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domingo, 20 de março de 2011

A HISTÓRIA DA ESCÓCIA

INTRODUÇÃO

A história da Escócia, como tudo na Grã-Bretanha, é antiga, marcada por crenças celtas, inúmeras batalhas, lendas e episódios românticos. O país foi unificado ao reino inglês, ao contrário do que muitos pensam, não por uma vitória do então reino inimigo - como aconteceu no País de Gales -, mas porque o rei James VI da Escócia herdou a coroa da Inglaterra. O que faz toda a diferença entre escoceses, galeses e ingleses. Os escoceses são notoriamente o povo descontraído e expansivo do Reino Unido (e malucos, para muitos ingleses...). No verão, são privilegiados com tarde longas e uma luz rara. Sua capital, Edimburgo, é uma cidade marrom e bela. As Highlands, no extremo norte, e as mais de 790 ilhas na costa oeste são as áreas mais selvagens e românticas de toda a Grã-Bretanha. Ali se encontra o Lago Ness, famoso pelo mítico monstro Nessie, também muita neve, sol, a mais alta montanha do Reino Unido e, se prestar bastante atenção, talvez um duende...

Origens da Escócia


Há indícios da presença humana na Escócia desde o Mesolítico (provavelmente 5000 a.C.). Os obanianos, que habitaram o local por volta de 3000 a.C., já possuíam embarcações e utilizavam arpões com pontas de osso. Os vestígios encontrados dos povos agricultores e criadores do Neolítico indicam que penetraram de Yorkshire para o estuário do Moray. As espadas e pontas de lanças que, com os machados de bronze, marcam o início da Idade do Bronze na Escócia (900 a.C.) indicam a ocorrência de guerras. A Idade do Ferro, que começou após 500 a.C., assinala o início do tribalismo céltico que foi encontrado pelos invasores romanos.


O Castelo de Stirling é um dos principais símbolos da Escócia,
por seu rico passado histórico e sua origem vulcânica.


HISTÓRIA


A Escócia é a Caledônia romana. Os pictos, aos quais uniram-se grupos de britânicos rebeldes, resistiram com êxito à conquista dos romanos, cuja soberania terminou no ano 409 d.C. No começo do século VI, os escotos, invasores celtas, ocuparam a região e estabeleceram o reino de Dalry. Em meados do século VI, os anglos invadiram a maior parte da Caledônia. Essa região, junto com as várias possessões anglas ao norte do que atualmente é a Inglaterra, tornou-se parte do reino inglês da Nortúmbria. No século X, os reis de Alban ocuparam a Nortúmbria durante o reinado de Malcolm II Mackenneth (1005-1034) e Duncan I herdou a coroa de Strathclyde. Como resultado, os domínios da Escócia (desde então é conhecida por esse nome) estenderam-se por todo o território ao norte do Solway Firth e o rio Tweed. A influência da Inglaterra aumentou bastante durante os reinados de Alejandro I, o Feroz, e David I, que estabeleceram o sistema monárquico feudal anglo-normando e aboliram o tradicional sistema de possessão de terras por clãs. Alexandre III faleceu em 1286 e deixou o trono para seu único descendente com vida, sua neta Margarida, ainda menina. A morte de Margarida produziu uma crise política e Eduardo I da Inglaterra aproveitou a situação para proclamar a soberania inglesa sobre a Escócia intervindo a favor de John de Baliol, neto de David I. Em 1295, Baliol, diante da demanda popular de acabar com o controle inglês, formou uma aliança com a França para conseguir a independência.

A primeira fase da guerra acabou quando Eduardo I decretou a anexação da Escócia à Inglaterra, depois de destituir Baliol. A luta contra a Inglaterra recomeçou em 1297 sob o comando do patriota escocês Sir William Wallace, que restaurou a monarquia escocesa. Depois da sua morte, em 1305, Roberto Bruce, um descendente de David I, assumiu a liderança do movimento de resistência. Em 1306, foi coroado como Roberto I, rei da Escócia, e começou uma campanha de guerrilha sistemática contra os ingleses. A guerra acabou em 1328 quando os regentes de Eduardo III da Inglaterra aceitaram no Tratado de Northampton a independência da Escócia. Logo no início do século XVI, Jaime IV casou-se com Margaret Tudor, filha de Henrique VII da Inglaterra. A Reforma começou a ganhar partidários na Escócia e, em 1560, a Igreja católica foi abolida, adotando-se o Calvinismo.
Em 1603, Jaime VI, rei da Escócia, herdou a coroa inglesa como Jaime I Stuart. Com seu filho Carlos I da Inglaterra (1625 e 1649), as tentativas de impor as formas de culto anglicanas provocaram os confrontos conhecidos como As Guerras dos Bispos (1639-1649), uma das causas do começo da Guerra Civil inglesa, que culminou no triunfo das forças parlamentares sob o comando de Oliver Cromwell. Em 1660, a Escócia voltou a se separar politicamente da Inglaterra. Ver Jacobitas. Em 1707 o Parlamento escocês votou a favor de sua anexação ao Reino Unido da Grã-Bretanha, com garantias para manter o seu próprio sistema jurídico, político e religioso. Muitos escoceses foram contrários a essa união.
A história escrita da Escócia começa, em linhas gerais, com a ocupação do sul e do centro da Grã-Bretanha pelo Império Romano, território transformado na província romana da Britânia e que equivale atualmente à Inglaterra e ao País de Gales. Segundo a tradição, o Reino da Escócia foi fundado em 843, quando Kenneth I se tornou rei dos pictos e dos escotos.
A conquista normanda da Inglaterra em 1066 e a ascensão ao trono de Davi I permitiram a introdução do feudalismo na Escócia e um maior relacionamento comercial com a Europa. Ao final do século XIII, diversas famílias normandas e anglo-saxãs haviam recebido terras escocesas. A primeira sessão do Parlamento escocês foi realizada naquele período.
Uma disputa pelo trono permitiu que Eduardo I da Inglaterra tentasse coroar um fantoche seu como rei da Escócia. A resistência escocesa, liderada por William Wallace e Andrew de Moray e, mais tarde, por Robert Bruce, fez com que este fosse coroado rei da Escócia em março de 1306 e saísse vitorioso na batalha de Bannockburn, contra os ingleses, em 1314. Uma Segunda Guerra de Independência Escocesa eclodiu no período 1332-1357, quando Edward Balliol tentou tomar o poder com o apoio do monarca inglês. O quadro político escocês voltou a estabilizar-se com a emergência da Casa de Stuart nos anos 1370.



Representação de David Morier da Batalha de Culloden.

Guerras entre a Inglaterra e a Escócia eram freqüentes na Idade Média. Havia, no entanto, fortes laços entre os dois reinos: vários reis escoceses possuíam terras e títulos na Inglaterra e muitos casamentos entre as famílias reais inglesa e escocesa foram realizados. Apesar de diversos levantes terem fracassado, tais como a derrota de William Wallace em 1298, foi a vitória de Robert the Bruce sobre Edward II da Inglaterra no ano de 1314, em Bannockburn, que assegurou a sobrevivência do Reino da Escócia independente. As duas coroas finalmente se uniram quando Elizabeth I da Inglaterra foi sucedida, em 1603, por James VI da Escócia (James I da Inglaterra), seu herdeiro mais próximo.
A Escócia continuou a ser um Estado separado, exceto durante o Protetorado dos Cromwell. Em 1707, após ameaças inglesas de interromper o comércio e a livre circulação na fronteira comum, os Parlamentos da Escócia e da Inglaterra promulgaram os Atos de União que criaram o Reino Unido da Grã-Bretanha.
Em seguida ao Iluminismo escocês e à Revolução Industrial, a Escócia tornou-se uma das potências comerciais, intelectuais e industriais da Europa. A sua decadência industrial após a Segunda Guerra Mundial foi grave, mas mais recentemente o país tem vivido um renascimento cultural e econômico, em especial nas áreas de serviços financeiros, de eletrônica e de petróleo. Por meio do Scotland Act britânico de 1998, o Parlamento escocês foi reaberto.

JACOBITAS (JACOBITIMO)

O Jacobitismo foi um movimento político dos séculos XVII e XVIII na Grã-Bretanha e Irlanda que tinha por objectivo a restauração do reinado da casa dos Stuarts na Inglaterra e Escócia (e depois de 1707, ano em que a Escócia e a Inglaterra se uniram, o reino da Grã-Bretanha).
Tem um pendor católico e anti-protestante. O nome advém de Jaime II da Inglaterra (e Jaime VII da Escócia), cujo nome em Latim era Iacobus Rex. Este movimento acabaria por ser derrotado, sobretudo em dois grandes momentos e batalhas em 1715 e 1748.
O Jacobitismo foi a resposta à deposição de Jaime II de Inglaterra (VII da Escócia) em 1688, ano da Revolução Gloriosa, em que ele foi substituido pela sua filha protestante Maria II de Inglaterra juntamente com o seu marido Guilherme de Orange. Os Stuarts passaram a viver no continente europeu depois disso, tentando ocasionalmente reganhar o trono britânico com a ajuda da França e Espanha (e das forças católicas existentes em certas zonas como a Irlanda e as Highlands escocesas).
Dentro das Ilhas britânicas, o apoio principal ao Jacobitismo adivinha da Irlanda e Escócia (especialmente Highlands), zonas católicas. Também houve algum apoio na Inglaterra e no País de Gales, particularmente no norte de Inglaterra.
Os realistas (royalists) apoiavam o Jacobitismo porque eles acreditavam que o Parlamento não tinha autoridade para interferir com a sucessão real e muitos católicos viam-no como o alívio da opressão protestante. Muitas pessoas envolveram-se nas campanhas militares por vários motivos também. Na Escócia, a causa Jacobita tornou-se envolvida na agonia do sistema dos clãs guerreiros das Highlands, e tornou-se uma memória revivalista romântica.
O emblema dos Jacobitas é a rosa branca, a White Rose of York; o Dia da Rosa Branca é celebrado a 10 de Junho, o aniversário de Jaime Francisco Eduardo Stuart, conhecido como "The old pretender" que caso tivesse tido êxito teria sido o Rei Jaime III de Inglaterra (VIII da Escócia), nascido em 1688.

Levantes jacobitas
Os levantes jacobitas (em inglês: Jacobite Risings) foram uma série de insurreições, rebeliões e guerras nos reinos da Inglaterra, Escócia (mais tarde o Reino da Grã-Bretanha), e Irlanda ocorridas entre 1688 e 1746. As insurreições tinham o objetivo de reconduzir Jaime II de Inglaterra, e mais tarde os descendentes da Casa de Stuart, para o trono após este ter sido deposto pelo Parlamento durante a Revolução Gloriosa. A origem do nome da série de conflitos está em Jacobus, a forma latina do nome inglês James.
A maioria dos levantes jacobitas foram chamados de rebeliões jacobitas pelos governos. A “Primeira Rebelião Jacobita” e a “Segunda Rebelião Jacobita” foram conhecidas respectivamente como “A Quinze” e “A Quarenta e Cinco” devido aos anos nos quais elas ocorreram (1715 e 1745).
Apesar de cada levante jacobita ter características únicas, eles foram parte de uma série maior de campanhas militares dos jacobitas na tentativa de reconduzir os reis Stuart aos tronos da Escócia e Inglaterra (e após 1707, a Grã-Bretanha). Jaime II de Inglaterra e VII da Escócia foi deposto em 1688 e os tronos foram reclamados por sua filha Maria II de Inglaterra conjuntamente com seu marido, o holandês de nascimento Guilherme III de Inglaterra.
Após a Casa de Hanôver ter sucedido ao trono britânico em 1714, os levantes prosseguiram, e se intensificaram. Eles continuaram até a última rebelião jacobita ("a quarenta e cinco”), conduzida por Charles Edward Stuart, que foi incontestavelmente derrotado na Batalha de Culloden em 1746. Isso acabou com qualquer esperança realística de uma restauração Stuart.
Devolução
A devolução de poderes para a Escócia (e para o País de Gales) é uma importante parte do programa de reforma constitucional do Governo. Propostas para a criação do novo parlamento e do gabinete executivo escoceses foram reunidas em um White Paper (documento correspondente a um projeto de lei) denominado "O Parlamento Escocês", o qual foi referendado em setembro de 1997. As eleições para o Parlamento aconteceram em 6 de maio de 1999, quando saiu vitorioso o partido dos trabalhadores, com 56 representantes eleitos. O Partido Nacionalista Escocês elegeu 35 representantes, o Conservador 18, o Liberal-democrata 17 e os demais 3.
Em 12 de maio de 1999, o Parlamento Escocês abriu os trabalhos da sua primeira sessão desde 1707. No dia 17 de maio, Donald Dewar foi nomeado Primeiro Ministro e seu gabinete foi empossado. No dia 1º de julho, poderes foram transferidos para a administração escocesa, inclusive os relacionados ao desenvolvimento econômico, saúde e educação. Outras questões, como as relações exteriores, permanecem sob a responsabilidade do Governo do Reino Unido.
A Escócia no Parlamento Britânico
Há 72 cadeiras para representantes escoceses na Câmara dos Comuns. Nas Eleições Gerais de maio de 1997, o Partido Trabalhista fortaleceu sua posição como maior partido, conquistando seis cadeiras, enquanto o Partido Conservador perdeu todas as suas 10 cadeiras. Em outubro de 1997, o Partido Trabalhista tinha 55 MPs (Membros do Parlamento), o Partido Liberal Democrata 10, e o Partido Nacionalista Escocês 6, com uma cadeira vaga devido ao falecimento de um MP do Partido Trabalhista.
CRONOLOGIA
Cerca de 4000 a.C. - Chegam os primeiros habitantes vindos da Inglaterra, da Irlanda e da Europa, lançando as bases da florescente civilização neolítica, da qual ainda hoje existem traços nas ilhas Orkney.
Século I - Os Romanos não conseguem submeter as tribos celtas, a que chamavam "Picts" (do latim pictus, pintar)
Século IV - Introdução do Cristianismo.
Do século VI ao século VII - A tribo celta dos Scots's instala-se na Escócia, seguida dos Anglo-saxões, vindos da Inglaterra.
Do século VIII ao século IX - Ataques dos Escandinavos que controlavam o litoral ocidental da Escócia.
843 - O rei scot Kenneth Mac Alpin cria o reino de Scone, unindo os Scots e os Pictos.Século XII - Introdução do regime feudal anglo-saxão nas Terras Baixas sob o reinado de David I, enquanto isso os habitantes das Terras Altas conseguem resistir.
1296 - Anexação da Escócia por Eduardo
I da Inglaterra.1297 - As tropas de William Wallace esmagam os Ingleses em Stirling Bridge. Traído, Wallace teria sido executado em Londres em 1305. Assume ainda hoje um papel de herói nacional.
1314 - O rei escocês Robert Bruce derrota os Ingleses em Bannockburn. A Escócia volta a ser independente catorze anos mais tarde.
Do século XIV ao século XV - Os habitantes das Terras Baixas, mais urbanos, chamam ladrões aos habitantes das Terras Altas . É erguida uma barreira entre as duas regiões, simbolizada pelo profundo vale do Great Glen. Os conflitos internos e as epidemias devastam o país. Para poder lutar contra a Inglaterra, a Escócia alia-se à França.
Século XVI - O clima intelectual favorece a Reforma, pregada por John Knox, assim como o crescimento do Protestantismo.
1603 - Aquando da morte de Isabel I, Jaime VI da Escócia torna-se Jaime I da Inglaterra.
1707 - O Ato de União é assinado entre a Escócia e a Inglaterra, apesar da oposição por parte de muitos escoceses.
Século XVIII - A revolução industrial faz-se acompanhar de uma abertura para a vida intelectual.
De 1840 a 1886 - O fim da indústria das algas e a fome de 1840 leva milhares de escoceses a emigrar para a América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Durante os anos 1930 - A crise económica dá um golpe fatal à indústria pesada da Escócia.
1967 - O Partido nacional escocês (SNP) ganha o seu primeiro lugar no Parlamento britânico.
De 1970 a 1980 - A descoberta de campos de petróleo e de gás no mar do Norte leva a prosperidade à região de Aberdeen. A fuga dos rendimentos petrolíferos para a Inglaterra e compra de volta das empresas escocesas por grupos ingleses agitam o sentimento nacionalista na Escócia.
1997 - Os escoceses pronunciam-se em massa a favor da criação de um parlamento escocês.
1999 - Eleições do Parlamento escocês, com sede em Edinburgo.

Um comentário:

  1. Muito com o seu blog, Só é difícil de achar documentos pela pesquisa do blog,mas é muito bem explicado.

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