TÁ MÍLE FÁILTE ROIMH - YN FIL O WEILHAU CROESO - ARE A THOUSAND TIMES WELCOME - SEJAM MIL VEZES BEM VINDOS

domingo, 10 de outubro de 2010

INTERIOR DA IRLANDA - Part.4

Confesso que tinha grandes expectativas com esta região, pois já havia ouvido falar que seria um dos pontos altos da costa. Realmente tenho que concordar que a península de Dingle é mágica.



Ali encontra-se a Irlanda propriamente dita com a sua língua original o Gaeltacht que é preservada com muito orgulho pelos seus moradores, apesar de que todos também falam inglês. Algumas placas de vilarejos nesta região só estão neste idioma o que na maioria dos casos é totalmente diferente do equivalente em inglês.


A cidade de Dingle em si esta mais para um charmoso vilarejo com seu pequeno porto e pubs. O povo dali é muito simpático tirando uma péssima experiência no "The Dingle Pub". Ali o que importa é jantar rápido, caro e esvaziar a mesa o mais rápido possível para o próximo cliente. Recebemos a conta antes mesmo de pedir, o que só prova que tal local é pega-turista…. uma pena.
As estradas de Dingle podem ser uma aventura à parte principalmente quando se esta atravessando o Conair Pass. Descendo do alto de 500 metros se tem uma vista de perder o fôlego do vale, lagos e da baía.



Dingle é também rica em monumentos pré-históricos e da Idade Média como por exemplo o Oratório de Gallarus ou as cabanas colméia que serviram de abrigo a famílias do ano 1000 antes de Cristo até o ano de 1200.
Saindo de Dingle fomos seguindo rumo a norte e pegamos a balsa em Tarbert rumo a Kilimer na província de Clare por ser mais rápido e assim não precisamos atravessar a cidade de Limerick.
Assim como o Brasil é famoso pelo Pão de Açúcar no Rio, na Irlanda o mesmo é verdadeiro para os Penhascos de Moher, ou no original, Cliffs of Moher.



Esta formação rochosa que se estende por 8 km e tem uma caída vertical de 214 metros é realmente impressionante.



Mas como não deixaria de ser como qualquer outra famosa atração, só se pode andar ao longo dos Cliffs numa faixa limitada artificial feita exclusivamente para os turistas, pois o resto é de propriedade particular. O estacionamento custa 8 euros. Enfim pode ser frustrante para alguns que gostariam de curtir mais este lindo lugar mas que infelizmente ficou meio que artificial.



Ainda bem perto dos penhascos de Moher, se encontra uma paisagem bem diferente conhecida como The Burren. Trata-se de uma grande área de formações rochosas de calcário que fazem lembrar a superfície lunar.


Apesar de não haver solo própriamente dito, a natureza brota de cada fenda e na primavera, há várias espécies de flores que nascem no meio das rochas. Esta região é também rica em arqueologia, principalmente da época neolítica assim como da Idade Média.


Pernoitamos na simpática cidade universitária de Galway. O seu centro medieval se concentra na William Street. Por ser pequeno pode ser facilmente explorado à pé. Dali seguimos no dia seguinte para a cidade de Letterfrack onde é a entrada para o Parque Nacional de Connemara.


Quatro das doze montanhas que formam o Twelve Bens se localizam no parque. É possível escalar o Diamond Hill ( uma hora até subir ao topo ). É aconselhavel jaqueta impermeável e sapatos anti-escorregadios para a subida.


O visual lá de cima compensa qualquer esforço. Não precisa ser expert para subir, há caminhos de pedra para facilitar a escalada.


Vista do Lago Kylemore e da Abadia Kylemore.


Construído em 1868 pelo aristocrata Mitchel Henry e sua família, o palácio é abandonado pouco tempo depois com a morte de sua esposa.
Desde 1920 administrado pelas freiras belgas que fugiram da Primeira Guerra Mundial, esta abadia é hoje em dia um internato para meninas.
É possível visitar os jardins e a igreja neogótica. ( 12€ por pessoa ).


Continuamos pela estrada N59 que reservaria outras grandes surpresas como o maior fjord da Irlanda (14 km de comprimento) ao longo do Killary Harbour. Há passeios de barco ao longo de todo o fjord.


Fomos seguindo rumo norte até a província de Sligo ou a terra do famoso escritor Yeats. Uma das marcas registradas desta região é a montanha plateau Benbulben que a kilometros de distância pode ser vista com suas impressionantes formações rochosas.



Já na província de Donegal o percurso de Killybegs até Glencolumbkille também conhecido como a Slieve League é um dos trajetos mais bonitos de toda a viagem.



Ainda na província de Donegal passamos pelo Glenveagh National Park que é considerado o mais bem perservado de toda a Irlanda com espécies raras de animais.





sexta-feira, 8 de outubro de 2010

INTERIOR DA IRLANDA - Part.3


Não tão famoso como o Ring of Kerry, este trajeto é considerado por muitos como mais bonito do que o de Kerry, no que concordo plenamente, pois encontramos muito menos turistas.





Abro aqui um pequeno parentesis para o fato de que viajar pelo interior da Irlanda requer muita atenção, principalmente ao longo da costa, pois em muitos casos, nas estradas, passam apertado
dois carros (como na da foto acima) e as ovelhas, que não são nenhum pouco ariscas e trafegam livemente pelo meio da rua. Além disso, ainda existe o fato de que temos que dirigir pelo lado esquerdo, o que pode ser um grande desafio para muitos. Mas apesar de tudo isso, o carro é a melhor opção para se locomover pelo interior, e vale muito à pena.
Mais um B&B de encher os olhos na Península de Behara (75 euros por casal) em Kenmare.
Vista do quarto

No dia seguinte partimos para o tão famoso "Ring of Kerry". Mas por sugestão dos próprios nativos resolvemos fazer somente metade dele. Seguimos ao longo da costa até chegarmos a Cidade de Waterville e dali seguimos até o vilarejo de Glencar cortando o vale das montanhas de Caha.


De acordo com os próprios moradores da região, a melhor parte do trajeto de 180 km é a costa sul entre Parknasilla e Sneem. É extremamente desaconselhável fazer este percurso no mês de agôsto, por exemplo, pois há muitos ônibus de turistas que praticamente entopem as pequeninas estradinhas do anel. tivemos sorte porque já era setembro, então, não tivemos esse problema.


Dali seguimos rumo à Península de Dingle

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

INTERIOR DA IRLANDA - Part.2









Ás vezes ficar em B&B também é um luxo quando se tem esta vista ….









Bayview B&B Phil Minihane Paddock, Aughadown, Skibbereen, Co.Cork, 028-38276. 70 euros por casal.





No meio da ilha ao fundo da segunda foto, se pode avistar o castelo Kilcoe (restaurado pelo ator Jeremy Irons), há binóculos para os hóspedes curtirem melhor a paisagem.
De Skibbereen saímos para explorar a península de Mizen Head. Por não ter uma costa tão recortada, este roteiro não é tão famoso entre os visitantes.




Dali fomos subindo em direção à península de Beara. Seu trajeto de 140 km é conhecido como o “Ring of Beara”.

Continua...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

INTERIOR DA IRLANDA


Ir a Irlanda e só ficar em Dublin é um sacrilégio, pois o melhor que este país tem a oferecer está no interior e não nas cidades grandes. Não é preciso muito tempo para dar uma “esticada” de Dublin. Por ser um país pequeno em no máximo 3 horas já se está na costa oeste, que é na minha opinião o ponto alto do passeio. Como já citei no post de Dublin, tem várias excursões saindo de lá para o interior.
Dizem que a Irlanda tem 40 tons diferentes de verde, por causa do seu clima chuvoso e ao mesmo tempo constante devido a corrente marítima do golfo. Sua temperatura de na média de 12 graus é responsável pelas gramas suculentas que alimentam as milhares de ovelhas espalhadas por toda a ilha esmeralda.

Bem mas vamos a viagem que eu fiz. Tivemos sete dias inteiros para explorar o interior. Saindo de Dublin em uma hora e meia se chega em Kilkenny, a cidade medieval mais conhecida da Irlanda.
Esta charmosa cidadezinha foi construída praticamente ao redor do Castelo de Kilkenny.



Primeiramente construído como forte pelo rei Ossory e reconstruído em pedra em 1191 pelo Earl de Pembroke, foi com o clã dos Butlers que o castelo teve seu auge. A família residiu no castelo de 1391 a 1935 e em 1967 eles vendem o imóvel ao Estado por 50 libras!
Destaque para a Long Gallery onde esta exposta a coleção de obras da família Butler.



Kilkenny tem várias belas catedrais espalhadas pelo centro medieval como a Black Friar´s ou a Abadia de Francis. As fotos abaixo são da Igreja de St.Mary.


O ponto alto da igreja são os mosaicos atrás do altar.



Para os adoradores de pubs, esta pequena cidade possui nada mais nada menos que oitenta deles sendo o mais famoso o Kyteler´s Inn. Sua primeira proprietária foi a Dama Alice Le Kyteler que por ter acumulado uma fortuna e ter tido 4 maridos provocou a inveja de muitos da pequena cidade. Acusada de bruxaria em 1324, ela consegue escapar da fogueira e graças a “importantes contatos” consegue fugir para a Inglaterra.
De Kilkenny continuamos em direção sul até a província de Cork, mais exatamente ao oeste tendo como base a cidade de Skibbereen.
O vilarejo em si não tem nada de especial e sim a paisagem, antes de chegarmos ali demos uma parada no Old Head of Kinsale, pertinho da cidade de Kinsale.
Continua...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A AVENTURA

Temperaturas previstas para o período entre 10º e 18º. Previsão para 15 dias
Chove: em média 150 dias por ano (chove quase todo dia).
Lingua: inglês e irlandês, sim!
Moeda: euro.

Vamos ao capítulo como sair do aeroporto, descobri isso, achei genial Worldtaximeter, além de dar o preço, e já ter os destinos principais a mão, ele mostra um mapinha do google com todo o trajeto. Só que ainda não são muitas cidades.
Estimated Fare using meter at 15:00 Distance: 13.2 km. Duration: 21 min.
- first kilometer 3.80 €
- 13.2 km. x 0.95 € per km (tariff A) 12.37 €
- waiting in traffic (~5 min.) 1.95 €
- Total 18.12 €






Mas será que nós e as malas cabemos em um carro só?
Os outros transportes (ônibus) que eu vi estão entre €6 e €10 por cabeça, então mesmo se pegarmos 2 taxis, ainda vale a pena de tempo, dinheiro e comodidade.
Ok, Dublin, então vamos o assunto principal, bebida!
Nossa vizinhança, é o ponto do pubs, que funcionam:de segunda a quinta até as 11:30, sextas e sábados até 12:30 e domingos até as 11:00 (depois tem meia hora pra terminar a cerveja, sem choro!!!)






Alguns duram mais, descubra em http://www.dublinpubs.ie/ - procure late bars.
Mas além disso, em Temple Bar há alguns castelos, como o Dublin Castle, construído no início do século XIII, num deles tem a The Bram Stoker Dracula Experience (€ 7 - abre do meio dia até as 10 da noite), tem mais o Dublin City Hall, Chester Beatty Library, das 10:00 ás 17:00, com várias obras de arte e documentos antigos (que tem um café dentro tb, The Silk Road Cafe), o banco central e um punhado de igrejas.
Ainda temos no bairro dois pontos para os interessados em fotografia, Gallery of Photography (Meeting House Square - Temple Bar - Dublin 2)
Tem exposição, cursos, workshops e tem até sabe o que? Dois quartos escuros, e uma sala de processamento de filme!!!! E olha que legal, é possível usá-los, tem umas taxinhas no site, é por tempo ou rolo, tão retrô!!!
Na verdade não é qualquer um, tem que ser membro pra usar...
Além de tudo isso, tem uma livraria especializada!!!! Abre das 11:00 - 18:00 e é grátis.
National Photographic Archive (Meeting House Square, Temple Bar, Dublin 2, - abriga as fotos da National Library of Ireland), com um acervo de 300.000, organizadas em exposições temporárias, o horário é o de sempre, 10:00 - 17:00, e não custa nada pra entrar.
Exposições atuais: Planes, Trains and Automobiles - Strangers to Citizens: the Irish in Europe, 1600-1800 - Yeats: The Life and Works of William Butler Yeats.




Vamos sair da vizinhança e ir para o passeio turístico em si. Todo mundo diz que devemos começar pelo Trinity College and Library, lá temos a exposição de Book of Kells, que são manuscritos do século I, bem lindos, funciona das 9:30 às 17:00, e custa € 8.
Podemos também ir para a rua O'Connel St., que é o resumo do espírito velho e novo de Dublin (papinho padrão).
Assim, como o colégio é do nosso lado do rio, e a rua do outro, poderíamos dar uma voltinha no bairro, já pro lado do colégio e ir subindo a avenida, cruzando o rio e vendo tudinho, inclusive a Custom House, que é na beirinha do rio Liffey tb!!!
A Custom é um prédio público do século XVIII, representante da arquitetura Georgiana, dos reis George I a IV, é o projeto arquitetônico mais importante da cidade, outros representantes do período são Georgian Houses, The Four Courts e General Post Office.
Ali na rua do ladinho da O'Connel, tem a Moore St., é onde podemos provar todos os sabores típicos, tem restaurantes, e tem uma feira de comida na rua.
Outro ponto pertinho de Temple Bar, é o Hotel Shelbourne, (prédio de 1824, primeiro na cidade a ter luz a gás, em 1867, depois elétrica, 1881 e então elevador, em 1902) tem um enoooooorme parque na frente, o St. Stephens Green, e o pub (bono, bono!!) chama Horseshoe Bar (casual dresscode), além de celebridades, foi ponto de políticos e escritores.

Ali pertinho, na verdade entre o hotel e o colégio, tem outro parque, Archbishop Ryan Park, e a casa onde viveu Oscar Wilde, no número 1 da Merrion Square.
Ali também pertinho, tem a National Gallery, com acervo de arqueologia, vida no campo, artes decorativas e história natural.
Agora vamos à Disneylândia dos cervejeiros, como diz o pessoal do Lonely Planet, Guinness Storehouse!
Adultos pagam € 15 na hora ou € 13.50, comprando antecipadamente pelo site.7 andares de pura diversão.
No térreo, conheça os ingredientes.
1º andar, o processo de beber cerveja (!) e o laboratório de teste de sabor.
2º andar, a vez do marketing: anúncios, comerciais de tv.
3º andar, exibição interativa "The Choice Zone" você é um apreciador do fino sabor da cerveja, ou meramente um alcólatra? Descubra e conte!
4º andar exposição com a história do prédio.
5º andar, tem um teste pra saber se aprendeu a tirar a cerveja + certificado. E tem também uma exposição com o trabalho de John Gilroy, responsável pelos anúncios dos 30's até 60's.
7º andar The Gravity Bar, onde eles te embebedam com outro copo de guinness, e a inebriante vista de dublin.
Além de tudo isso, tem uma competição de fotografias do passeio, são selecionadas fotos mensalmente, que irão para uma galeria virtual, e em janeiro, uma será escolhida vencedora, e o autor ganhará €1000.
Funciona das 9:30 até as 17:00 (até as 19:00 em julho e agosto), agora eu entendi porque Disneylândia...
Já que eu toquei na Guinness, vou propor algo igualmente cultural/alcoólico. Que tal a gente aprender a fazer whisky?
Então eu apresento The Old Jameson Distillery desde 1780 (Bow Street Distillery - Smithfield, Dublin Tel: 00 353 1 8072355), o mesmo horário e quase o mesmo preço, e se reservar online, tem desconto tb, de € 12.5o cai para € 11.25.
Tem uma versão com passeio noturno, dança e jantar, tudo por € 60, mas é só a partir de quinta.


Mas voltando aos Pubs, de todos os que eu vi até agora, dois me chamaram atenção, não são em Temple Bar, mas já deu pra sacar, é tudo bem pertinho...
Voto no Anseo (18 Camden Street Lower, Dublin 2. Tel: + 353 (0) 1 4751321), dito como um local para beats e beatniks. Nas resenhas dele, além de despretensioso, ótima seleção musical e também ao vivo, e os bons preços, são comuns os ítens ótimo staff.
O outro é pura tradição, Brazen Head, (20 Bridge Street, Dublin 8. Tel: + 353 (0) 1 6785186) seria o pub mais antigo da cidade, desde 1198, mas a partir de 1668 neste endereço. Tem música irlandesa contemporânea e tradicional (tem até o cardápio no site, e com preço!!
Um prato principal custa em média de €10 a €20).
Agora, um ponto turístico mais longinho um pouco (só um pouco), a Kilmainham Gaol, prisão construída em 1796, todos os irlandeses que contrariavam as ordens da Inglaterra, costumavam ficar ali em férias durante um tempinho, os mais sortudos saíram, mas em 1916, alguns acabaram ali pra sempre, executados pelo exército britânico...
Mas isso acabou sendo um catalisador para o final da supremacia inglesa sobre os irlandeses. Funcionou até 1924 e depois de totalmente restaurada, nos anos 60, a cadeia virou museu, e agora a frase hit, que vai ganhar o coração de alguns: a prisão foi usada como set no filme Em nome do Pai.




E para finalizar, que tal uma noite típicamente irlandesa no Arlington Hotel, 23-25 Bachelors Walk, O’Connell Bridge, Tel: +353 1 804 91 00, com música e comida?
SIM, pessoas dançando com os bracinhos colados ao corpo, fazendo sapateado e levantando a perninha ao som de música celta, bizzaro e jóia!!!
Isso tudo custa €28.95 por pessoa, de segunda a quinta, jantar a partir das 19:00 e o show começa as 21:00.
Vamos ao menu (tem que escolher um bullet por cada etapa):

ENTRADA
• The Arlington’s Tasting Plate.Organic Goats Cheese Tartlet, Ballantine of Braised Pork, Mousseline of Smoked Salmon
• Soup of the dayOur Hearty and Healthy Potato & Onion soup Scented with Thyme


PRINCIPAL (All Main courses are accompanied by champ mash and garden vegetables)
• Traditional Slow Cooked Irish Lamb StewWith potato and vegetables finished with parsley
• Roast Pave of SalmonWith watercress sauce, garnished with Lemon
• The Arlington’s Beef & Guinness PieBraised beef in Guinness with a crispy pastry topping


SOBREMESA
• Trio of Irish Desserts
Glazed Raspberry Cheesecake
Armagh apple pie
Rich Double Chocolate & Whiskey Cake


E pra quem se empolgou e quer ainda mais informações, aqui tem uns caminhos...

http://www.visitdublin.com/
http://www.indublin.ie/
http://www.irlgov.ie/
http://www.dublintourist.com/
http://www.ireland.com/
http://www.tourismireland.com/
http://www.dublinbus.ie/
http://www.aircoach.ie/
http://www.dublinairport.com/
http://www.virtualtourist.com/

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

ROTEIRO cont.


Continuação...
Sex. 06 - Armagh / Enniskillen / Sligo (80km/68km)


Café da manhã no hotel.


Armagh deriva seu nome do irlandês Ard Macha, "a Grande Deusa Macha".


No sítio histórico de Navan Fort, as lendas dessa poderosa deusa ganham vida através das jornadas bárdicas, em que a riqueza, a força e a honra do Feminino Sagrado são restauradas a todos e cada um de nós.






Na saída de Armagh, breve visita à Catedral Católica de St. Patrick e prosseguimento para Enniskillen.





A caminho, embarque em barco para visita à magnífica Ilha Devenish, a maior das 200 ilhas encontradas no Lago Erne, localizado no Condado de Fermanagh, que apesar dos constantes ataques vikings, possui diversas ruínas monásticas ainda bem conservadas.







Tempo para almoço a caminho.



Prosseguimento para Sligo e hospedagem no Hotel Clarion Sligo (4*).



Sab. 07 - Sligo (Terra do poeta Yeats * )



* O grande escritor WB Yeats, um dos maiores nomes da literatura na língua inglesa, é um dos responsáveis pelo resgate das tradições celtas da Irlanda.



A região conhecida como "Território de Yeats" está ricamente associada à sua biografia, além de possuir muitos outros atrativos para nossa jornada espiritual.



Café da manhã no hotel.


Saída para visita aos Túmulos de Creevykeel - estrutura megalítica que foi recentemente restaurada e é uma das mais belas de seu tipo, construída por volta de 2.500 a.C. Uma belíssima oportunidade de viajar no tempo e travar contato com os primeiros habitantes da Irlanda! Em honra a eles, nossa jornada bárdica nos desperta a consciência para a importância da Ancestralidade - afinal, "só sabe para onde vai, quem sabe de onde vem!"


Em Drumcliff, visitamos a sepultura de WB Yeats para prestar homenagem a este grande poeta que mantém viva a tradição dos bardos celtas irlandeses.


Diante de nós, ergue-se a mística Montanha de Ben Bulben - uma estranha formação rochosa que se ergue na paisagem e se lança sobre o mar.


Aqui, segundo as lendas, viviam os poderosos Fianna - os nobres guerreiros míticos que inspiraram os Cavaleiros da Távola Redonda da Idade Média e que, por sua sabedoria e nobreza, podem ser equiparados aos samurais do Oriente.


O ojetivo de nossa Jornada Bárdica é nos trazer à consciência a importância de uma vida honrosa e digna em nossa luta por um mundo melhor .

Tempo para almoço a caminho. Continuação para Carrowmore - um cemitério com mais de seis mil anos de história, o cenário ideal para entrarmos em contato com a visão druídica da morte, do renascimento e da vida eterna.


Em nossa volta para Sligo, passamos por Strandhill, um resort litorâneo próximo à montanha de Knocknarea, sagrada por conter em seu topo um enorme cairn (estrutura megalítica) tido como o palácio mágico da Rainha Maeve, personagem da mais conhecida saga irlandesa: o "Táin".


Conhecida por sua independência, força de caráter, coragem e prosperidade, a Rainha Maeve é a imagem perfeita da força e da magia da mulher celta - tema que é abordado em nossa Jornada Bárdica.






Dizem que Medhbh, a Deusa e mítica rainha de Connacht, foi enterrada sob o grande monte de pedra em cima do morro do Knocknarea.


O monte pode conter uma breve passagem conhecida assim como em Newgrange e provavelmente foi erguido por volta de 2500 aC.


Como Newgrange e Knowth, também tem pequenos túmulos satélites ao seu redor.


Segundo o anúncio de informação Co. Sligo Conselho no sopé da montanha.


É um costume local trazer uma pedra que você adiciona ao monte, para ter certeza que ela nunca se levante novamente.




Levamos 35 minutos de caminhada a partir do parque de estacionamento para o cume, onde temos uma bela vista da baía de Sligo, Benbulben para o norte e as Montanhas do Boi, ao sul.


Retorno ao hotel no fim da tarde.



Dom. 08 - Sligo/Westport (90km) Após café da manhã, saída para viagem até o Condado de Mayo, onde visitamos Ceide Fields - a fazenda soterrada mais antiga da Europa e maior monumento da Idade da Pedra do mundo, com mais de 6 km2.


Um 'must' para os entusiastas da história e da arqueologia, pois Ceide Fields é uma janela para o modo de vida de nossos mais remotos ancestrais.


A 8km de Ceide Fields, visitamos Ballycastle (maior e mais antigas escavações arqueológicas da Idade da Pedra na Europa). Continuação para Castlebar e visita ao Museum of Country Life Neste caminho travamos contato com a lenda do Falcão de Achill - "o mais antigo dos ancestrais" - e ouvimos sobre as mensagens dos animais sagrados da espiritualidade celta.


Prosseguimento para Westport e hospedagem no Hotel Carlton Atlantic Coast (4*).


Restante da tarde livre.



Seg. 9 - Westport/Connemara/Galway (100/60km)


Após café da manhã, saída para visita à Abadia de Ballintubber, um dos mais marcantes edifícios da Irlanda, única igreja da Irlanda fundada por um rei irlandês (1216) ainda em uso.


Em seguida, início da jornada até Galway, passando nas proximidades de Westport, pela montanha de Croagh Patrick - sagrada aos católicos irlandeses por ser o local onde São Patrício, padroeiro da Irlanda, jejuou por quarenta dias e noites.


Nosso Trabalho Bárdico fala de Patrício, suas lendas, sua importância e seu simbolismo mítico.

Seguimos rumo ao Sul, desfrutando das paisagens espetaculares de Connemara, terra de rios, lagos, charcos e montanhas, salpicada de pequenas vilas onde o ancestral idioma gaélico ainda pode ser ouvido nas ruas, pubs e lojas. Tempo para almoço em uma das vilas.



Descrita pelos próprios irlandeses como a área mais bucólica e romântica da "Ilha Esmeralda", seus caminhos nos levam a Galway.


Durante este percurso, conhecemos as histórias e magia de Claddagh - o Anel Celta do Amor; ouvimos sobre Aengus, deus celta protetor dos enamorados e o "Filho da Promessa" celta.


Nossa Jornada Bárdica nos mostra a visão druídica do amor e a importância do mitológico "casamento sagrado" para cada um de nós. (paixão e romantismo nas lendas celtas - Tristão e Isolda).


Chegada e hospedagem no Hotel Ardilaun (4*). Restante da tarde livre.


À noite, caminhamos pela praia para conhecer, vivenciar e compreender a ponte espiritual que mesmo antes de Cabral liga Brasil e Irlanda - através das lendas de Hy-Breasil, "A Ilha dos Abençoados".



Ter. 10 - Galway/Burren / Cliff of Moher/ Limerick (320km)


Chegamos a um dos mais importantes dias de nossa jornada pela Magia da Irlanda!


Após café da manhã, breve parada para fotos em Dunguaire. Despedindo-nos de Galway, seguimos nosso caminho pelo Burren (Condado de Clare) - uma região rochosa de beleza única e história riquíssima.


Estas terras acolheram homens, mulheres e crianças irlandesas expulsos de suas terras pelos invasores ingleses - a relação entre esses povos sempre foi tortuosa e de tocante emoção.

Ainda é possível visitar as ruínas de aldeias que, durante a Grande Fome do século XIX, foram totalmente abandonadas por seus esquálidos habitantes.



Nesse cenário extraordinário, nossa Jornada Bárdica rende homenagem a todos os Filhos da Irlanda que através dos séculos tiveram de deixar sua amada ilha para tentar sobreviver em terras para além dos mares.



Seguimos até o belíssimo Dólmen de Poulnabrone - com mais de cinco mil anos, esta estrutura é um conhecido cartão postal - e não podemos perder a oportunidade de tirar fotos ao lado dele!







Aqui, nossa Jornada Bárdica nos leva rumo ao "Espírito da Continuidade - a sobrevivência da Alma".





Na seqüência, Cliffs of Moher - uma das mais espetaculares vistas da Irlanda, estes penhascos de mais de duzentos metros de altura se precipitam sobre as águas do Atlântico, inspirando lendas e mitos transformadores.









Tempo para almoço a caminho.



Craigganowen project- aqui travamos contato profundo com as origens históricas dos celtas irlandeses - como viviam? Qual era seu dia-a-dia? De que se alimentavam? No que acreditavam?



Reconstruções precisas mostram como seria viver nos tempos dos celtas e as observações de nosso guia, trazem esses monumentos à vida novamente, mostrando a sacralidade do cotidiano para os celtas - uma das mais belas lições do druidismo moderno.

Vimos também a reconstrução do mítico barco de couro "Brendan", com o qual Tim Severin atravessou o Atlântico em 1976-77 para provar a possibilidade da mesma travessia ter sido feita pelos celtas, muitos anos antes de Colombo.



Nossa Jornada Bárdica fala das imramma, "viagens" mágicas através dos mares para o Paraíso Celta.



Continuação para Limerick e alojamento no Hotel Absolute (4*).




Foi opcional:



Banquete Medieval no Castelo de Dunguaire ou Knappogue (tem-se que reservar com antecedência)



A ancestral hospitalidade irlandesa, dos celtas à Idade Média, é vivenciada neste cenário deslumbrante - um castelo original preservado fielmente. Conhecermos o esplendor de um banquete real da Irlanda Medieval - culinária riquíssima, entretenimento digno de reis e rainhas! (aproximadamente EUR$70,00)



Qua. 11 - Limerick/Killarney (Kerry - Tralee) - (122km)



Após café da manhã, deixamos Limerick e seguindo para Killarney, não sem antes fazermos uma parada num dos lagos (em forma de ferradura) ao sul de Limerick para apreciar alguns resquícios da Idade da Pedra.



O primeiro logo saindo da cidade, é Grange - um círculo de pedra, de mais de 4000 anos. Com 113 pedras, é o maior da Irlanda.



Em seguida vem Lough Gur - aqui, mais uma vez o passado se descortina diante de nossos olhos: um museu a céu aberto recua ainda mais no tempo, mostrando-nos os usos e costumes dos habitantes neolíticos da Irlanda, num local que já conta com mais de cinco mil anos de habitação humana ininterrupta!




Prosseguindo, o tempo permitindo, faremos uma volta pela "Dingle Península" - uma das mais bonitas e pouco percorrida pelos turistas das penínsulas da Irlanda, repleta de fortes e antigos monumentos.



Tempo para almoço a caminho.



Continuação passando pelas cercanias do Monte Brendan (953m) a segunda maior montanha da Irlanda. Segundo a lenda, Brendan foi um santo navegador, que subiu nesta montanha com seus monges marinheiros, antes de se lançarem em sua jornada para a Groenlândia e América. Chegada e hospedagem no Hotel Fels Point Tralee (4*). Restante da tarde livre.

Qui. 12- Killarney / The Ring of Kerry / Killarney (166km)



Após café da manhã, saída para dia inteiro de passeio começando pelo Parque Nacional, passando por Gap of Dunloe, quando seremos introduzidos ao ogham - o Alfabeto das Árvores Sagradas dos druidas irlandeses.



Semelhante em uso às ruínas nórdicas, essa escrita original da Idade do Ferro irlandesa é um profundo manancial de conhecimento, podendo ainda ser usada como oráculo - temas que abordamos em nossa Jornada Bárdica.







O "Anel de Kerry"(Ring of Kerry) é a mais famosa rota panorâmica da Irlanda, com grande diversidade de cenários e paisagens encantadoras. A partir de Killarney, seguimos por Killorglin, primeira cidade do "anel", renomada por sua "Puck Fair" - uma tradicionalíssima feira historicamente datada como medieval, mas cujas práticas e simbolismos certamente recuam ainda mais no tempo, ao período celta da Irlanda. Poucos lugares do mundo oferecem vistas tão belas quanto o "Ring of Kerry". Tempo para almoço a caminho.


Retorno ao hotel no fim da tarde.


Sex. 13 - Killanarney / Bantry / Cork (70km / 80km)


Café da manhã no hotel.

Por volta das 11:00hs, deixando Kerry para trás, a estrada que nos conduz a Cork nos leva pelas montanhas Caha, com vistas lindíssimas da Baía de Bantry (breve parada na Bantry House & Gardens).

Seguindo viagem, parada para almoço em Kinsale, pequena cidade conhecida por sua gastronomia.


Prosseguimento para Cork e hospedagem no Hotel Montenotte (4*). Restante da tarde livre.




Sab. 14 - Cork


Café da manhã no hotel.

Dia inteiro de visitas. Visita a Cork, segunda maior cidade da República da Irlanda, com uma animada vida cultural marcada por festivais musicais, universidades e indústrias modernas, mas que preserva o charme de seus muitos séculos de história.


Lado a lado, construções que datam do período medieval e da Era Vitoriana narram suas diversas fases.


Após conhecer essa jóia de cidade, nossa rota agora se volta para o norte, rumo a Blarney. Tempo para almoço.








Aqui visitamos um dos mais antigos castelos da Irlanda (Blarney Castle), datando de 1446.




No seu interior, a Pedra de Blarney a qual, segundo a lenda, confere o dom da oratória e da eloqüência a quem a beija em condições especiais que garantimos, serão oferecidas em nossa visita! O dom da oratória, matéria-prima da arte dos bardos, poetas e contadores de histórias, é o tema de nossa Jornada Bárdica - uma viagem através de séculos da singular arte narrativa irlandesa.




Continuação para Midleton e visita ao Centro Cultural Jameson. O whiskey (sim, na Irlanda a grafia correta inclui o 'e'!) nesta cidade vem sendo destilado desde o século IX e a mais antiga das destilarias produz cerca de 24 milhões de garrafas por ano.



O tour à destilaria dura aprox. 45 minutos e se inicia com uma breve apresentação áudio-visual.



Após a visita, tempo livre para apreciar o famoso whiskey irlandês. Retorno ao hotel no fim da tarde. A caminho, ouvimos sobre "Brighid" - a deusa das artes e da cura.



Dom. 15 - Cork/Dublin (260km)



Após café da manhã, início de viagem rumo a Tipperary.



No Condado de Tipperary, encontramos uma das mais famosas atrações turísticas da Irlanda: Cashel Rock of - no alto de um maciço de calcário ergue-se o maravilhoso Castelo de Cashel - a própria palavra 'cashel' é um empréstimo do latim 'castrum', que significa literalmente castelo. Este local era o assentamento real dos Reis do Munster - a parte sul da Irlanda - e foi aqui que o herói irlandês Brian Boru tornou-se o primeiro Grande Rei de toda a Irlanda, no século X. As construções eclesiásticas no interior da muralha - uma catedral, uma capela romanesca e diversas cruzes celtas - somadas à beleza da natureza ao redor, formam uma visita inesquecível.


Tempo para almoço a caminho. Prosseguimento para Dublin e alojamento no Hotel Burlington (4*).



Neste dia, pudemos fazer opções:



Opção 1 - Volta ao Brasil via Air France: - traslado ao aeroporto e embarque Dublin/Paris AF5007 17:25/20:25 + Paris/S.Paulo AF454 23:20/05:50



Opção 2 - Opcional à Escócia - Dublin/Glasgow EI228 20:55/21:50



Opção 3 - Opcional à Islândia - Dublin/Londres EI178 18:00/19:15 + Londres/Reykjavik FI455 21:15/23:10



Opção 4 - Continuarmos na Irlanda



Seg. 16 - Começamos a viver uma nova aventura, agora por nossa conta.