos distintos, incluindo os Frasers de Philorth, Lovat e Muchals entre outros. É um impulso natural para uns traçar os ancestrais e a história daqueles que os precederam na linha de família.

As pessoas descobriram que a história da família pode ser ao mesmo tempo fascinante e surpreendente, e em segundo lugar que pode ser frustrante e consumir uma grande quantidade de tempo! A Sociedade Clanfraser da Escócia e do Reino Unido foi formada para ajudar as pessoas, reuni-los em suas pesquisas e para fornecer uma plataforma comum para trabalho.










MAIS HISTÓRIA DO CLAN>>>> Early History of Fraser CLAN



Eles aparecem pela primeira vez, na Escócia, em torno de 1160, quando Simon Fraser fez uma doação de uma igreja em Keith, em East Lothian aos monges da abadia de Kelso. Essas terras passaram eventualmente a uma família que se tornou Earls Marishal da Escócia após a adoção Keith como o seu nome.

O Fraser se mudou para Tweedale nos séculos 12 e 13 e de lá para os condados de Stirling, Angus, Inverness e Aberdeen. Cerca de cinco gerações mais tarde, Sir Simon Fraser (o Patriota), foi capturado lutando por Robert the Bruce, e executado com muita crueldade por Eduardo I, em 1306. A linha Patriota terminou em duas co-herdeiras; a filha mais velha casou com Sir Hugh Hay, antepassado dos Condes de Tweedale, e a mais jovem casou com Sir Patrick Fleming, ascendente dos Condes de Wigtown. Sir Andrew Fraser de Toque-Fraser [d.1297], primo do Patriota, que foi o pai de Sir Alexander Fraser de Cowie [ancestral dos Frasers de Philorth], Sir Simon Fraser [ancestral do Frasers de Lovat], Sir Andrew Fraser e Sir James Fraser de Frendraught.

Sir Alexander foi morto na Batalha de Dupplin em 1332 e seus três irmãos mais jovens foram mortos na batalha de Halidon Hill em 1333.



Frasers DE PHILORTH - SENHORES Saltoun



A linha de Senior é descendente de Sir Alexander Fraser, que participou na vitória de Bannockburn em 1314. Em 1316 ele se casou com a irmã viúva de Robert Bruce, Lady (Virgem) Mary, que tinha sido encarcerada em uma gaiola por Edward I.

Sir Alexander foi nomeado Chamberlain, da Escócia, em 1319, e seu selo aparece na carta ao Papa datado de 06 de abril de 1320, conhecida como a Declaração de Arbroath, buscando o reconhecimento da independência política do país sob o reinado de Robert Bruce.

O neto de Sir Alexander, Sir Alexander Fraser de Cowie e Durris, adquiriu a Manor Place (que viria a ser Cairnbulg Castel) e terras de Philorth pelo casamento com Lady Johanna, filha mais nova e co-herdeira do Conde de Ross. De acordo com uma profecia de Thomas o Poeta: Quando um galo cantar no norte do país, haverá uma Fraser em Philorth.

Várias gerações depois, Sir Alexander Fraser, laird 8 de Philorth [c.1536-1623] fundou Burgh Fraser pela carta Real obtidos em 1592 e construiu Fraserburgh Castel (agora Kinnaird Head Lighthouse). Seu filho mais velho, Alexander Fraser, 9 de laird Philorth [c.1570-1636) casou com Margaret, em 1595, herdeira da Abernethies, Senhor Saltoun.

Em 1668 seu filho, Alexander Fraser, de 10 de Philorth [1604-1693] tornou-se também 10 Senhor Saltoun. O chefe atual do Nome do Fraser é Flora Marjory Fraser, 20 Senhora Saltoun, que é um membro ativo da Câmara dos Lordes.




MAIS HISTÓRIA DO CLÃ > Frasers de Lovat - Lovat SENHORES



O Frasers de Lovat descendem de Sir Simon [irmão de Alexandre, o senhor Chamberlain] Simon Fraser, que se casou com Lady Margaret Sinclair, filha do Conde de Caithness.

Documentos com data de 12 de setembro de 1367, conecta uma Fraser com as terras de Lovat e os Aird. Entre as terras adquiridas pela Frasers Lovat, os destaque foram em Stratherrick, que era muito querida ao coração dos chefes Lovat, as terras da igreja do Priorato Beauly em Inverness-shire, parte da margem sul do Beauly Firth e todo o de Strathfarrar.
Cerca de 1460 Hugh Fraser, 6° Senhor de Lovat [c.1436-1501] se tornou o primeiro Lord Lovat. Várias gerações depois, Hugh Fraser, 9 Lord Lovat [1666-1696], que tinha quatro filhas, mas nenhum filho, legou suas propriedades ao seu tio-avô, Thomas Fraser de Beaufort, em vez de sua filha mais velha, Amélia [1686-1763].

Thomas segundo filho de Simon Fraser, depois do 11 Lord Lovat, tinha planejado se casar com a herdeira Lovat, Amelia, mas o plano falhou, e em retaliação, Simon força casamento com sua mãe, a viúva Lady Lovat (o casamento foi anulado.)

O 11º Lord Lovat "The Fox" plotados com o Governo e as forças jacobitas, e foi o nobre último a ser decapitado na Tower Hill, Londres, em 1747.

O título Lovat foi atingido por uma lei do Parlamento, e as propriedades confiscadas para a Coroa.

Em 1774 as terras perdidas foram restauradas para o seu filho mais velho, Tenente-General Simon Fraser, Mestre em Lovat, mas não o título. A formação original terminou com a morte do mais jovem meio irmão do Mestre em 1815, Archibald, sem descendência sobrevivente legítima. As propriedades passaram por garantia ao herdeiro do sexo masculino mais próximo, Thomas Alexander Fraser, laird 10 de Strichen, Aberdeenshire, que em 1837 foi criado o Barão Lovat na Nobreza do Reino Unido, e a proscrição do título escocês foi revertida em 1857, quando ele tornou-se 14 Lord Lovat.

Com a morte do 17 Lord Lovat, em 1995, aos 83 anos, seu neto, Simon Fraser, nascido em 1977, tornou-se o 18 Lord Lovat e MacShimi 25, o chefe do clã Fraser de Lovat.

FONTE: http://www.fraser-clan.org/frame2.htm

domingo, 24 de abril de 2011

CLAN CAMPBELL





O nome de Campbell é, indubitavelmente, um de considerável antiguidade e o clã tem sido um dos mais numerosos e poderosos nas Highlands.

Geralmente é reconhecido como tendo sido fundada no século 11Sua habilidade em combate era inigualável, e sua influência ímpar na história da Escócia.
Existem 4 diferentes "ramos" da Campbells: Campbell de Argyll, Campbell de
Breadalbane, Campbell de Cawdor, e Campbell de Loudon.

O nome "Campbell" originou-se (alegadamente) a partir do gaélico "Cam Beul" (Boca Curva), um apelido dado a Dugald de Lochawe (avô amado
e o chefe do clã), que tinha uma maneira encantadora de falar de um lado da boca!

Dugald foi tão querido por sua família, que eles decidiram usar o seu apelido como o seu nome do clã, mesmo preferindo-a sobre o original "Argyll".




Não Campbell, ou pessoa de um nome relacionado, que não tenha sido criada na Escócia deve sentir que, por estarem fora de contato com a incrível riqueza do património de seu clã que são de alguma forma menos um "Campbell". A história está lá, e em alguns genes as também. Se o "coração está nas “Highlands" ou não, é uma questão de compreensão e de estilo pessoal.


O que pode estar faltando é informação do conhecimento e da prática viva da cultura do Highlander. Bem encontrados elementos podem ser absorvidos e transmitidos à gerações seguintes de modo que seja mais uma vez, uma herança viva, apesar de renovado para a época atual.


O objetivo do site, dos Campbell, é uma tentativa de delinear o patrimônio vivo de modo que para aqueles que anseiam investigá-lo mais, e para torná-lo seu próprio, poder começar a partir de uma base de conhecimento sincero. Você pode ficar feliz com os fatos, inferências e cortesias indicados aqui sobre você próprio, uma coisa é certa. Você vai saber mais sobre o fundo Campbell revendo tantos muitos mais Campbells antes de você.



O Chefe do Clã Campbell:

Ele reside no castelo de Inveraray (ao lado, em Argyll), a casa ancestral do clã


O atual chefe do clã Campbell, o 13º (da Escócia) e 6° (da UK) Duque de Argyll é Torquhil Ian Campbell,que herdou o título em 2001, fazendo dele, na idade de 33, o Duque yougest no Reino Unido. Uma distinção que ele ainda mantém hoje.


Ele concilia as suas funções como Chefe do Clã, Duke, e proprietário de terras com um papel de consultor da Pernod Ricard, promovendo Scotch Whisky Chivas Regal incluindo Glenlivet, ao redor do mundo. Foi o capitão da Escócia para a vitória em 2004 e novamente em 2005, no World Elephant Polo Championships.

O chefe do clã Campbell tomou seu título do Gaelico "MacCailein Mor" de Colin Campbell Mor - «Colin, o Grande", que morreu em 1296, e foi sucedido por seu filho, Sir Neil Campbell, companheiro e irmão-de-lei (ou cunhado) do Rei Roberto Bruce.



Nos tempos de Robert Bruce, a sede da família foi o grande castelo em Innischonnell em Loch Awe, e assim permaneceu até 1400, quando Sir Duncan Campbell (bisneto de Sir Colin) mudou a sede do clã para Inveraray em Loch Fyne. Ele foi nomeado Lord Campbell e, posteriormente, uma seqüência constante de títulos foram concedidos à família. Seu neto, Colin Campbell foi nomeado Conde de Argyll, em 1457. Archibald Campbell foi nomeado Duque de Argyll (Escócia) em 1701.





TARTAN CAMPBELL





















FONTE: http://www.ccsna.org/

sábado, 23 de abril de 2011

CLAN CAMERON












A HISTÓRIA DO CLAN CAMERON
FONTE: http://www.clancameron.org.uk/






SEDE DO CLAN
Achnacarry, é a sede familiar de Donald Angus Cameron de Lchiel, o XXVII Chefe e Capitão do Clan Cameron. O edifício em si, atualmente, substitui o original de madeira destruído durante a rebelião de 1745. Está situado numa agradável planície perto do Rio Arkaig, junto ao Spean Bridge (Ponte Spean). Ao lado da casa tem a famosa linha de faias em Gentle Lochiel – um trabalho que estava desenvolvendo quando soube que o Príncipe Charles Edward havia desembarcado em Glenfinnan. Não muito longe dali, perto da entrada de Loch Arkaig está o Mile Dark que ficou famoso na trilogia no DK Broster’s Jacobita.






O CHEFE DO CLAN CAMERON
Donald Angus Cameron de Lochiel é o hereditário chefe do Clan Cameron tendo herdado o título com a morte de seu pai em 2004.



Ele nasceu em 5 de Agosto de 1946 de Sir Donald Hamish Cameron e de Lady Margaret . Em 1974 ele casou com Lady Cecil Kerr e teve três filhas; Catherine Mary, Lucy Margot e Emily Frances e seu filho Donald Andrew denominado de Lochiel Yr. Lochiel foi educado em Harrow e teve formaçãoem Oxford, posteriormente, como Revisor Oficial de Contas e, ultimamente, foi diretor da J Henry Schroder & Co. Ele é atualmente lorde-tenente de Inverness-shire.





OS ANOS INICIAIS
Donald Dubh, nasceu em 1400 e é geralmente aceito como sendo o primeiro autêntico chefe.
Sir Ewan Cameron (1629-1719) foi provavelmente o maior dos chefes Cameron e Cameron Donald - o Gentil Lochiel (1695-1746) que ficou mais conhecido por seu fiel apoio ao príncipe Charles Edward Stuart, em 1745.



Nos últimos anos, o Chefe Sir Donald Cameron H, KT, XXVI (1910-2004), pai do Lochiel atual, será lembrado por assegurar a excepcional liderança do Clan Cameron, viajando pelo mundo para participar de eventos do Clan Cameron.



A foto à esquerda é uma cópia do Chefe Cameron do quadro de McIan.






TARTANS CAMERON



Além do primeiro, todos os tartans Cameron tem uma linha de ouro distinta dentro de seus desenhos.


O tartan ilustrado à esquerda é do Clan Cameron.



Este tartan é o antigo Cameron de Erracht.

Ele está ligada com a 79 ou aos montanheses próprio do reinado Cameron Highlanders formado por Sir Alan Cameron de Erracht.
O tartan usado na impressão McIan e Lochiel é de Cameron Lochiel e normalmente só é usado por membros da família.



PARA SABER MAIS: Duncan G Cameron, Hillockhead, Fortrie, Turriff, Aberdeenshire AB 53 4JA.