TÁ MÍLE FÁILTE ROIMH - YN FIL O WEILHAU CROESO - ARE A THOUSAND TIMES WELCOME - SEJAM MIL VEZES BEM VINDOS

domingo, 18 de julho de 2010

UMA VIAGEM À IRLANDA

A ilha da Irlanda tem uma extensão de mais 84 421 km², dos quais cinco sextos pertencem á República da Irlanda, constituindo o restante a Irlanda do Norte.
É banhada a oeste pelo oceano Atlântico, a nordeste pelo canal do Norte, a leste pelo mar da Irlanda e a sudeste e sul pelo canal de São Jorge e pelo mar Céltico.
A costa ocidental da Irlanda consiste principalmente de arribas, colinas e montanhas baixas (o ponto mais elevado é o Carrauntoohil, com 1 041 m).
O interior do país é predominantemente composto por terras agrícolas relativamente planas, atravessadas por rios como o Shannon e ponteado por vários lagos grandes, os loughs.
O centro do país faz parte da bacia hidrográfica do rio Shannon, e contém grandes áreas de paul, usados para a produção de turfa.
O clima temperado da ilha é modificado pela corrente do Atlântico Norte e é relativamente suave. Os verões raramente são muito quentes, mas é raro fazer muito frio no inverno.
A precipitação é muito comum, com até 275 dias de chuva por ano em algumas partes do país.
As cidades principais são a capital, Dublin, na costa oriental, Cork no sul, Galway e Limerick na costa ocidental e Waterford na costa sudeste .

Principais Cidades

Dublin
Dublin deve seu nome à palavra Dub Linn, ou seja, lagoa negra. Nessa porção de água, formada quase na foz do rio Liffey, os celtas tinham um santuário religioso. Essa posição estratégica voltada para o canal entre as ilhas britânicas foi tomada pelos vikings no século 8 e, depois de muita briga, os mesmos acabaram expulsos pelos celtas.
O alívio não durou muito, porque uns poucos séculos depois aportaram os normandos. Dessa mistura (sobretudo dos vikings) é que vem o cabelo vermelho dos dublinenses, a cultura dos pubs e provavelmente a simpatia, o que você pode ser comprovado, conhecendo-se um entre os mais de um milhão de moradores.
Dublin é a capital da República Irlandesa, com seus 500mil habitantes é a cidade mais povoada da Irlanda, apesar de ser o país menos populoso de toda a Europa. A cidade situada na bacia do Rio Liffey é detentora do porto mais importante da região, além de ser grande produtora de cerveja, eletrônica, mecânica e destilados. O que faz de Dublin o centro econômico e político Irlandês.
Um bom período para se visitar a cidade seria durante o verão. (Apesar de que o nome “verão” indica apenas a época do ano. Dublin é conhecida por haver as 4 estações no mesmo dia! Chove, faz sol, faz frio e faz calor. Quer dizer, calorzinho…)

Clima

Janeiro – máxima de 8º C e mínima de 3º C
Fevereiro – máxima de 8º C e mínima de 3º C
Marco – máxima de 9º C e mínima de 3º C
Abril – máxima de 12º C e mínima de 4º C
Maio – máxima de 14º C e mínima de 7º C
Junho – máxima de 17º C e mínima de 9º C
Julho – máxima de 19º C e mínima de 12º C
Agosto – máxima de 19º C e mínima de 11º C
Setembro – máxima de 17º C e mínima de 9º C
Outubro – máxima de 14º C e mínima de 8º C
Novembro – máxima de 10º C e mínima de 4º C
Dezembro – máxima de 8º C e mínima de 3º C


A cidade é extremamente cosmopolita, deixando a impressão que existem mais estrangeiros que irlandeses pelas ruas. Talvez por isso, os cidadãos dublinenses sejam tão receptivos aos turistas.
A cidade tem uma vida noturna muito agitada e famosa por seus pubs regados a música tradicional irlandesa e muita cerveja Guinness. O primeiro lugar a se conhecer é sem dúvida o Temple Bar, e depois se pode esticar em uma disco nas proximidades da O’Connel Street e Grafton Street.
Durante o dia, um passeio aos parques públicos é aconselhável. Destaque para o Stephen’s Green e para o maior parque urbano da Europa, o Phoenix Park. Dublin é uma cidade para se passar pelo menos 4 dias em uma viagem à Irlanda.


Pontos Turísticos
Temple Bar
Grafton street
Merrion Square
Parnell Square
O’Connell Street
Trinity College
Dublin castle
Catedral de St. Patrick
Guinness Storehouse
Centro Cultural James Joyce
Fontana Anna Livia Millenium
Parque St. Stephen’s Green
Jardins Iveagh
National Botanic Garden
Phoenix Park


Cork
Situada na região sudeste da ilha, Cork é a segunda cidade da república da Irlanda, depois de Dublin, da qual sempre tentou manter uma certa independência. A zona mais importante e interessante da cidade é o bairro de Quays, que desde os tempos de primeiro crescimento (cerca de 1500 anos atrás), representa o coração cultural e comercial de Cork. O clima é levemente mais agradável que no resto da Irlanda, graças à sua posição meridional e a proximidade com o mar. A cidade sempre representou o principal centro do Movimento Feniano, por isso é também o segundo centro político da Irlanda.


Principais Pontos Turísticos
Castelo Bernard
Castelo Blarney
Monasterio castlemartyr carmelite
Local de nascimento de Michael Collins
Catedral Cobh
Catedral St. Finbarr
Ruínas Timoleague Franciscan
Ponte Trinity
Castelo Connagh
Castelo Desmond
Forte James
Drombeg Stone Circle
Temblerbryan Stone Circle


Galway
Situada no lado oceanico da ilha, Galway é a cidade mais importante da Irlanda ocidental. Uma cidade que vive basicamete da pesca e da Industria. Muito simpática, mas com poucas atrações turísticas dentro da cidade.
Geralmente os turistas que visitam Galway fazem os passeios nas ilhotas e penhascos próximos a cidade.
Com um clima chuvoso na maior parte do ano e paisagens exuberantes, Galway é um ponto crucial da ilha pra quem gosta de Natureza bela e virgem!!!
Um passeio imperdível em viagem Irlanda, é o Cliffs Of Moher! Uma das paisagens mais belas que já vi!


Principais Pontos Turísticos
Praça Eyre
Muros da cidade Medieval
Kirwan’s Lane
Castelo Lynch
Galway Arts Centre
Arco Espanhol
Catedral de Galway
Ilas Aran
Hill of Doon
Castelo Ross
Ciff’s of Moher


Kilkenny
Situado às margens do rio Nore, no sudeste da Irlanda, Kilkenny é uma das cidades históricas mais importantes da república, aliás uma das mais belas pra se visitar. Caracterizada por um clima mais agradável que no resto do país, a cidade de origens antiguíssimas, viveu o seu maior esplendor nos anos de 1300, quando o seu castel hospitava o Parlamento. É um centro turístico importante, famoso por sua produção de uma excelente cerveja. Não se pode perder em uma viagem irlanda.


Principais Pontos Turísticos
Black Abbey
Castelo Kilkenny
Castelo Yard
Castelo Grace
National Craft Gallery
Casa Rothe
Casa Shee Alms
Catedral St. Canice
Cervejaria St. Francis Abbey
St. Kieran’s college
The Thosel
Teatro Watergate
Woodstock Garden
Parque Castlecomer
Parque Jenkistown
The watergarden


Limerick
Limerick é por população e importância, a terceira cidade da Irlanda e se encontra às margens do rio Shannon, o maior rio da ilha. A cidade é constituída de uma parte antiga, chamada de Irishtown, e da parte nova, Newton. Centro de ataques dos nacionalistas irlandeses e centro religioso da população católica do país.
É aconselhável visitá-la apenas no período de verão, pois durante o resto do ano, a cidade é muito fria e chuvosa.


Principais Pontos Turísticos
Catedral st Mary
Castelo King John
Area do castelo Lane
Limerick Museum
Belltable Arts Centre
Parque Arthur’s Quay
Parque temático Celta
Lough Gur
Castelo Matrix
Castelo Glin


Malahide
Malahide é uma cidade turística do litoral irlandes, a 16km ao norte de Dublin, famoso pelo belíssimo Castelo de Malahide, a vila portuária, a praia pitoresca, as pequenas ilhas em torno e às atrações turísticas (diversos pubs e restaurantes para todos os gostos).
Para se chegar à Malahide basta um trem urbano que sai de Dublin, ou de ônibus. Aconselhável pra quem consegue ter um dia de sol em Dublin!


Principais Pontos Turísticos
Castelo Malahide
Parque de Malahide
Porto

quarta-feira, 14 de julho de 2010

CONHECENDO A IRLANDA


A República da Irlanda, ou Eire, é um país de 4 milhões de habitantes, dos quais 1,5 milhão em Dublin, terra do verde, da Guinness, dos leprechauns e dos arqueiros medievais, lugar onde a paixão nacional é beber (tanto dos homens quanto das mulheres), os assuntos do dia-a-dia são o clima, as trapalhadas do governo (são muitas!!) e os esportes nacionais são o Gaelic - misto de futebol e o Rugby, similar ao futebol australiano - e o Hurling (variação do Gaelic, joga-se com tacos), ambos praticados apenas no Eire.
Belas paisagens e povo hospitaleiro são encontrados aos montes, sobretudo no interior; o interior será tema do próximo texto.

Se o objetivo é morar, estudar ou trabalhar, seu destino é a capital, Dublin.
A cidade oferece alguns pontos turísticos como o Trinity College, universidade bem no centro, que abriga o Dublin Experience - apresentação multimídia da história do país, desde os Vikings até os dias de hoje - além de uma bela biblioteca, onde é possível ver o Livro de Kells, manuscrito de 800 d.C.
Também encontra-se, ao lado do Parque St. Stephen's Green, a melhor opção pra quem quer paz e silêncio e fugir da confusão do centro. Outros lugares que merecem ser visitados são:
- Fábrica da Guinness, onde, por vários andares, pode-se acompanhar a história e o processo de fabricação do Black Stuff - o passeio custa 10 euros, com direito a 1 pint no pub, que é todo espelhado e no topo de uma chaminé, e oferece uma bela vista da cidade;
- Phoenix Park, maior parque urbano do mundo e reduto dos boleiros nos finais de semana;
- St Patrick's Cathedral, do legendário padroeiro do país. Graças a ele em 17 de março há uma das maiores festas do ano em qualquer país de língua inglesa;
Nos arredores da cidade, para um belo dia de caminhada ao ar livre, pegue o DART (trem urbano) sentido norte, pare na estação Howth e faça a trilha em volta da península de mesmo nome, ou sentido sul em direção à Bray, e dar uma voltinha na praia.
A vida noturna é bem agitada, em qualquer dia da semana, mesmo com os pubs fechando à 1h30 e o pint a 4 ou 5 euros! Para o irlandês, 6 a 10 pints é a média (fora algumas doses de vodka com coca-cola).
Portanto se quiser acompanhá-los, prepare o engov e agüente o rombo no orçamento.
Aí vão algumas sugestões de pub: Arlington Hotel (tradicional dança e música irlandesa, todo dia às 21h), Mezz (reggae, ao vivo, às quartas), Whelan's e Phantasm (rock), Brussels (hard rock), Odeon e 4 Dame Lane (lounge, dance) e Fitzsimon's ou Turk's Head (pop, Britney, Espirro, Cristina Narguile e outros).
Para ver o que está acontecendo, os principais eventos, confiram esse site, www.dublinks.com.
Não só a balada, mas o custo de vida de um modo geral é bem alto em Dublin.
Se você for estudar ou trabalhar, a acomodação em casa de família não é uma boa opção porque você vai pagar caro, comer batata com feijão doce e não ter tanta liberdade.
A principal vantagem, que seria morar com falantes da língua inglesa, obtem-se dividindo um lugar com outras pessoas, sempre há alguém procurando, é fácil achar, seja apenas cuidadoso na escolha, principalmente se tiver que pagar depósito (uma semana ou um mês adiantado) e assinar contrato, o que ocorre na maioria dos casos.
Comece a procurar por isso já no Brasil, aqui vão dois sites bem eficientes (www.daft.ie , www.livinginireland.com) - tenha um bom mapa da cidade ao seu lado pra saber a distância do lugar.
Se quiser seu próprio quarto, perto do centro, lá se vai uma pequena fortuna (90 a 140 euros pppw, ou seja, per person per week); quanto mais longe, mais gente e mais velho, mais barato é o barraco (é muito difícil achar algo mais barato que 40 euros pppw).
Você pode ainda contatar o Jacob's Inn, hostel perto da Busarass (Rodoviária), eles oferecem um preço semanal de 60 euros (menos de 10 euros por dia é muito barato para um hostel) - o telefone é 00 353 1 8555660, pode ser uma boa de início, te dará um tempo pra procurar algo melhor.
Para comer, espere gastar de 10 a 20 euros por semana, sem regalias e fazendo sua própria comida (supermercados baratos: Tesco, Audi e Lidl).
Os produtos de marca própria são bem melhores que os produtos Carrefour, pode comprar tranqüilo.
Um lanche simples na rua não sai por menos de 2 euros. Só compre em Spars e Centras em caso de muita necessidade.
Por último, locomover-se em Dublin é muito fácil, a rede de ônibus funciona relativamente bem (o ticket semanal para estudante custa 15,50 euros) e para os lugares ao longo da costa há o DART, o qual já mencionei acima.
Agora, a cidade é bem plana e com algumas boas ciclovias, assim bicicleta é uma ótima opção! Tudo bem, a chuva vai te pegar às vezes, mas em compensação, vai chegar mais rápido e economizar bastante (bicicleta usada, em boas condições, custa entre 40 e 70 euros).
Aproveite!
Informações que o consulado me enviou...
De acordo com a lei de imigração em vigor, cidadãos brasileiros portadores de passaporte brasileiro viajando para a Irlanda como turista em um período de até 90 dias não necessitam de visto para viajar para a Irlanda.
Participamos ainda que na chegada à Irlanda, o turista deverá apresentar-se ao serviço de imigração que é o único órgão autorizado a permitir ou negar a entrada de estrangeiros no país.
Informamos que não existe um valor específico em quantia de dinheiro exigido pelo serviço de imigração irlandês para turistas que estejam visitando o país.
Cabe ao cidadão brasileiro fazer uma estimativa de gastos diversos referente ao período de estadia pretendido na Irlanda, e também ter em mãos a comprovação de fundos suficientes para o período de permanência pretendido.
Esta comprovação de fundos pode ser através de extratos bancários correspondentes aos seis meses anteriores a sua viagem, cartão de crédito, dinheiro em espécie ou cheques de viagem próprios ou da pessoa que irá fornecer auxílio financeiro.
Para a segurança de brasileiros viajando para a Irlanda, sugerimos apresentar no mínimo os seguintes documentos originais para as autoridades de imigração:
- Passagem de ida e volta;
- Comprovante de hospedagem para o período que pretende ficar na Irlanda (confirmação de reserva em hotel ou carta convite)
- Comprovante de fundos suficientes para se manter durante o período pretendido no país;
- Passaporte com validade de no mínimo 6 meses após a data em que se pretende deixar a Irlanda.
Maiores informações sobre os regulamentos de imigração favor acessar o site:
Contato da Embaixada do Brasil em Dublin:
Embassy of the Federative Republic of BrazilEuropa House, 5th Floor41 - 54 Harcourt Street, Dublin 2Tel: (00 353 1) 475-6000 / 416-1202 / 416-1204Fax: (00 353 1) 475-1341

domingo, 11 de julho de 2010

A MAGIA DA IRLANDA



A magia da Irlanda não está só em suas lendas,
contos, fadas, duendes, leprechauns e fantasmas.
A magia da Irlanda está na sua alma,
no seu povo alegre e hospitaleiro,
em seus campos verdejantes pintados de bege pelos carneiros,
em seus pacíficos lagos decorados com cisnes nadando,
na sua costa colorida por barcos,
no seu mar que beija as suas rochas misteriosas e milenares,
nos seus inúmeros castelos, nas ruínas de eras passadas,
na neblina que chega sem aviso,
no sol que brilha quando a chuva não cai...
A magia da Irlanda está no ar...


A Irlanda é o último reduto do mundo celta na Europa. É uma ilha vulcânica de paisagens fantásticas, cuja chuva constante ajuda a tornar a grama mais verde, as ovelhas gordas e os rios cristalinos.

Com certeza a primeira coisa que apaixona na Irlanda são as paisagens: verdes colinas, vilas montanhosas circundadas de imensos pastos e pequenas praias de pedra, penhascos gigantescos e um céu indescritivelmente azul.


Um lugar de uma beleza tão incrível que fica difícil reproduzir em um cartão-postal.

Após o impacto da primeira vista, em uma viagem à Irlanda, é aconselhável que se entre de cabeça na vida irlandesa, especialmente na capital Dublin: deixar-se levar pela cordialidade e simpatia dos irish, viver intensamente o ambiente lar-doce-lar de um verdadeiro irish pub e degustar a jóia da casa, a famosa pint de Guinness se possível, ouvindo música irlandesa, folk ou rock e batendo papo com os caras (ainda que você não entenda mais que 20% do seu inglês). Pode ser inesquecível!


O irlandês é um dos povos mais acessíveis da Europa. é alegre, cervejeiro, festivo: bastante diferente dos ingleses, bem mais do que a curta distância poderia supor.
No entanto, a Irlanda tem sido lembrada nos últimos tempos por motivos menos simpáticos, decorrentes de atentados e conflitos pela existência de duas Irlandas: a República da Irlanda, ao sul, católica, independente desde 1949, também chamada de Éire; e a Irlanda do Norte, protestante, pertencente ao Reino Unido, conhecida como Ulster.
O acordo de paz assinado em 1998 e a criação de um Parlamento na Irlanda do Norte no final de 1999 deram sinais de otimismo para um final pacífico; a trégua continua, ainda que com eventuais percalços.
Mas nada disso deve preocupar ou afastar-nos dessa terra mágica, que evoca mistérios de uma cultura que parece ter sido feita sob medida para vender livros do Paulo Coelho, cheia de maneirismos, trevos de quatro folhas, broches de ouro e contos de nobreza e heroísmo.
Fácil perceber de onde veio inspiração para alguns dos maiores expoentes da música pop das últimas duas décadas, como U2, Van Morrisson, Sinéad O'Connor e The Cranberries.


A Irlanda é muito mais do que a terra da lenda e mistério – Fadas anões, duendes e magia.
É Cu Chulainn, Fionn Mac Cumhaill e Tuatha De Danaan, que mais tarde passou à clandestinidade em montes de fadas para se tornar "Na Daoine Sidhe" Bom Povo da.
O interior da Irlanda é repleto de castelos e casas antigas que são tradicionalmente a casa de fantasmas.
Leap Castle é considerado o mais assombrado castelo na Irlanda e Glin Castle é assombrado por poltergeist pelos bancos da Shannon.
Aventurar-se em alguns desses palácios é certeza de poder ver um "Phuca" ou dois.
A magia e o mistério tiram o fôlego e fazem você se arriscar novamente e novamente, para ver mais e mais a cada momento!
O país é também conhecido por gerar amores eternos! Muitos casais que se conhecem na Irlanda se apaixonam perdidamente.
Portanto, uma eventual viagem à Irlanda pode se transformar até em casamento!


segunda-feira, 5 de julho de 2010

BIOGRAFIA DA IRLANDA

Situada no extremo oeste da Europa, a Irlanda é uma ilha banhada pelo Atlântico e separada de sua vizinha Grã-Bretanha e do continente por braços de mar vastos o suficiente para lhe garantir um isolamento até certo ponto seguro, mas estreitos o bastante para permitir o contato e as migrações de diversos povos.

Durante o longo de sua história, a ilha da Irlanda é um personagem fundamental a moldar fatos, eventos e o destino daquelas terras e dos povos que a têm habitado e, é justamente por isso que agora trataremos a Irlanda como um ser vivo; não faremos uma abordagem meramente histórica, fria e pautada em datas e fatos: o que faremos é entender de que forma as terras e paisagens irlandesas - o seu Corpo - influenciam na formação da identidade cultural da Irlanda - a sua Alma.



Como Nasceu a Irlanda


Antigamente, a Irlanda estava ligada à Grã-Bretanha e ao continente europeu por uma "ponte" de terra, tornando-se uma ilha após o final da Era Glacial, por força da elevação dos níveis das águas marinhas.
Podemos supor então, que o clima da época era bastante frio, e as espécies animais e vegetais que se desenvolveram na região nesse primeiro instante eram típicas das áreas mais frias. Somente com o gradual aquecimento do clima é que outras espécies, mais adaptadas a climas temperados, migraram para a Irlanda - entre elas, os primeiros humanos.
Esses 'imigrantes' primitivos formam a primeira manifestação da alma irlandesa.



Os Primeiros Habitantes Humanos
Frágeis vestígios de ocupação humana que foram encontrados na Irlanda remontam ao período mesolítico, cerca de 10.000 anos atrás. Eram caçadores-coletores que atravessaram os braços de mar que já então separavam as Ilhas Britânicas do continente europeu. O que teria levado esses pequenos grupos de aventureiros a essa aventura só podemos especular - mas podemos afirmar que eram pequenas comunidades ainda sem conhecimentos agrícolas, que viviam da caça de animais pequenos, porcos selvagens, aves e peixes, estabelecendo-se em grupos de tendas simples e espalhados escassamente pelo território irlandês.
A esta altura, porém, as terras irlandesas já abrigavam indivíduos de outra espécie, talvez tão importante quanto a humana a julgar por sua presença constante nos mitos e lendas da Irlanda através das eras: as Árvores.



As Pioneiras da Irlanda
Durante o aquecimento pós-glacial (Littletonian), sementes carregadas pelos ventos ou levadas por animais aquáticos trouxeram à Irlanda as pioneiras bétulas, olmeiros, carvalhos, aveleiras, e salgueiros que, mais tarde, desempenhariam papéis fundamentais na mitologia e nos ensinamentos dos celtas irlandeses - como o misterioso 'alfabeto' ogham, por exemplo.
Essa flora variada e o clima estável criou a paisagem ideal para o estabelecimento dos primeiros humanos poucos séculos depois, e esses primeiros humanos irlandeses têm uma primazia sobre seus vizinhos britânicos: é na Irlanda - mais especificamente em Mount Sandel, Co. Derry - que se encontram os mais antigos vestígios de construções humanas, na forma de habitações circulares de madeira: os primórdios da sedentarização, as primeiras interações entre humanos e paisagem na Irlanda.
Podemos nos maravilhar com a fantástica imagem dessas primitivas casas de telhados cônicos recortando a verdejante paisagem da Irlanda primitiva, seus habitantes empenhados no preparo das carnes dos animais abatidos, suas vozes entoando as primeiras canções e ressonando as primeiras palavras ditas por humanos em terras irlandesas, numa língua hoje perdida...
A estagnação no processo de desenvolvimento dos instrumentos líticos num longo período de 3.000 anos parece ser fruto do isolamento em que esses primeiros irlandeses viviam com relação às outras populações humanas na Grã-Bretanha e na Europa.
Assim, como para por fim a essa estagnação, houve a chegada dos primeiros agricultores e construtores das impressionantes estruturas megalíticas que salpicam todo o território irlandês.




Os Primeiros Fazendeiros e as Maravilhosas 'Catedrais' Pré-Históricas

Antes da chegada dos primeiros povos neolíticos à Irlanda, os habitantes primitivos deixaram pouquíssimos registros de sua presença - como mortais nos nossos primeiros anos de vida, a Irlanda tem poucas memórias de sua infância. Mas esse cenário muda dramaticamente em meados do quarto milênio a.e.a. com a primeira onda de derrubada de árvores em grande escala, para a criação de plantações e pastagens por uma cultura recém-chegada.
Esse povo trazia consigo as evoluções de mais de três mil anos de técnicas de desflorestamento e plantio, desde o surgimento da agricultura, no Oriente Médio.
É aqui que a Irlanda recebe mais dois de seus mais ilustres e mitológicos habitantes: os suínos e os bovinos, trazidos pelos fazendeiros neolíticos - esses animais virão a ser centrais em muitas das sagas e lendas dos celtas da Irlanda, como os importantes "Táin Bó Cuailgne" ("O Roubo do Gado de Cooley") e "Scélla Mucce Meic da Thó" ("A História do Porco de Mac da Thó"): gradativamente, o espírito da Irlanda vai ganhando forma diante de nossos olhos.



Habitações em madeira, florestas derrubadas, planícies férteis transformadas em plantações e pastos: é impossível ler estas informações do desenvolvimento da Irlanda sem remeter aos relatos contidos no "Léabhar Gabala na hEireann", o famoso "Livro das Invasões da Irlanda", tratado por muitos como 'pesudo-história' mas que, cada vez mais, se mostra um relato bastante acurado - ainda que mítico - de fatos reais...


Reconstrução de casas neolíticasàs margens do Lough Gur, Limmerick


Mas as maiores contribuições do período neolítico para a formação da identidade da Irlanda surgiriam algum tempo depois: as estruturas megalíticas de Brú na Bóinne (Newgrange), Dowth e Knowth, no Vale do Rio Boyne. Newgrange (Irlandês: Dún Fhearghusa) , aliás, é impressionante em sua grandiosidade e magia.
É uma tumba do Conjunto Arqueológico do Vale do Boyne, no Condado de Meath, na Irlanda. Um dos mais famosos sítios pré-históricos do mundo e o mais famoso da Irlanda.




Newgrange foi construído de modo que, ao nascer do sol do dia mais curto do ano (solstício de inverno), um fino raio de sol ilumine por pouco tempo o piso da câmara no final de um longo corredor.
Foi construída originalmente entre 3300 e 2900 AC, mais de 500 anos antes da Pirâmide de Quéops no Egito. Também precede Stonehenge em mais de 1.000 anos.
No período Neolítico, Newgrange continuou como um local de cerimôniasmas ao que parece pode ter sido usada principalmente como uma tumba pois foram encontrados restos humanos cremados de cinco indivíduos.
O sol parece ter sido um important elemento nas crenças religiosas do Neolítico.
O alinhamento solar em Newgrange é ainda muito preciso se comparado a outros fenômenos, tais como o que acontece nas Ilhas Órcades, perto da costa de Escócia.
De acordo com a Mitologia irlandesa, Newgrange era um dos Sídhes (montes) onde Tuatha Dé Danann vivia.
Foi construído pelo deus Dagda e de acordo com a lenda, o herói Cú Chulainn nasceu lá. Contudo, a maioria dos ciclos místicos associados com Newgrange datam da era Céltica da mitologia e da História da Irlanda.
O acesso ao local é feito a partir do Condado de Meath.



Acima, Newgrange - ao lado, a colossal estrutura de Knowth (Vale do Boyne)



Ao vistar estruturas desse porte, dessa magnitude e de tamanha precisão matemática e astronômica, percebemos que seus construtores dispunham de um dos mais mágicos ingredientes que uma pessoa pode encontrar em sua vida: senso de propósito. Ao tocar as imensas pedras que compõem a galeria interior de Newgrange, ali posicionadas há praticamente seis mil anos, tive por seus idealizadores e executores um respeito e uma admiração que me trouxeram lágrimas aos olhos. Basta imaginar uma verdadeira montanha artificial projetada e construída por pessoas de forma que a entrada de sua galeria interior esteja perfeitamente alinhada ao nascer do sol num dos mais significativos dias para praticamente todos os povos da Antigüidade - o Solstício de Inverno, a noite mais longa do ano, em que as forças da luz e da vida começam a retornar e a derrotar a escuridão e o frio. Não bastasse Newgrange, não muito longe dali temos a ainda maior estrutura de Knowth, sem contar os inúmeros dolmens, cairns e colinas ocas espalhadas por praticamente toda a Irlanda. Essas estruturas são os equivalentes neolíticos das catedrais góticas erigidas na Idade Média na Europa continental - ambas causam maravilhamento por sua grandiosidade, pelo senso de própósito de seus construtores e pelo profundo componente espiritual que motivou suas construções - envolvendo centenas, talvez milhares de pessoas ao longo de vastos períodos de tempo para que suas crenças e anseios dotassem a paisagem de uma forma ao mesmo tempo divina e mundana - como tudo na Irlanda, aliás.




Círculo de Pedras de Drombeg, Co. Cork




Esses monumentos megalíticos são o testemunho silencioso dessa cultura que tão bem trabalhava a terra, domesticando e criando animais com grande sucesso, interagindo com a paisagem em que vivia, transformando-a, sacralizando-a. Desde a mais remota Antigüidade, as terras da Irlanda sempre se mostraram plenas de vida e magia aos humanos que sobre ela caminhavam.
Prova disso é o fato de que, ao chegar à Irlanda, os celtas - essa cultura tão rica e vigorosa - não só absorveu como desenvolveu a sacralidade atribuída a esses locais tão mais antigos que eles próprios: muitas dessas estruturas foram incorporadas às lendas de deusas e deuses - a própria Newgrange é descrita como sendo a morada do Dagda, o "Bom Deus" dos celtas irlandeses. Através de sua paisagem, a alma da Irlanda ganha uma voz mais forte, que é ouvida e acolhida pelos celtas em sua Era Dourada.





Carrowmore (Irish: Ceathrú Mhór) é um dos quatro grandes cemitérios com túmulo de passagem na Irlanda. Está localizado no centro da paisagem ritual pré-histórico de Knocknarea ou Cúil Irra Península em Sligo, na Irlanda. Hoje em dia podem ser vistos cerca de 30 túmulos megalíticos em Carrowmore.





Túmulo megalítico de Carrowmore, Sligo

domingo, 4 de julho de 2010

UM POUCO SOBRE A IRLANDA




Panorâmica

A Ilha da Irlanda é conhecida há muito como Ilha Esmeralda, por ser muito verde devido à chuva.

Cerca de 80% do território de 85 mil quilômetros quadrados corresponde à República da Irlanda (declarada em 1948), e o restante forma a


Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido.

Enquanto este é conhecido por suas cidades, a Irlanda é conhecida por seu campo. Fotos de pequenos chalés brancos com paredes de pedra recortadas, ovelhas brancas em pastos montanhosos e irlandeses felizes, tocando rabeca nos pubs do interior, abundam nas brochuras turísticas. Mas há muito mais na Irlanda do que as cenas campestres sentimentais.

A economia do país tem sido uma das mais rápidas em crescimento por um longo período e uma das mais saudáveis na Europa, dando à região o apelido de Tigre Celta.
A riqueza natural, material e intelectual do país está por toda parte.
Climas de sonho, em cenários esfumaçados. A Irlanda é assim. A culpa é da luz macia, avessa a contornos nítidos. Não que falte cor ao país. Pelo contrário, ela está presente no verde dos prados, na exuberância das flores, nas fachadinhas em tons de rosa e amarelo, no bege da carneirada, no vermelho da cabeleira das meninas sardentas. Mas quando se vê a lua cheia nascer entre as nuvens, nas ruínas de um castelo roído pelo tempo, é impossível deixar de pensar que a beleza deste país é como a daquelas mulheres que mais sugerem do que exibem.

A Irlanda é uma descoberta. E que descoberta!

A ilha mágica


Nada poderia ser mais diferente de uma nação nova como o Brasil do que um país que conheceu seu auge, em poder e influência, durante a Idade Média. É o caso da Irlanda, onde cada pedrinha tem 1500 anos de tradição.

Durante a Alta Idade Média (até por volta do ano 1200), os mosteiros e abadias irlandeses ficaram famosos em toda a Europa, como centros onde se louvava a Deus com mais capricho até do que em Roma. Seus restos estão hoje por toda a parte, entre vales encobertos por farrapos de névoa e montanhas perdidas em brumas, ainda mais intrigantes quando ao lado se ergue um cemitério meio abandonado, cheio de lápides de pedra e cruzes celtas desalinhadas.
É, a Irlanda tem clima. É fácil descobrir por que ela deu origem a uma das mitologias mais ricas da Europa. Foi dali que vieram as histórias das fadas que voam, dos duendes que carregam potes de ouro, dos espíritos femininos que trazem desgraça a quem os vê nas noites sem lua.

Muitos desses contos vêm do tempo dos celtas, os primeiros habitantes da Irlanda, que legaram sua língua, seus bardos e seu talento para contar histórias. Deixaram, também, muitos vestígios de sua civilização, sob a forma de monumentos megalíticos, como menires iguais aos de Asterix, círculos de pedra como o de Stonehenge e dólmens em formato de mesa, que na origem eram homenagens aos mortos e hoje viraram centros de peregrinação, visitados por místicos de todos os quadrantes.

O melhor lugar para ver esses monumentos de pedra são as partes mais desabitadas do litoral oeste irlandês, sobretudo as deslumbrantes penínsulas de Connemara e Dingle, onde até hoje se fala mais gaélico do que inglês.
Diz-se que a Irlanda também deve aos celtas outra de suas grandes qualidades: o ouvido musical impressionante. A música que se faz no país tem basicamente duas vertentes, bem diferentes entre si. A mais familiar tem ritmo vigoroso, é conduzida por um violino endiabrado que parece fundo musical de desenho animado e basta ouvi-la para saber de onde veio a música country americana.

A outra é aquela música esfumaçada e etérea popularizada pela cantora Enya, que adora alardear suas raízes celtas. E há ainda o bom o e velho rock'n'roll, que na Irlanda gerou astros como o U2, Sinead O'Connor e Van Morrison, sem falar no pop melosinho dos Cranberries.
Mas não é só. Quem explorar a parte central da Irlanda, às margens do Rio Shannon, vai até enjoar de tanto ver castelos e torres meio arruinadas, que pontilham o verde irlandês com suas linhas austeras, manchadas pelo musgo dos séculos. Nada a ver com o esplendor dos castelos franceses: a Irlanda não é dada a rendas ou fricotes - e lá é mais fácil pensar em armaduras e lutas com invasores vikings do que em perucas e minuetos da corte.

Nas muralhas do castelo de Bunratty, por exemplo, nas redondezas da cidade de Limerick (hoje transformado numa espécie de medievalândia, com direito a banquete feudal, recepcionistas em trajes típicos e aldeia de época), ainda dá para ver os pontos por onde os antigos barões se deleitavam em derramar óleo fervente na cabeça dos bárbaros invasores.
Sim, os irlandeses eram briguentos, e esse foi um dos motivos pelo qual o país foi ficando para trás na história, até estabelecer-se como a mais pobre das nações européias - um triste celeiro de mão-de-obra barata. A mais danosa de todas as brigas foi a que separou, ao longo dos séculos, católicos e protestantes.

Por menos que se saiba sobre a Irlanda, de uma coisa todo mundo já ouviu falar: o IRA, ou Irish Republican Army, organização armada terrorista que vive disparando bombas pela ilha toda, certo? Errado.

Primeiro, porque faz tempo que o IRA não dispara um único estalinho. Segundo, porque eles não atuam na República da Irlanda - ou seja, o pedaço da Irlanda que é independente e tem a cidade de Dublin por capital.

O IRA só atua (e hoje, felizmente, pouco) na Irlanda do Norte, o pedacinho do território irlandês que ainda pertence à Inglaterra e cuja capital é Belfast, tão separado da República da Irlanda quanto o Paraguai da Argentina.

Inimigo no quintal

Para entender direito o IRA, é preciso recuar séculos na história, até a época em que São Patrício converteu ao cristianismo os reis celtas da Irlanda, usando o trevo para explicar o inexplicável - ou seja, o mistério da Santíssima Trindade, dogma da igreja católica que reza que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três, mas na verdade não passam de um só.

Desde que São Patrício realizou esse pequeno milagre, no século 5, a Irlanda adotou o trevo como símbolo nacional e se tornou um caso severo de catolicismo agudo - tão agudo que, até três anos atrás, ainda não tinha divórcio.

A questão religiosa passou a ter importância por causa dos ingleses, que invadiram a Irlanda lá pelo ano 1200.

No começo, todos eram católicos e o domínio inglês nem era tão feroz assim. Mas, quando o rei Henrique VIII e sua filha Elizabeth I transformaram a Inglaterra num império anglicano, a questão do catolicismo esquentou.

Para os ingleses, a Irlanda católica virou uma espécie de inimigo no quintal de casa, sempre pronta a se aliar a suas maiores rivais, as também católicas Espanha e França. Neutralizá-la virou questão de honra - e, com isso, as terras dos católicos irlandeses foram desapropriadas e seus proprietários, substituídos por protestantes ingleses. E não só: católicos foram proibidos de exercer a religião, de ingressar no exército e até de freqüentar escolas - tudo à custa de uma repressão cruel.
Enquanto os católicos empobreciam, os protestantes prosperavam. Concentrados no norte do país, eram tão bem tratados por Londres que a região logo se tornou a mais próspera e industrializada da Irlanda.

Em meados do século passado, quando até os próprios ingleses se deram conta de que era preciso dar autonomia à Irlanda, quem mais esperneou foi a minoria protestante nortista. Tanto, que conseguiu retardar a independência irlandesa em pelo menos 40 anos, dando margem ao surgimento do IRA, uma organização paramilitar que visava justamente apressar a independência do país.

O tigre celta

Quando ela veio, em 1949, o norte simplesmente se recusou a se separar, e desde então o IRA vem lutando para reunificar a Irlanda. Em linguagem local, toda essa confusão é conhecida pela expressão "The Troubles", ou "O Problema" - uma encrenca que gerou mortes, injustiças e um bom números de filmes, como Em Nome do Pai e Traídos pelo Desejo (assista, se quiser saber mais sobre as questões políticas da Irlanda).
Hoje, os Troubles estão sob controle, embora ninguém possa garantir que isso vá durar para sempre. Um dos motivos é a fase de progresso sem precedentes que a Irlanda atravessa, em decorrência da chuva de eurodólares derramada pela Comunidade Européia. O país inteiro está em reforma.

Nas estradas, é difícil dirigir por mais de uma hora sem encontrar obras de recuperação. Depois de cinco anos crescendo a taxas de 9% ao ano, a economia irlandesa anda tão bem que o país ganhou o apelido de Celtic Tiger, à semelhança dos Tigres Asiáticos.

O salto para a frente é decorrência da indústria de telecomunicações e alta tecnologia: a Irlanda é hoje o segundo maior exportador de softwares do mundo, perdendo só para os Estados Unidos. E é por isso que, de reserva de mão-de-obra, passou a atrair imigrantes, a ponto de achar uma casa para alugar em Dublin ser hoje tarefa para dois a três meses.
Sorte, porque isso vem tornando Dublin uma cidade cosmopolita, onde se pode ouvir línguas de toda a Europa, incluindo português com sotaque lisboeta. A cidade, que começou como uma aldeola pantanosa fundada por invasores vikings, foi ganhando em graça ao longo dos séculos e hoje tem muitos monumentos históricos e a fama de possuir algo como 1000 pubs e um número parecido de livrarias.

Essa influência literária pode ser considerada um fruto da gigantesca biblioteca do Trinity College, a antiquíssima universidade local, que tem mais de três milhões de volumes. É quase um museu inteiro só de livros, e que qualquer um pode visitar.

Cortada ao meio pelo Rio Liffey, Dublin é mais elegante ao sul e mais boêmia ao norte, onde ficam a sede da cervejaria Guinness e a ex-sede da destilaria Jameson, a mais famosa marca de Irish whiskey.
Mas, apesar desses ícones, a cidade preferiu eleger como seu símbolo uma vendedora ambulante de peixes do século passado, chamada Molly Malone, que ganhou até estátua na rua das butiques chiques, a Grafton Street.

Molly foi homenageada em trajes tão sumários que ganhou a alcunha de tart with the cart (algo como "a piranha do carrinho").

Outros monumentos famosos da cidade também têm apelido, como a ponte Ha'penny (de half penny, meio centavo, que era o preço do pedágio), que ganhou o cognome shiver on the river (ou 'arrepio no rio') porque chacoalha um bocado.
Se você está achando os irlandeses irreverentes, saiba que eles são mesmo. Quase todos pertencem àquela estirpe de gente que perde o amigo, mas não perde a piada - e muito se orgulha disso.
O amor irlandês pelas frases de efeito, que tem sua expressão máxima no escritor Oscar Wilde ("experiência é o nome que damos aos nossos erros", escreveu ele certa vez), é tanto que eles inventaram até uma mitologia a esse respeito.
Diz-se que quem beijar a Pedra de Blarney (uma pedra mesmo, que fica no castelo do mesmo nome, perto da cidade de Cork) ganha dos deuses o gift of the gab, ou o dom da conversação.
O tal beijo obriga a um certo contorcionismo: é preciso deitar-se no chão e atirar a cabeça para trás, para acertar a pedra. Mas eles garantem que quem o fizer jamais ficará entalado por falta da palavra adequada - seja ela de escárnio ou de elogio.
Valeria a pena ir até a Irlanda nem que fosse só por causa disso.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O CHAMADO DA IRLANDA





Eu clamo pelas Terras de Éire;
Poderosos são seus mares de fartura,
Fartas as suas serradas montanhas,
Serrados os seus bosques banhados,
Banhadas as cascatas dos rios,
Em cascatas os rios tributários dos lagos,
Com tributários as nascentes das colinas,
Nascentes as gentes nas assembléias,
Assembléia do Rei em Tara,
Tara, colina das tribos,
Tribos das gentes de Míle,
Os navios e galeras de Míle,
Galeras da poderosa Éire,
Éire, poderosa e verdejante.
Um encantamento de habilidade,
Habilidade das esposas de Bres,
Bres, das esposas de Buaigne,
Grande Senhora Éire:
Eremón vos molestou,
Ír e Eber vos procuraram;
Eu clamo pelas terras de Éire.
(palavras de Amergin - o maior poeta da Irlanda)

"Ser irlandês não é, por princípio,
uma questão de nascimento ou linhagem de sangue,
ou de linguagem:
ser irlandês é envolver-se com a situação da Irlanda
- e, no mais das vezes, ser por ela ferido."-
(Conor Cruise O'Brien, político e escritor irlandês)


"Eu não estava preparado para o que aconteceria naquela manhã,
quando pela primeira vez avistei a Irlanda pela janela de um avião.
Depois da longa jornada noturna, finalmente eu via,
através dos retalhos de nuvens,
a terra verde e amaciada pela chuva.
E fiquei movido.
Minha pele se arrepiou.
Tive a sensação de que algo invisível
se erguia em minha direção,
como partículas atômicas.
Uma espécie de pó fino,
formado de bilhões de mensagens embaralhadas,
enviadas a mim pela silenciosa terra verdejante.
Transcendendo os séculos - talvez os milênios.
Erguendo-se para além do mundo compreensível e suas histórias,
para falar comigo.
"Venha", elas pareciam sussurrar.
"Venha para casa - estávamos a sua espera."
- Pete Hamill, The Long Circle Home (in "Irish Spirit")


QUANDO ELA CHAMAR, NÃO RESISTA. RENDA-SE!




A cativante Irlanda ainda é uma terra onde os mistérios são gravados como runas em ruínas.

Trilhar o passado mítico irlandês hoje, é encontrarmos uma rica cultura que incorpora a preservação da sua tradição oral magnífica, rituais antigos, a poesia romântica e literatura, folclore e música vibrante.



Percorrer estradas cênicas que abraçam a costa ocidental da Irlanda acidentada, vaguear pelos campos ondulados e planícies rochosas, ir de balsa para a sedutora Aran Islands, é embrenhar-se mesmo no coração da Irlanda.



Sonho em poder visitar os altos penhascos de Moher, a paisagem lunar de calcário de t ele Burren, a Torre Yeat, Kilfenora, a cidade de Alto Cruzes, a sepultura antiga na passagem de Newgrange, os santuários literários de Dublin, caminhar nas pegadas celtas, escalar Croagh Patrick, o lugar mais santo na Irlanda, e explorar as ruínas de Clonmacnoise, a abadia onde os monges irlandeses "ajudaram a salvar a civilização", nas palavras de Thomas Cahill .

Passear pelas vilas costeiras encantadoras e pitorescas cidades do país onde as tradições dos antigos ainda estão muito vivas hoje.

Olhar para aqueles panoramas deslumbrantes na subida dos penhascos, descobrir ruínas antigas e estruturas de pedra, ir aos locais sagrados, e retornar a num momento de romance e encantamento com visitas aos castelos majestosos.

Descobrir a vibrante cultura dos irlandeses com entretenimento tradicional, música e noite cheia de divertimento em pubs.
Satisfazer a minha criatividade com leituras de poesia e contos tradicionais e desfrutar da paz e serenidade do cenário maravilhoso para a reflexão pessoal.



Viajar para o que antes era chamada de "Ilha dos santos e de sábios, poetas e sacerdotes", reunir muitos dos elementos miríades como narração de histórias, música, paisagem e a independência feroz que fizeram esta Ilha Esmeralda um dos países mais amados do mundo.

O desejo acalentado cada vez mais crescente e o sonho distante em ir à encantada "Ilha de Eire", onde a idade do mito, mistério e magia vivem, está sendo realizado.








“Casa com telhado de colmo, Adare, Irlanda”













“Nakken Newgrange Pedra esculpida”







IRLANDA, OUVÍ O TEU CHAMADO!!!
ME AGUARDE, POIS EM BREVE ESTAREI CHEGANDO...


IRELAND, chuala DO GHAIRM!
FAN ME, BECAUSE'LL BE teacht go luath

domingo, 27 de junho de 2010

A IRLANDA DOS MEUS SONHOS

“Toda vela acesa projeta uma sombra”.


(ditado celta)



Quando era menina, bem pequenina mesmo e ainda nem sabia ler, ganhei de presente uma coleção contendo vários volumes ricamente ilustrados de “Os Mais Belos Contos de Fadas” e, dentre os muitos, contos Russos, Franceses, Chineses e etc., estava um, o meu preferido, é claro, os Irlandeses que meu avô, pacientemente lia para mim.



Com o passar do tempo, já na adolescência, ainda continuava a lê-lo e deixava transportar-me para locais lindos, encantados e plenos de magia, pois, mais do que habitualmente, quase que me sentia "sair" de mim e viajar no tempo...


E, é mesmo como o mestre Claudio Quintino Crow se refere a essa TERRA DE SONHOS E MAGIA.



... "E cedo me apercebi que a minha vida nunca mais iria ser a mesma. As pessoas, as paisagens e as histórias antigas da Irlanda atraíam-me de uma maneira que não conseguia compreender.



Descobri os segredos mais antigos de uma terra onde a magia ainda não morreu.



(Àquela altura, sem que eu me desse conta, meus primeiros passos rumo ao universo da cultura e espiritualidade celta já haviam sido dados graças também ao druida Panoramix e seus amigos...)



A Irlanda é uma terra que respira Magia...



É verdadeiramente uma terra que atinge profundamente o coração, levanta o ânimo e estimula sua própria essência.


Descobri esta ilha fascinante que seduz todos os sentidos e nos deixa cada vez mais o desejo de fazermos uma viagem que combine a exploração da mitologia irlandesa, poesia, literatura, história e misticismo, bem como nos direciona à um olhar para as rápidas mudanças nos aspectos novos do tigre celta.



Fiquei encantado pela Irlanda. Os aspectos físicos, culturais, a questão do misticismo, a alegria e simpatia do povo. E a cultura celta, que é fantástica e linda, tem aspectos bem atuais. Por exemplo, os celtas se preocupavam muito com a preservação da natureza. Além disso, chama a atenção o respeito que eles tinham pelas mulheres. Eles consideravam a mulher um ser divino, porque elas traziam a vida.



A Irlanda é um país de beleza majestosa; abundante com paisagens impressionantes lagos e cachoeiras, colinas e pacíficas aldeias pitorescas.



É uma terra rica em história e tradição: desde a chegada dos primeiros invasores celtas da Europa, vários séculos antes do nascimento de Cristo, a Irlanda tem assistido a uma grande variedade de heróis e mártires, os reis e conquistadores, vitórias e derrotas.



Castelos, fortalezas e outros memoriais espalhados por todo o país refletem essa história ilustre e turbulenta, que são um legado do povo que a criou.



A Irlanda é também um país de intriga e mistério; estátuas pagãs e círculos de pedra esculpidos permanecem até hoje em um testemunho silencioso e secreto para os rituais do passado, e antigos mitos, contos populares e crenças mágicas ainda abundam nesta terra encantada.



Há muito, sentia um desejo incapaz de ser apaziguado de prestar uma homenagem ao espírito da Irlanda - suas terras, sua história, seu povo, sua magia em agradecimento a tudo que há décadas a 'Ilha Esmeralda' vem me oferecendo em termos de inspiração, aqui, à distância.



História e lendas, magia e progresso, pessoas e deuses, cidade e campo - na Irlanda, as fronteiras entre essas esferas simplesmente não existem (ao menos por ora...).



Irlanda, uma ilha nos confins ocidentais da Europa, cujo maior ponto de referência naquela altura eram os aparentemente e eternos conflitos entre católicos e protestantes e os atentados terroristas do IRA, como se vê, nada muito atraentes.



Mas a minha sede de conhecer cada vez mais sobre os celtas já me devorava, e todas as fontes apontavam para a Irlanda como um manancial primordial de conhecimento sobre os celtas.



A cantora irlandesa Enya, uma das precursoras de um estilo musical que viria a ser conhecido como "New Age", fazia os primeiros lançamentos e minha montanha-russa irlandesa acelerou.




Apesar de eu ter me encantado com suas músicas, quando fui então procurar conhecer a música irlandesa tradicional, começaram a vir ao meu encontro, entrelaçando-se, qual um knotwork celta tipicamente irlandês - mitologia celta, a heróica História da Irlanda, sua música tradicional, as paisagens - ah, as paisagens!




Tudo isso se juntou aquecendo em meu coração uma chama quase incontrolável de conhecer as terras que abrigaram os heróis Cuchulainn e Fionn, os deuses e deusas dos Tuatha de Danann, os atores do adorável filme "The Commitments", Ray Houghton, autor daquele gol contra a Itália na Copa de 1994, pois isso tudo (e muito mais) é a Irlanda.



Agora não tinha mais jeito!
A Irlanda já tinha encontrado seu lugar em meu coração. Tudo isso era agora parte de mim. Tudo isso, contudo, estava... tão longe!"...
Érin go Brágh "Irlanda para Sempre".

Então, como se costuma dizer por lá, Céad míle Fáilte - Cem mil boas vindas às paginas da Irlanda.




By Claudio "Crow" Quintino







************************************************************************************


IRELAND NA mo bhrionglóidí




"Caitear gach coinneal ar scáth."


(Ceilteach seanfhocal)




Mar cailín, agus bídeacha fiú agus Níl a fhios agam fiú conas a léamh, a fuair mé é seo ó bhailiúchán ina bhfuil saibhir maisithe méideanna éagsúla de "More Beautiful Tales Fairy" agus i measc na scéalta go leor Rúiseach, Fraincis, Sínis, agus mar sin de. Bhí mé i mo , is fearr liom, ar ndóigh, an méid Gaeilge a léamh go foighneach mo sheanathair dom. Le himeacht ama, mar atá i measc ógánach, lean fós chun é a léamh agus lig dom bogadh chuig áit álainn, thar a bheith sásta agus go hiomlán draíochta, mar gheall ar níos mó ná mar is gnách, bhraith beagnach cosúil le "ag dul amach" liom agus taisteal i am ... Luath Agus shíl mé go riamh go mbeadh mo shaol a bheith mar an gcéanna. Daoine, tírdhreacha agus scéalta ársa na hÉireann mheall mé ar bhealach nach bhféadfaí a thuiscint. fuair mé amach an rúin an duine is sine sa talamh i gcás nach bhfuil draíocht marbh fós. (De réir sin, ach amháin má bhí a fhios agam é, a bhí mo chéad chéim chun tosaigh ar an saol de chultúr Ceilteach agus spioradáltacht ar leith a bhuíochas leis an Druid Druid agus a chairde ...) Tá Éire ina talún go breathes draíochta ... Is fíor a talún go sroicheann doimhin isteach an chroí, ardaíonn meanma agus a spreagann a croí. fuair mé amach an oileán seo suimiúil go seduces na céadfaí agus fágann sin go léir dúinn níos mó agus níos mó fonn a dhéanamh ar thuras go chéile a iniúchadh miotaseolaíocht na Gaeilge, filíocht, litríocht, stair agus misteachas, chomh maith le linn a dhíriú chun breathnú ar na hathruithe gasta i ngnéithe tíogair cheiltigh nua. Bhí áthas orm ag Éirinn. An choirp, cultúrtha, an cheist misteachas, charm agus cairdiúlacht na ndaoine. Agus tá an gcultúr Ceilteach, a bhfuil scoth agus álainn, pointí go maith inniu. Mar shampla, bhí na Ceiltigh i bhfad níos mó i gceist le caomhnú an dúlra. Thairis sin, tá sé díol suntais an meas a bhí acu do mhná. mheas siad an bhean a dhiaga na huaire, mar gheall go raibh siad ag tabhairt an saol. Tá Éire ina thír áilleacht maorga, lochanna radhairc flúirseach agus easanna suntasach, cnoic síochánta agus sráidbhailte pictiúrtha. Tá sé talamh saibhir i stair agus traidisiún: ó theacht na chéad ionróirí Ceilteach na hEorpa, leis na céadta bliain roimh bhreith Chríost roinnt's, ag Éirinn chonaic réimse leathan de laochra agus mhairtírigh, ríthe agus conquerors, hOilimpeacha defeats agus. Caisleáin, fortresses agus cuimhneacháin eile scaipthe ar fud na tíre sin a léiriú stair Oirirc agus chorraitheach, a bhfuil an oidhreacht na daoine a chruthaigh sé. A Éirinn chomh maith ar an talamh inlíochtaí agus suirí, dealbha bpágánach agus fáinní cloiche snoite dtí an lá atá fanacht ina fhinné ciúin le deasghnátha rúnda den am atá thart, agus na miotais d'aois, scéalta béaloidis agus creidimh draíochta fós flúirseach sa tír seo faoi dhraíocht. A fada, mhothaigh gur mian leo a bheith in ann appeased ómós a thabhairt do spiorad na hÉireann - an talamh, a stair, a dhaoine, a chuid draíochta i buíochas le gach gur ar feadh na mblianta an 'Is Emerald Isle' a thairiscint dom i dtéarmaí inspioráid, Anseo, ag fad. Stair agus laoch, draíocht agus dul chun cinn, daoine agus na déithe, cathair agus tír - in Éirinn, ní dhéanann na teorainneacha idir na réimsí ann (ar a laghad le haghaidh anois ...). Éire, an oileán sa Ní bhainfidh an Iarthar na hEorpa, an pointe is mó de na tagartha ag an am agus bhí coimhlint síoraí cosúil gcruthaíonn sé idir Caitlicigh agus Protastúnaigh agus na n-ionsaithe sceimhlitheoireachta IRA, mar a fheiceann tú, rud an-tarraingteach. Ach mo tart chun níos mó eolais a fhios ag na Ceiltigh devoured dom cheana, agus na foinsí uile a léirigh go hÉirinn mar an phríomhfhoinse eolais faoi na Ceiltigh. An amhránaí Enya Gaeilge, ceann de na forerunners de stíl cheoil ar tháinig ar a dtugtar air sin mar "Nua-Aois" a bhí, an chéad scaoileadh agus mo coaster ghráinní Gaeilge luathaithe. Cé go bhfuil áthas orm dom a gcuid ceoil, mar sin, nuair a lorg mé aithne ar an cheol traidisiúnta na Gaeilge tús le teacht chugam, intertwining, ar nós go tipiciúil Celtic knotwork Gaeilge - miotaseolaíocht Ceilteach, an stair laochra na hÉireann, ceol traidisiúnta , tírdhreacha - ah, tírdhreacha! Seo ar fad, d'fhág an téamh i mo chroí lasair a áiteamh beagnach smacht a fhios ag an talamh go teach an laoch Cú Chulainn agus Fionn, na déithe agus bandéithe na Tuatha Dé Danann, na haisteoirí an scannán adorable "The Tiomantais", Ray Houghton, údar an sprioc sin féin An Iodáil Corn an Domhain i 1994, toisc go léir (agus níos mó) go bhfuil Éire. Anois, ní raibh aon bhealach! Na hÉireann a bhí le fáil cheana féin a áit i mo chroí. Seo ar fad a bhí mé anois mar chuid de. Seo go léir, áfach, bhí ... go dtí seo! Erin Go Bragh "Ireland deo." Ansin, mar a deir siad os cionn ann, Thug Míle Fáilte - A céad míle fáilte go dtí na leathanaigh na hÉireann.




************************************************************************************



IWERDDON OF MY BREUDDWYDION



"Mae pob gannwyll yn taflu cysgod"



(Celtic ddihareb)



Fel merch, a hyd yn oed bychan a hyd yn oed yn gwybod sut i ddarllen, Cawn hon o gasgliad sy'n cynnwys lluniau gyfoethog sawl cyfrol o "Mae'r rhan fwyaf o Beautiful Straeon Tylwyth Teg" ac, ymysg Rwsiaid lawer, Ffrangeg, Tseina ac yn y blaen. Fi oedd un, fy hoff, wrth gwrs, y Gwyddelod fy nhaid yn amyneddgar darllen i mi. Dros amser, fel yn eu harddegau, ond yn parhau i ddarllen a gadewch i mi symud i fannau hardd, wrth fy modd ac yn llawn o hud, oherwydd bod mwy nag arfer, bron yn teimlo fel "mynd allan" gyda mi a theithio yn amser ... Ac yn fuan sylweddolais na byddai fy mywyd yr un fath. Pobl, tirweddau a straeon hynafol o Iwerddon denu i mi mewn ffordd na allai ddeall. Yr wyf yn darganfod cyfrinachau hynaf mewn gwlad lle nad hud wedi marw. (Erbyn hynny, oni bai i mi wybod, fy camau cyntaf yn y byd o diwylliant Celtaidd ac ysbrydolrwydd wedi cael eu cymryd gan dderwydd Panoramix y a'i ffrindiau ...) Iwerddon yn wlad sy'n anadlu hud ... Mae'n wirioneddol yn dir sydd yn cyrraedd yn ddwfn i mewn i'r galon, yn codi'r ysbryd ac yn ysgogi ei hanfod hun. Yr wyf yn darganfod yr ynys hon cyfareddol a seduces holl synhwyrau ac yn gadael i ni mwy a mwy o awydd i wneud taith sy'n cyfuno archwiliad o fytholeg Gwyddelig, barddoniaeth, llenyddiaeth, hanes a cyfriniaeth, ac edrych ar y newidiadau cyflym yn yr agweddau newydd o teigr Celtaidd. Yr oedd yn bleser gan Iwerddon. Mae'r corfforol, diwylliannol, y cwestiwn o cyfriniaeth, swyn a chyfeillgarwch y bobl. Ac y diwylliant Celtaidd, sy'n rhyfeddol a hardd, wedi pwyntiau da heddiw. Er enghraifft, y Celtiaid yn llawer mwy o ymwneud â chadwraeth natur. At hynny, mae'n werth nodi y parch y maent yn ei gael ar gyfer menywod. Maent yn ystyried y fenyw yn ddwyfol yn bod, oherwydd eu bod yn dod yn fyw. Iwerddon yn wlad o harddwch godidog, llynnoedd golygfaol doreithiog ac yn rhaeadrau trawiadol, bryniau a heddychlon a phentrefi deniadol. Mae'n wlad gyfoethog o ran hanes a thraddodiad: o ddyfodiad y goresgynwyr Celtaidd cyntaf o Ewrop, nifer o ganrifoedd cyn genedigaeth Crist, Iwerddon wedi gweld amrywiaeth eang o arwyr a merthyron, brenhinoedd a concwerwyr, buddugoliaethau a mynd yn groes. Cestyll, caerau a chofebion eraill ar wasgar o amgylch y wlad yn adlewyrchu hanes hwn enwog a cythryblus, sydd yn etifeddiaeth y bobl sy'n ei greu. Iwerddon hefyd yn dir o gynllwynio a dirgelwch, cerfluniau paganaidd a chylchoedd cerrig cerfiedig hyd y dydd hwn barhau i fod yn dyst yn dawel i defodau cyfrinach y gorffennol, a chwedlau hynafol, chwedlau gwerin a chredoau hudolus dal yn gyffredin yn y tir hwn yn swyno. A hir, yn teimlo awydd gallu cael eu appeased i dalu teyrnged i ysbryd o Iwerddon - y tir, ei hanes, ei phobl, ei hud yn diolch i bawb fod am ddegawdau y 'Emerald Isle' yn cynnig mi o ran o ysbrydoliaeth, yma, o bell. Hanes a chwedl, hud a chynnydd, pobl a duwiau, dinas a gwlad - yn Iwerddon, nid yw'r ffiniau rhwng y meysydd yn bodoli (o leiaf ar hyn o bryd ...). Iwerddon, yn ynys o fewn cyfyngiadau Gorllewin Ewrop, y pwynt mwyaf o eitem ar y pryd, a oedd yn gwrthdaro ymddangos yn dragwyddol rhwng Pabyddion a'r Protestaniaid a'r ymosodiadau terfysgol IRA - fel y gwelwch, ddim yn ddeniadol iawn. Ond mae fy syched am wybod mwy am y Celtiaid eisoes ysodd mi, a phob ffynhonnell nododd i Iwerddon yn brif ffynhonnell o wybodaeth am y Celtiaid. Y canwr Gwyddelig i Enya, yn rhagflaenydd o arddull gerddorol a ddaeth yn adnabyddus fel y "Oes Newydd", oedd y datganiadau cyntaf. fy rollercoaster Gwyddelig cyflymu. Er fy mod wedi fy swyno gan eich cerddoriaeth, yna pan fyddaf yn ceisio adnabod y gerddoriaeth Gwyddelig traddodiadol, yn dechrau disgyn fy ffordd, cloi i fyny, y mae fel arfer yn Gwyddelig knotwork celtaidd - Mytholeg Geltaidd, hanes arwrol Iwerddon, ei cherddoriaeth draddodiadol , tirweddau - ah, y tirweddau! - Pob ymuno yn fy nghalon yn cynhesu awydd bron na ellir ei reoli i brofiad y tir sy'n gartref i arwr Fionn a Cuchulainn, duwiau a duwiesau y de Tuatha Danann, yr actorion y movie annwyl "Mae'r Ymrwymiadau, Ray Houghton, awdur y gôl yn erbyn yr Eidal yn 1994 yn Cwpan y Byd, Guinness yn beint ... Mae hyn i gyd (a mwy) yn Iwerddon. Nawr oedd unrhyw ffordd! Iwerddon eisoes wedi dod o hyd ei lle yn fy nghalon. Mae hyn i gyd oedd bellach yn rhan o mi. Mae hyn i gyd, fodd bynnag, roedd ... hyd yn hyn! Erin Ewch Bragh "Iwerddon Forever." Yna, fel y maent yn ei ddweud dros yno, Cead Mile Fáilte - A mil yn croesawu i dudalennau Iwerddon.