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sexta-feira, 29 de abril de 2011

CLAN FRASER



Acredita-se geralmente que os traços do nome Fraser volta às origens na província francesa de Anjou e Normandia.

É dito que o nome deriva da palavra francesa para morangos ("Fraises") e os braços Fraser são flores de morango de prata sobre um campo de azul.

O Frasers, aparecem primeiro na história da Escócia, em 1160, em East Lothian, e, então, dizem ter chegado em Tweeddale nos séculos 12 e 13 e que depois foram para Stirling, Inverness e Aberdeen.

Sir Simon Fraser foi capturado lutando por Robert the Bruce, e condenado à morte por Edward I em 1306.O Clan Fraser posteriormente dividido em ramos distintos, incluindo os Frasers de Philorth, Lovat e Muchals entre outros. É um impulso natural para uns traçar os ancestrais e a história daqueles que os precederam na linha de família.

As pessoas descobriram que a história da família pode ser ao mesmo tempo fascinante e surpreendente, e em segundo lugar que pode ser frustrante e consumir uma grande quantidade de tempo! A Sociedade Clanfraser da Escócia e do Reino Unido foi formada para ajudar as pessoas, reuni-los em suas pesquisas e para fornecer uma plataforma comum para trabalho.










MAIS HISTÓRIA DO CLAN>>>> Early History of Fraser CLAN



Eles aparecem pela primeira vez, na Escócia, em torno de 1160, quando Simon Fraser fez uma doação de uma igreja em Keith, em East Lothian aos monges da abadia de Kelso. Essas terras passaram eventualmente a uma família que se tornou Earls Marishal da Escócia após a adoção Keith como o seu nome.

O Fraser se mudou para Tweedale nos séculos 12 e 13 e de lá para os condados de Stirling, Angus, Inverness e Aberdeen. Cerca de cinco gerações mais tarde, Sir Simon Fraser (o Patriota), foi capturado lutando por Robert the Bruce, e executado com muita crueldade por Eduardo I, em 1306. A linha Patriota terminou em duas co-herdeiras; a filha mais velha casou com Sir Hugh Hay, antepassado dos Condes de Tweedale, e a mais jovem casou com Sir Patrick Fleming, ascendente dos Condes de Wigtown. Sir Andrew Fraser de Toque-Fraser [d.1297], primo do Patriota, que foi o pai de Sir Alexander Fraser de Cowie [ancestral dos Frasers de Philorth], Sir Simon Fraser [ancestral do Frasers de Lovat], Sir Andrew Fraser e Sir James Fraser de Frendraught.

Sir Alexander foi morto na Batalha de Dupplin em 1332 e seus três irmãos mais jovens foram mortos na batalha de Halidon Hill em 1333.



Frasers DE PHILORTH - SENHORES Saltoun



A linha de Senior é descendente de Sir Alexander Fraser, que participou na vitória de Bannockburn em 1314. Em 1316 ele se casou com a irmã viúva de Robert Bruce, Lady (Virgem) Mary, que tinha sido encarcerada em uma gaiola por Edward I.

Sir Alexander foi nomeado Chamberlain, da Escócia, em 1319, e seu selo aparece na carta ao Papa datado de 06 de abril de 1320, conhecida como a Declaração de Arbroath, buscando o reconhecimento da independência política do país sob o reinado de Robert Bruce.

O neto de Sir Alexander, Sir Alexander Fraser de Cowie e Durris, adquiriu a Manor Place (que viria a ser Cairnbulg Castel) e terras de Philorth pelo casamento com Lady Johanna, filha mais nova e co-herdeira do Conde de Ross. De acordo com uma profecia de Thomas o Poeta: Quando um galo cantar no norte do país, haverá uma Fraser em Philorth.

Várias gerações depois, Sir Alexander Fraser, laird 8 de Philorth [c.1536-1623] fundou Burgh Fraser pela carta Real obtidos em 1592 e construiu Fraserburgh Castel (agora Kinnaird Head Lighthouse). Seu filho mais velho, Alexander Fraser, 9 de laird Philorth [c.1570-1636) casou com Margaret, em 1595, herdeira da Abernethies, Senhor Saltoun.

Em 1668 seu filho, Alexander Fraser, de 10 de Philorth [1604-1693] tornou-se também 10 Senhor Saltoun. O chefe atual do Nome do Fraser é Flora Marjory Fraser, 20 Senhora Saltoun, que é um membro ativo da Câmara dos Lordes.




MAIS HISTÓRIA DO CLÃ > Frasers de Lovat - Lovat SENHORES



O Frasers de Lovat descendem de Sir Simon [irmão de Alexandre, o senhor Chamberlain] Simon Fraser, que se casou com Lady Margaret Sinclair, filha do Conde de Caithness.

Documentos com data de 12 de setembro de 1367, conecta uma Fraser com as terras de Lovat e os Aird. Entre as terras adquiridas pela Frasers Lovat, os destaque foram em Stratherrick, que era muito querida ao coração dos chefes Lovat, as terras da igreja do Priorato Beauly em Inverness-shire, parte da margem sul do Beauly Firth e todo o de Strathfarrar.
Cerca de 1460 Hugh Fraser, 6° Senhor de Lovat [c.1436-1501] se tornou o primeiro Lord Lovat. Várias gerações depois, Hugh Fraser, 9 Lord Lovat [1666-1696], que tinha quatro filhas, mas nenhum filho, legou suas propriedades ao seu tio-avô, Thomas Fraser de Beaufort, em vez de sua filha mais velha, Amélia [1686-1763].

Thomas segundo filho de Simon Fraser, depois do 11 Lord Lovat, tinha planejado se casar com a herdeira Lovat, Amelia, mas o plano falhou, e em retaliação, Simon força casamento com sua mãe, a viúva Lady Lovat (o casamento foi anulado.)

O 11º Lord Lovat "The Fox" plotados com o Governo e as forças jacobitas, e foi o nobre último a ser decapitado na Tower Hill, Londres, em 1747.

O título Lovat foi atingido por uma lei do Parlamento, e as propriedades confiscadas para a Coroa.

Em 1774 as terras perdidas foram restauradas para o seu filho mais velho, Tenente-General Simon Fraser, Mestre em Lovat, mas não o título. A formação original terminou com a morte do mais jovem meio irmão do Mestre em 1815, Archibald, sem descendência sobrevivente legítima. As propriedades passaram por garantia ao herdeiro do sexo masculino mais próximo, Thomas Alexander Fraser, laird 10 de Strichen, Aberdeenshire, que em 1837 foi criado o Barão Lovat na Nobreza do Reino Unido, e a proscrição do título escocês foi revertida em 1857, quando ele tornou-se 14 Lord Lovat.

Com a morte do 17 Lord Lovat, em 1995, aos 83 anos, seu neto, Simon Fraser, nascido em 1977, tornou-se o 18 Lord Lovat e MacShimi 25, o chefe do clã Fraser de Lovat.

FONTE: http://www.fraser-clan.org/frame2.htm

domingo, 24 de abril de 2011

CLAN CAMPBELL





O nome de Campbell é, indubitavelmente, um de considerável antiguidade e o clã tem sido um dos mais numerosos e poderosos nas Highlands.

Geralmente é reconhecido como tendo sido fundada no século 11Sua habilidade em combate era inigualável, e sua influência ímpar na história da Escócia.
Existem 4 diferentes "ramos" da Campbells: Campbell de Argyll, Campbell de
Breadalbane, Campbell de Cawdor, e Campbell de Loudon.

O nome "Campbell" originou-se (alegadamente) a partir do gaélico "Cam Beul" (Boca Curva), um apelido dado a Dugald de Lochawe (avô amado
e o chefe do clã), que tinha uma maneira encantadora de falar de um lado da boca!

Dugald foi tão querido por sua família, que eles decidiram usar o seu apelido como o seu nome do clã, mesmo preferindo-a sobre o original "Argyll".




Não Campbell, ou pessoa de um nome relacionado, que não tenha sido criada na Escócia deve sentir que, por estarem fora de contato com a incrível riqueza do património de seu clã que são de alguma forma menos um "Campbell". A história está lá, e em alguns genes as também. Se o "coração está nas “Highlands" ou não, é uma questão de compreensão e de estilo pessoal.


O que pode estar faltando é informação do conhecimento e da prática viva da cultura do Highlander. Bem encontrados elementos podem ser absorvidos e transmitidos à gerações seguintes de modo que seja mais uma vez, uma herança viva, apesar de renovado para a época atual.


O objetivo do site, dos Campbell, é uma tentativa de delinear o patrimônio vivo de modo que para aqueles que anseiam investigá-lo mais, e para torná-lo seu próprio, poder começar a partir de uma base de conhecimento sincero. Você pode ficar feliz com os fatos, inferências e cortesias indicados aqui sobre você próprio, uma coisa é certa. Você vai saber mais sobre o fundo Campbell revendo tantos muitos mais Campbells antes de você.



O Chefe do Clã Campbell:

Ele reside no castelo de Inveraray (ao lado, em Argyll), a casa ancestral do clã


O atual chefe do clã Campbell, o 13º (da Escócia) e 6° (da UK) Duque de Argyll é Torquhil Ian Campbell,que herdou o título em 2001, fazendo dele, na idade de 33, o Duque yougest no Reino Unido. Uma distinção que ele ainda mantém hoje.


Ele concilia as suas funções como Chefe do Clã, Duke, e proprietário de terras com um papel de consultor da Pernod Ricard, promovendo Scotch Whisky Chivas Regal incluindo Glenlivet, ao redor do mundo. Foi o capitão da Escócia para a vitória em 2004 e novamente em 2005, no World Elephant Polo Championships.

O chefe do clã Campbell tomou seu título do Gaelico "MacCailein Mor" de Colin Campbell Mor - «Colin, o Grande", que morreu em 1296, e foi sucedido por seu filho, Sir Neil Campbell, companheiro e irmão-de-lei (ou cunhado) do Rei Roberto Bruce.



Nos tempos de Robert Bruce, a sede da família foi o grande castelo em Innischonnell em Loch Awe, e assim permaneceu até 1400, quando Sir Duncan Campbell (bisneto de Sir Colin) mudou a sede do clã para Inveraray em Loch Fyne. Ele foi nomeado Lord Campbell e, posteriormente, uma seqüência constante de títulos foram concedidos à família. Seu neto, Colin Campbell foi nomeado Conde de Argyll, em 1457. Archibald Campbell foi nomeado Duque de Argyll (Escócia) em 1701.





TARTAN CAMPBELL





















FONTE: http://www.ccsna.org/

sábado, 23 de abril de 2011

CLAN CAMERON












A HISTÓRIA DO CLAN CAMERON
FONTE: http://www.clancameron.org.uk/






SEDE DO CLAN
Achnacarry, é a sede familiar de Donald Angus Cameron de Lchiel, o XXVII Chefe e Capitão do Clan Cameron. O edifício em si, atualmente, substitui o original de madeira destruído durante a rebelião de 1745. Está situado numa agradável planície perto do Rio Arkaig, junto ao Spean Bridge (Ponte Spean). Ao lado da casa tem a famosa linha de faias em Gentle Lochiel – um trabalho que estava desenvolvendo quando soube que o Príncipe Charles Edward havia desembarcado em Glenfinnan. Não muito longe dali, perto da entrada de Loch Arkaig está o Mile Dark que ficou famoso na trilogia no DK Broster’s Jacobita.






O CHEFE DO CLAN CAMERON
Donald Angus Cameron de Lochiel é o hereditário chefe do Clan Cameron tendo herdado o título com a morte de seu pai em 2004.



Ele nasceu em 5 de Agosto de 1946 de Sir Donald Hamish Cameron e de Lady Margaret . Em 1974 ele casou com Lady Cecil Kerr e teve três filhas; Catherine Mary, Lucy Margot e Emily Frances e seu filho Donald Andrew denominado de Lochiel Yr. Lochiel foi educado em Harrow e teve formaçãoem Oxford, posteriormente, como Revisor Oficial de Contas e, ultimamente, foi diretor da J Henry Schroder & Co. Ele é atualmente lorde-tenente de Inverness-shire.





OS ANOS INICIAIS
Donald Dubh, nasceu em 1400 e é geralmente aceito como sendo o primeiro autêntico chefe.
Sir Ewan Cameron (1629-1719) foi provavelmente o maior dos chefes Cameron e Cameron Donald - o Gentil Lochiel (1695-1746) que ficou mais conhecido por seu fiel apoio ao príncipe Charles Edward Stuart, em 1745.



Nos últimos anos, o Chefe Sir Donald Cameron H, KT, XXVI (1910-2004), pai do Lochiel atual, será lembrado por assegurar a excepcional liderança do Clan Cameron, viajando pelo mundo para participar de eventos do Clan Cameron.



A foto à esquerda é uma cópia do Chefe Cameron do quadro de McIan.






TARTANS CAMERON



Além do primeiro, todos os tartans Cameron tem uma linha de ouro distinta dentro de seus desenhos.


O tartan ilustrado à esquerda é do Clan Cameron.



Este tartan é o antigo Cameron de Erracht.

Ele está ligada com a 79 ou aos montanheses próprio do reinado Cameron Highlanders formado por Sir Alan Cameron de Erracht.
O tartan usado na impressão McIan e Lochiel é de Cameron Lochiel e normalmente só é usado por membros da família.



PARA SABER MAIS: Duncan G Cameron, Hillockhead, Fortrie, Turriff, Aberdeenshire AB 53 4JA.




quinta-feira, 21 de abril de 2011

CLAN BUCHANAN




FONTE:
The Buchanan Society
Founded as “THE BUCHANAN’S CHARITY, kept at Glasgow” in 1725.
Registered charity No: Sco 13679
The Secretary, The Buchanan Society, 18 Iddesleigh Avenue, Milngavie, Glasgow G62 8NT Scotland.
Tel: 0141 956 1939 International : Tel: +44 141 956 1939
E-mail:
risk@iddesleigh18.fsnet.co.uk




Diz-se que, depois de sete séculos de incursões, os dinamarqueses Swein sob a barba de Fork assumiu o controle da maior parte da Inglaterra e da Irlanda em 1013-1014. Seu filho, Canuto, (944 - 1035) se tornou rei de Inglaterra. Swein ordenou que celebrações fossem realizadas em Limerick, Irlanda Ocidental (agora Eire) e foram dadas instruções para que mil belas filhas da nobreza irlandesa estivessem presentes. Em seu lugar o mesmo número de jovens irlandeses foram mandados, disfarçados, vestidos de mulheres com longos Skeans irlandeses (punhais) embaixo de suas capas.





Um massacre de dinamarqueses se seguiu. Um desses jovens foi Anselan Buey OKyan ou Ocahan (pronuncia-se Okane), filho do rei de Ulster, aproximadamente a quarta parte da Irlanda (na moderna Irlanda do Norte).


Em 1016, como resultado desta façanha, ele fugiu da Irlanda, e emigrou para Argyll, no oeste da Escócia. Eventualmente, ele adquiriu terras em Lennox (ao norte da atual cidade de Glasgow), seja pelo casamento, ou como uma recompensa pelos serviços prestados ao rei Malcolm II da Escócia, 1005-1034.


Lennox foi ampliada para Strathendrick, mas ao mesmo tempo ela era conhecida por se estender desde Glenfuin no Ocidente até Fintry no Oriente.


Além disso, foi concedido a Anselan, Armas, praticamente idênticas as utilizadas hoje pela Sociedade Buchanan.


Todos os registros de insígnias irlandesas há muito que desapareceram. O nome BUCHANAN é possivelmente derivado de três fontes: do Boghchanon gaélico, que significa "terra baixa pertencente à Canon", Mac-a-Chanonaich, que significa "Filho da Canon", enquanto o nome do local Buchanan, Bothchanian, significa "A sede da Canon.


A simples derivação é o desenvolvimento de Buey OKyan em Buchanan. No entanto, tudo aponta para alguma conexão com a Canon.


Em Inchcailleach, uma ilha em Loch Lomond em frente à vila de Balmaha, (a passagem para as Highlands) e perto da foz do rio Endrick, uma igreja havia sido fundada entre 650 e 700 dC por São Kentigerna, pela esposa de um príncipe irlandês Feradach .





É mais do que possível que as terras aceitas por Anselan tenham pertencido originalmente ao Canon da Igreja, da qual os restos ainda estão visíveis.


Em 1621 a Igreja Paroquial de Buchanan absorveu a Freguesia de Inchcailleach. Esta freguesia unida se estendia desde o Rio Endrick Rio no Sul até Inversnaid no Norte e toda a área hoje coberta pelo Queen Elizabeth National Forest Park. Isso inclui a montanha de Ben Lomond.


Em 1314 o Clã foi apoiado por Robert the Bruce em Bannockburn na Guerra da Independência da Escócia contra a Inglaterra.


Existe uma Carta de 1353 que se refere a "carucate de terra chamado Buchquhaane". Ajuda foi dada ao rei francês após sua derrota na Batalha de Agincourt, em 1415 e é ainda alegado que Sir Alexander Buchanan matou o duque de Clarence Inglês na Batalha de Baugé em 1421.

É por causa desse ato que a crista Buchanan mostra uma mão e braço direito segurando no alto um boné Ducal.



O chefe do clã Buchanan, e muitos membros do clã, morreram na Batalha de Flodden em 1513, quando o rei James IV foi assassinado. George Buchanan, o famoso Acadêmico Americano, humanista e reformador, nasceu perto de Killearn em 1506.


Ele era um estudante da Universidade de St Andrews, de 1524 até 1525 e depois em Paris, França. Ele foi preso pelo Cardeal Beaton, mas fugiu para a França. Ele foi tutor de Maria, Rainha dos Escoceses, entre 1536 e 1538, e do filho do rei Jaime VI da Escócia, que mais tarde tornou-se Jaime I da Inglaterra em 1603 após a união das coroas e autorizou a tradução da Bíblia Sagrada em Inglês.

O Clã participou na batalha de Pinkie em 1547 e na Batalha de Langside em 1568.

Existe uma longa Árvore Genealógica Familiar, de 1602, onde os sobrenomes são escritos como Boquhannane. A sucessão de Anselan foi interrompida em John Buchanan, o Laird 22, que se casou com Maria, filha de Lord Cardross, e que morreu em 1681, deixando duas filhas e muitas dívidas. Os imóveis foram recentemente comprados pelo Duque de Montrose, que construiu Buchanan Castle, que não tem, portanto, nenhuma conexão com a nossa História.


O título "dessa estirpe" terminou com a morte Laird 22 em 1681 e, apesar de uma revindicação para chefia ter sido estabelecida em 1878, o neto da recorrente morreu sem descendência em 1919. Desde então, a chefia tem estado inativaa.


Dez anos depois da rebelião Jacobita em 1715 a Sociedade Buchanan foi formada. No mesmo ano de 1725, o General Wade foi nomeado comandante-em-chefe das Highlands e começou seu plano notável de construção de estradas. Durante a Segunda Rebelião Jacobita em 1745-1746 (Bonnie Prince Charlie), o clã se manteve fiel à Coroa.


Ao longo destes longos anos os membros do clã de Buchanan, juntamente com os seus septos, Têm a honra de seu clã ter servido ao seu país, bem como aos países de sua adoção em todo o mundo.

TARTAN

















PARA SABER MAIS:

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CLAN ANDERSON


CLAN ANDESON
The Sons of Andrew
: Os Filhos de André:


A History of the Anderson Name


A história do nome Anderso


By Nadine Anderson,former Clan Anderson


Genealogist ex-Clan Anderson Genealogista



Surnames Sobrenomes
The use of surnames started in France around the year 1100 AD, The Norman invaders brought the practice to Scotland nearly 100 years later.


O uso de sobrenomes (apelidos) começou na França por volta do ano 1100 dC, os invasores normandos levaram a prática para a Escócia quase 100 anos depois.


However, the use of surnames was not common for some 50 years or more after this time, or around 1155AD.


No entanto, o uso de apelidos não era comum há cerca de 50 anos ou mais após este período, ou cerca de 1155AD.


Prior to this, Malcolm Ceannmor (1057-1093), spouse to Queen Margaret of Scotland directed his subjects to adopt surnames after their territorial possessions.


Antes disso, Malcolm Ceannmor (1057-1093), esposo da rainha Margarida da Escócia dirigiu seus súditos a adotar sobrenomes, após suas possessões territoriais.


Such was the origin of the first earls of Scotland, such as Leslie, Gordon, Shaw, and Abircrumby among others.


Essa foi a origem dos primeiros condes da Escócia, como Leslie Gordon, Shaw e Abircrumby entre outros.


Written references to actual surnames are first found during the time of David I, who reigned from 1124-1153AD.


Escritos referências aos nomes reais foram encontrados pela primeira vez durante o tempo de David I, que reinou de 1124-1153 AD.


One such reference is found for Robertus de Brus (Robert the Bruce).


Uma referência foi encontrada por Robertus de Brus (Robert Bruce).
In light of this understanding about the use of surnames, one can appreciate that the name ANDERSON would not be a Scandinavian name, as the Danes invaded Britain between 997-1014 AD, some 150 years prior to the use of surnames.


À luz desse entendimento sobre o uso de apelidos, pode-se verificar que o nome de Anderson não seria um nome escandinavo, pois os dinamarqueses invadiram a Grã-Bretanha entre 997-1014 dC, cerca de 150 anos antes do uso de apelidos.


However, we do recognize that some Scandinavians may also bear the name.


No entanto, nós reconhecemos que alguns escandinavos também podem conter o sobrenome.
Anderson means "Son of Andrew".


Anderson significa "filho de André".


Typically, the intent was to denote "servant of Andrew", Andrew being the patron saint of Scotland.


Normalmente, a intenção era indicar "servo de Andrew", André é o santo padroeiro da Escócia. The Gaelic form of the name is Gillanders.


A forma do nome gaélico é Gillanders.


The Andersons are a diverse group, with no specific place from which the name is derived.


O Anderson é um grupo diversificado, sem lugar específico do qual o nome é derivado.


Most likely, the name cropped up all over the country over a period of time, with one group of Andersons not necessarily related to another group of Andersons.


Provavelmente, o nome surgiu em todo o país durante um período de tempo, um grupo de Anderson não está necessariamente relacionada a um outro grupo de Anderson.




Anderson ou Ross ou Donald?
Occassionally, the Anderson name is affiliated with Clan Ross, which creates some confusion among Andersons.


Ocasionalmente, o nome de Anderson é afiliado do clã Ross, o que cria alguma confusão entre os Andersons.


The first five earls of Clan Ross bore the name "Aindrea", and not Ross.


Os cinco primeiros condes do clã Ross tinha o nome "Aindrea", e não Ross.


They too were "Servants of Andrew".


Eles também eram "Servos de André".


As the title passed to descendants of the female line, the name, Ross, was assumed by the male representatives of the earls as it referred to their territorial origin.


Como o título passou para os descendentes da linhagem feminina, o nome, Ross, foi assumido pelos representantes do sexo masculino dos Condes, uma vez que se refere à sua origem territorial.


The name "Ross" is actually derived from the District of Ross, and is therefore a territorial name.


O nome "Rosa" é realmente derivado do Distrito de Ross, e portanto é um nome territorial.


In fact, the Ross's first referred to themselves as do the Andersons: "Andrew's Servants".


Na verdade, o Ross do primeiro referiu-se como fazer o Anderson: "Servos de André".


It is also possible that some descendants of Highland Andersons rightfully share a heritage with what today is the Ross Clan.


Também é possível que alguns descendentes de Highland Andersons justamente partilham um património com o que hoje é o clã Ross.
Some other Highland "Gillanders" (Servants of Andrew) may be associated with Clan Donald, also through the female line.


Alguns outros Highland "Gillanders" (Servas de Andrew) pode estar associada ao Clan Donald, também através da linha feminina.


The Lord of the Isles (Clan Donald) assumed the title of Earl of Ross.


O Senhor das Ilhas (Clan Donald) assumiu o título de Conde de Ross.


In fact it was Donald MacGillandrish who accompanied Moira McDonald of Clan Donald when she became the wife to a McIntosh chief in the 1400's.


Na verdade, foi Donald MacGillandrish que acompanhou Moira do clã Donald McDonald, quando ela se tornou a esposa de um chefe de McIntosh na década de 1400.


Their descendants became known as MacAndrew (son of the servant of Andrew).


Seus descendentes se tornaram conhecido como MacAndrew (filho do servo de Andrew).


This is the origin of the affiliation with Clan Chattan.


Esta é a origem da filiação Clan Chattan.





A Clan in its own Right. Um clã de direito próprio.
According to the Lord Lyon, there was an Anderson of that Ilk in the 1500's.


De acordo com o Lord Lyon, houve um Anderson dessa estirpe na década de 1500.


This specific Anderson is unknown to us today.


Este Anderson específico é desconhecido para nós hoje.


But this reference verifies that the Andersons are a clan in their own right, despite having a shared ancestry with other groups.


Mas esta referência verifica que o Anderson é um clã, por direito próprio, apesar de ter uma ancestralidade compartilhada com outros grupos.


The Anderson name shows up in many forms: Andrews, Andirsoone, Andersonne, Andersoun, Andersoune, Andison, Andreson, Andherson, MacAndrews, Endirone, and many others.


O nome de Anderson aparece de várias formas: Andrews, Andirsoone, Andersonne, Andersoun, Andersoune, Andison, Andreson, Andherson, MacAndrews, Endirone, e muitos outros.


O tartan Anderson está relacionado em um livro, O Tartans dos clãs e septos da Escócia, publicado pela W & AK Johnston, 1906.




Likewise samples of the tartan were included in collections of tartans by John MacGregor Hastie and by James Cant.


Da mesma forma amostras de tartan foram incluídos em coleções de tartans por John MacGregor Hastie e por James Cant.




The sett (pattern) of the Anderson tartan includes these primary colors: red, azure, black, white, yellow, blue, green.
O sett (padrão) do tartan Anderson inclui estas cores primárias: vermelho, azul, preto, branco, amarelo, azul, verde.


The azure color predominates the tartan, making it somewhat unique among the Scottish tartans.


A cor azul predomina o tartan, o que torna algo único entre os tartans escoceses.


Another distinguishing characteristic of the Anderson tartan is that it has seven distinct colors whereas most Scottish tartans typically have three to five different colors.


Outra característica distintiva do tartan Anderson é que ele tem sete cores distintas enquanto a maioria dos tartans escoceses normalmente têm de três a cinco cores diferentes.
The Anderson crest consists of a strap and buckle encircling an oak tree.


A crista Anderson consiste em uma alça e fivela cercar um carvalho.


The oak tree rests on the "wreath", which for the Andersons is a twisted strand of red and silver threads.


O carvalho repousa sobre a "coroa", que para o Anderson é um fio trançado de fios de vermelho e prata.


The wreath has six loops, with silver and red in an alternating pattern.


A coroa tem seis voltas, com prata e vermelho num padrão alternado.


Silver is the first loop on the left side, and red is the last loop on the right side.


Prata é o primeiro laço do lado esquerdo, e o vermelho é o último loop no lado direito.


The Clan motto, STAND SURE, is written in the top portion of the strap.


O lema do clã, STAND SE, está escrito na parte superior da pulseira.


It is correct for all Andersons to wear a crest, as a sign of being a clansman.


É correto para todos os Andersons usar um escudo, como um sinal de ser um membro do clã.
STAND SURE is the Anderson clan slogan or motto .


STAND SE é o lema do clã Anderson.


Clearly, it reflects the spirit we all feel as Andersons.


Claramente, ela reflete o espírito que todos nós sentimos como Anderson.


As does an oak tree, Andersons "stand sure" and firm in their Scottish heritage.


Como é que uma árvore de carvalho, Andersons "estar certo" e firme em sua herança escocesa. Stand Sure is as relevant today, as it was throughout history, to recall the strength and pride of Andersons in any situation.


Estar Seguro é tão relevante hoje, como foi ao longo da história, para relembrar a força e o orgulho de Andersons em qualquer situação.
It is inappropriate for anyone to wear a Scottish coat of arms unless that person (or the direct descendent) has been granted the coat of arms directly by the Lord Lyon.


É impróprio para qualquer pessoa usar um casaco de armas escocês a menos que à essa pessoa (ou o descendente direto) tenha sido concedido o brasão de armas diretamente pelo Lord Lyon. Feathers worn in conjunction with the crest are likewise incongruous with Scottish law, as the feathers (one, two or three) denote chief, chieftain or armiger.


Penas usadas juntamente com a crista da mesma forma são incongruentes com a legislação escocesa, como as penas (um, dois ou três) denotam principal chefe, ou escudeiro.





terça-feira, 19 de abril de 2011

OS CLANS ESCOCESES

As Terras Altas (em gaélico escocês A' Ghàidhealtachd, em inglês Highlands ) são uma zona montanhosa do norte da Escócia, onde o catolicismo permaneceu influente ao longo da História da Escócia.

As Terras Baixas, por outro lado, são um bastião do protestantismo (sobretudo o calvinismo na sua forma presbiteriana).
Politicamente, as Terras Altas caracterizavam-se até ao século XVIII por um sistema feudal de famílias poderosas, os famosos clãs escoceses.
A língua gaélica escocesa é atualmente falada apenas em algumas regiões das Terras Altas.
O seu centro administrativo é Inverness.


Antes do século XIX, havia uma grande concentração de habitantes; porém após alguns acontecimentos - como por exemplo a Revolução Industrial - os quais resultaram na migração dos habitantes dessa área para as áreas urbanas, atualmente as Terras Altas possuem uma alta escassez de habitantes.




Evolução e funcionamento

- Papel do chefe
A autoridade do chefe é absoluta, e ele decide as suas alianças e as suas guerras. Até à batalha de Culloden, o clã constituiu a estrutura da sociedade escocesa.
A coerência desse modelo fazia passar o clã à frente de seus membros. Assim, quando alguém de um clã, acusado de roubo, escapava à justiça, outro homem do mesmo clã podia ser julgado em seu lugar.


- Composição dos nomes
O prefixo Mac no início da maioria dos nomes próprios significa "filho" (em gaélico escocês); assim, Andrew MacDonald é "filho de Donald".
Em gaélico, quando se trata de uma mulher, Mac é substituído por Nic, que quer dizer "filha". Por exemplo, Margaret MacRae transforma-se em gaélico para Mairead NicRath.
Se todos os membros do clã têm o mesmo nome de família, que é o do clã, tradicionalmente apenas o chefe pode reclamar esse nome.
Assim, o chefe do clã Macfarlane será chamado "Macfarlane", sem referência ao seu primeiro nome; os homens considerados de "qualidade inferior" são chamados pelo seu primeiro nome, acoplando o seu lugar de residência; por exemplo, "Iain de Tallisker"

- Alguns dos Principais clãs:

Anderson
Boyd
Brodie
Cameron
Campbell
Chisholm
Davidson (Mac Dhai)
Donald
Douglas
Forbes
Fraser
Gordon
Graham
Grant
Lamont
Leslie
MacAlister
MacAdson
MacDuff
MacFarlane
MacGregor
MacInnes
MacKay
MacKenzie
MacKinnon
MacKintosh
MacLaren
Maclean
MacLeod
MacNab
MacNeil
MacPherson
MacRae
Menzies
Munro
Murray
Robertson
Sinclair
Stewart/Stuart
Wallace
Ramsay
McBride

Nos próximos posts, editaremos a História de alguns dos principais clans escoceses

domingo, 17 de abril de 2011

AS GAITAS DE FOLE


A gaita de fole carrega uma longa e honrada história.







Várias formas de gaitas de fole têm sido atribuídas a muitas civilizações antigas.

Alguns historiadores acreditam que elas tiveram origem na Suméria, enquanto outros acreditam que a gaita de fole foi introduzida pelos celtas e se espalhou pela Pérsia, India e pelo império romano.

Esses instrumentos e seu desenvolvimento foram os antepassados da moderna gaita de fole das Highlands.

A gaita de fole foi o instrumento da infantaria romana, enquanto as trombetas eram usadas pela cavalaria.

As diferentes gaitas de fole desenvolvidas pelas diferentes civilizações tinham as mesmas características básicas: uma bolsa com um "chanter" e um ou mais "drones" (veja foto abaixo).

A bolsa fornecia um fluxo de ar prolongado enquanto o músico retomava o fôlego, permitindo assim que várias notas fossem tocadas ao mesmo tempo.


A origem da gaita de fole na Escócia é tambem incerta.

Alguns dizem que foi importada dos romanos, outros acreditam que o instrumento veio da Irlanda. Mas o povo das Highlands foi o responsável pelo desenvolvimento e popularização do instrumento.

A primeira referência à gaita de fole vem do ano 1200. A gaita de fole original tinha apenas um “drone”, o segundo foi adicionado no meio do século 16 e o terceiro, o grande “drone”, veio a ser usado no começo do século 18.

As cidades do sul da Escócia tinham seus tocadores de gaita de fole oficiais, tocando em casamentos, festas e feiras. Eles tocavam um tipo de música mais melodiosa e para ser dançada. Mas, pelos vales e montanhas das Highlands, tocava-se músicas influenciadas pelas tradições e lendas célticas.

Pela natureza selvagem das Highlands, o tocador de gaita de fole dessa região ocupava uma alta e honrada posição dentro do clã. Um bom tocador de gaita de fole nada mais faria em sua vida além de tocar e nada mais seria pedido a ele.



Enquanto o uso da gaita de fole foi diminuindo na Europa, uma nova forma de música começava a florecer nas Highlands, através de escolas que eram patrocinadas pelos chefes dos clãs.

Nestas escolas se desenvolveu a "Piobaireachd" ou "Ceol Mor", que é a música clássica da gaita de fole, a qual pode ser comparada com as grandes composições no mundo da música.

A mais famosa dessas escolas foi a dos MacCrimmons, que foram os "pipers" do clã MacLeods em Dunvegan. Por mais de 200 anos eles treinaram "pipers" das Highlands e compuseram muitas obras primas de "Ceol Mor".

O posto de tocador de gaita de fole, ou "piper", de um clã era hereditário e um cargo muito estimado pelo povo. Os mais conhecidos foram os MacCrimmons (pipers do clã MacLeod), os MacAuthurs (pipers do clã MacDonald), os MacKays (pipers do clã MacKenzie) e os Rankins (pipers to clã MacLearn).

Como um instrumento musical de Guerra, a bagpipe era inigualável. As notas agudas e penetrantes sobressaiam sobre o ruído da batalha e podiam ser ouvidas há mais de 10 kilômetros.



Por causa da importância das gaitas de fole para os batalhões das Highlands, elas foram classificadas como instrumento de Guerra pelo governo durante a revolução das Highlands nos anos 1700.



Entre 1746 e 1782 a gaita de fole, assim como o kilt e o uso de tartãs, foram proibidas; as escolas foram fechadas e os "pipers" voltaram-se a outras atividades.


Felizmente a proibição terminou antes que a arte de tocar gaita de fole desaparecesse.


Os highlanders começaram a criar sociedades em Londres, Edinburgh e em outros centros, com o propósito de manter vivas as tradições das Highlands, e começaram a promover competições de gaitas de fole.


As gaitas de fole tornaram-se o instrumento favorito dos soldados escoceses no exército britânico.

Tudo isso ajudou o renascimento e a popularização da gaita de fole.

Hoje toca-se gaita de fole em todo canto do mundo por onde um escocês ou descendentes de escocês vivem.

sábado, 16 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO CLAN, DO TARTAN E DO KILT










Estas três peças estão intimamente ligadas, por várias características e aspectos, à história da Escócia.

Para entendermos o uso correto do kilt (tradicional traje escocês que se assemelha a uma saia), faz-se necessário entender a estrutura dos Clãs (do inglês Clan), que eram estruturas de famílias e protetorados que se identificavam por kilts com padrões semelhantes.

Estas padronagens são chamadas de Tartan, que era um tecido a base de lã, e que tinha várias utilidades, principalmente aquecer a pessoa contra o rígido frio das Highlands.

Vamos mergulhar na história dos Clans deste fantástico país para compreendermos os aspectos culturais que envolvem esses três ícones do folclore escocês.



A História dos Clans



A história do povo escocês está escrita com base em muitos conflitos, principalmente por causa de terras autonomia.

Por volta do século XII, foram identificados os primeiros registros de uniformidade nas vestes de lã com padrão xadrez (tartan) de um grupo de escoceses, vinculados a um "senhor", que era o dono das terras.

Este lord, também conhecido como Chief, era o patriarca do clan, responsável por várias atribuições, dentre elas a de julgar e comandar as guerras/conflitos e contava com a total fidelidade de seus homens, que na maioria das vezes não eram membros da família, mas, sim, pessoal que trocava o serviço militar por proteção e um pedaço de terra.

O mais curioso era que mesmo sem pertencer à família, os "protegidos" tinha que usar o nome do Chief em seus nomes, configurando, assim, a nomenclatura que persiste até hoje.


Os conflitos com os ingleses eram constantes. O ponto que os ingleses achavam intransponível eram os clans.


Porém, após a batalha de Culloden(*), o sistema de clans sofreu um duro golpe. O uso do kilt (tartan) foi proibido por 100 anos e o sistema de clans quase desapareceu.

Os donos das terras se viram numa situação tão difícil que passaram a cobrar uma taxa dos arrendatários. O clima ficou ainda pior quando fazendeiros ingleses compraram as terras para criação de gado.

No ano denominado o "ano do carneiro" (1792), milhares de arrendatários foram expulsos de suas terras e muitos deles partiram para a Austrália, América e Canadá.

O retorno do uso do kilt foi restabelecido com o apoio de um dos personagens mais importantes da literatura da Escócia: Sir Walter Scott.

Em uma de suas obras, Waverly, Sir Walter Scott recriou o mundo romântico e heróico dos clans e reacendeu a chama. Um dos pontos mais marcantes, e para muitos historiadores o mais importante e decisivo, foi quando Sir. Walter Scott trouxe o Rei Jorge IV para visitar Edimburgo. Na ocasião ele "plantou a semente" para a liberação do uso do kilt como traje nacional e o restabelecimento dos clans.


(*)A Batalha de Culloden e o movimento Jacobita
A batalha de Culloden foi travada em 16 de abril de 1746, onde na ocasião, os Jacobitas, fiéis ao jovem pretendente ao trono, foram derrotados por cerca de 9 mil soldados, fiéis à casa de Hannover, comandados pelo Duque de Cumberland. Várias foram as tentativas dos Jacobitas (católicos) de ter novamente um Stuart no trono, mas as esperanças terminaram com a derrota na batalha de Culloden.

A causa Jacobita foi aniquilada, e a constituição de clans e o uso do tartan foram proibidos por mais de 100 anos.

Hoje em dia os membros dos clans estão espalhados pelo mundo.


Dentre os Clans mais famosos, podemos destacar:

Os MacDonalds: Eram os mais poderosos e tinham títulos de Lordes das Ilhas.

Os Campbells: Eram um clan muito temido na Escócia. Ficaram famosos nos combates contra os jacobitas em 1746.


Os MacLeouds: Este clan tem origem nórdica e seu chief vive no Dunvegan Castle, na Ilha de Skye.


Os Stuarts: Formavam a dinastia real da Escócia. O seu lema é "ninguém me fere impunemente". Seu tartan é dos mais conhecidos e apreciados na Escócia e no mundo.


Os Andersons: O nome é uma forma de representação patriarcal, como basicamente todos os nomes de clans. O seu significado é ' o filho de Andrew'. Nesta forma, é mais comum nas Lowlands (Terras Baixas), mas é difundido na Escócia em formas diferentes.

Nas Highlands (Terras Altas) era reconhecido no período medieval como MacAndrew. Ambos partem de nomes com a mesma derivação do Gaélico escocês 'Gilleaindreas' - literalmente criado de St. Andrew, o santo de protetor de Escócia.



A História do Kilt e do Tartan.





O tartan tornou-se o principal símbolo da Escócia e da cultura escocesa e um emblema para aqueles que têm origem escocesa em todo o mundo.

Há evidências de que os celtas usaram roupas listradas e xadrezes por milhares de anos.

Os scots, que migraram para o oeste escocês no século V e acabaram por dar nome ao país, usavam roupas listradas para designar a posição da pessoa.

O tartan, assim como a linguagem céltica, era usado na Escócia no século 10, mas no século 13 estava confinado às Highlands, enquanto o sul da Escócia começou a adotar a linguagem e estrutura social dos Anglos e Normandos.

Durante os próximos seis séculos o tartan foi visto como o traje dos highlanders.


O kilt é um traje intrigante para a maioria dos homens não-escoceses no mundo. Eu acrescentaria que a falta de entendimento do verdadeiro sentido do kilt pode ter causado isso. Espero que nas linhas a seguir, você possa entender melhor o glamour e a honra de usar o traje nacional da Escócia: o kilt.


Pesquisando em diversos locais, descobri detalhes fantásticos na composição de cada tipo de kilt e na forma e ocasião de usá-los.

O material mais completo e mais explicativo que eu já vi sobre kilts está no documento KILTS AND TARTAN MADE EASY, do Dr. Nicholas J. Fides (www.kilt.com/kiltsandtartan). Neste site existe um arquivo "pdf" com tudo o que você deveria saber sobre kilts. É fantástico e recomendo a leitura.


Os kilts são repletos de detalhes, desde os mais antigos, por exemplo, o Great Kilt (faileadh mor em gaélico) até os kilts atuais, como o Prince Charlie Jacket.

Uma outra curiosidade é que não existem kilts com padronagens iguais. Cada tartan é feito com um entrelaçado diferente, além do conjunto de cores. É justamente esta padronagem que proporciona a característica de um clan.


Existem alguns tipos e kilts, como por exemplo o modelo faileadh morr (great kilt), que é feito de uma única peça de tecido (tartan) e é enrolado na cintura e no pescoço, preso ao corpo por um cinto de couro. Era usado para aquecer e servir de toalha e manta para dormir, pois era feito 100% de lã. Eram necessários mais de 7 metros de tecido.

Um outro tipo é o kilt tradicional de 8 yards. É comumente usado em ocasiões formais. Temos também, o kilt casual de 5 yards. Este kilt é bem menos quente e pode ser usado em diversas ocasiões do dia-a-dia.

Vale à pena conhecer um pouco mais e dar uma olhada na Galeria de imagens dos tartans, com quase todos os tartans da Escócia.


Você irá perceber que as diferenças não estão apenas nas cores, mas sim na forma de trançar a lã e no formato do desenho, que a primeira vista são todos iguais. Surpreenda-se percebendo as diferenças.


A seguir, veremos quais as partes de kilt para ocasiões mais formais:



Jacket: Esté o modelo mais formal, usado apenas em eventos tipo black tie. É um dos modelos mais elegantes também.


Tie: Gravata tipo borboleta. Belt and Buckle: Cinto e fivela especial, geralmente com símbolos celtas.


Kilt: A "saia" propriamente dita. Ele define o Clan.


Garter Flashes: Uma espécie de elástico com detalhes em tartan, na mesma padronagem do kilt .


Kilt Hose: Meia especial e muito cumprida, feita especialmente para usar com kilt.


Kilt Pin: Um broche que serve para preder a parte dianteira do "envelope" do kilt


Skean Dhu: Um faca pequena, geralmente adornada com uma pedra.


Guillie Brogues: Sapato especial para uso com o kilt. Ele não tem aquela tradicional "lingua" e possui um cadarço longo e de couro.



Quem pode usar um kilt? Qualquer um pode usar um kilt hoje em dia. Você não precisa ser um escocês para poder usar um. Escolha o seu tartan dentre vários existentes e use seu kilt em ocasiões especiais, é claro, para não banalizar seu uso.


No Brasil não é muito comum ver um homem usando um kilt. Logo, quando um aparece, vira o centro das atenções. Escolha o seu e boa sorte!


O CLAN OU CLÃ - O QUE É?



Geralmente, nas diferentes culturas e situações, um clã pode significar a mesma coisa que outros grupos baseados em parentesco, tais como tribos e bandos.

Freqüentemente, o fator distintivo é que o clã se constitui na parte menor de uma sociedade maior, tais como uma tribo ou um estado.

Exemplos incluem clãs irlandeses, escoceses, chineses e japoneses, os quais existem como grupos de parentesco dentro de suas respectivas nações.

Observe-se, todavia, que tribos e bandos podem também ser componentes de sociedades maiores.

Tribos árabes são grupos menores dentro da sociedade árabe, e bandos Ojibwa são partes menores da tribo Ojibwa. A maioria dos clãs são exógamos, significando que seus membros não podem casar-se entre si. Alguns clãs possuem um líder oficial, tal como um chefe, matriarca ou patriarca. Alguns clãs são patrilineares, significando que seus membros são vinculados à linhagem masculina outros são matrilineares; seus membros são vinculados à linhagem feminina.

Ainda existem clãs "bilaterais", consistindo de todos os descendentes do ancestral maior, tanto da linhagem masculina quanto feminina; os clãs da Escócia são um exemplo.

Se um clã é patrilinear, matrilinear ou bilateral, depende das regras e normas de parentesco que regem a sociedade onde ele se insere. Em diferentes culturas e situações, um clã pode significar a mesma coisa que outros grupos baseados em parentesco, tais como tribos e bandos. Freqüentemente, o fator distintivo é que o clã se constitui na parte menor de uma sociedade maior, tais como uma tribo ou um estado.

Exemplos incluem clãs irlandeses, escoceses, chineses e japoneses, os quais existem como grupos de parentesco dentro de suas respectivas nações. Observe-se, todavia, que tribos e bandos podem também ser componentes de sociedades maiores.


Um clã constitui-se num grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de consangüinidade forem desconhecidos, não obstante os membros do clã reconhecem um membro fundador ou ancestral maior.

Como o parentesco baseado em laços pode ser de natureza meramente simbólica, alguns clãs compartilham um ancestral comum "estipulado", o qual é um símbolo da unidade do clã.



Em geral, o parentesco difere da relação biológica, visto que esta também envolve adoção, casamento e supostos laços genealógicos. Os clãs podem ser descritos mais facilmente como sub-grupos de tribos e geralmente constituem grupos de 7000 a 10 000 pessoas.


Clã é a forma em língua portuguesa da palavra gaélica clann, que significa "crianças".


An Chlann Aoidh, o nome em gaélico escocês para o Clã Mackay, significa literalmente "As Crianças do Fogo" (sendo "fogo" uma tradução literal do nome gaélico Aodh –; caso genitivo e vocativo, hAoidh –; o qual pode ser traduzido foneticamente para o escocês e inglês como Eth, Y, Hy, Heth, Huey e Hugh). Clannad é uma forma estendida da palavra clann, e que pode ser traduzida por "família". clã também era um lugar para pessoas de tribos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO TARTAN III

O Resurgimento do tartan, na Escócia, pós-Jacobita







Idealização da Batalha de Culloden, quadro de Davi Morier, ca.1750.

As tropas britânicas vestidas em estilo militar do século XVIII,

e da aristocracia rural das Highlands vestindo roupas rústicas de tartan lã.




Em 1746 o exército jacobita (adeptos da casa real de Santiago ou James da Escócia) foi derrotado pelas tropas britânicas na Batalha de Culloden.

Entre as medidas de repressão, o governo britânico proibiu os escoses de usarem roupas em tartan sob pena de prisão ou exílio, pois aquela era a maneira de vestir de muitos aristocratas rurais que lutaram ao lado do Jacobistas.


Quando a proibição do uso do tartan, na Escócia, foi abolida em 1782, após 36 anos de censura, não haviam vestígios dos antigos tartans. Os antigos tartans e teares tinham sido destruídos, os velhos tecelões haviam morrido, e toda uma geração de escoceses tinham crescido sem ver ou saber o que um tartan.


A censura tende a causar um resultado contrário ao que se pretende, e foi isso mesmo que aconteceu com o tartan, na Escócia. Apesar de que já não se consevavam exemplos de tartan antigos anteriores a Culloden, um grupo de pioneiros começaram a promover o tartan como o novo símbolo nacional da Escócia e no final do século XVIII, o tartan foi adotado como uniforme característico de regimentos militares Escocêsesa serviço da Corôa Britânica.




O Rei George IV vestida "com as roupas que os gauleses", seguindo as instruções de Sir Walter Scott.
Depois da visita de Estado do monarca a Escócia, em 1822, todos da aristocracia rural e urbana escocesa adotaram o traje como o vestimenta nacional escocesa moderna
.



O famoso escritor e poeta do Romântismo da Escócia, Sir Walter Scott, foi quem finalmente conseguiu estabelecer o tartan como moderno símbolo nacional escocês.

Aproveitando a visita de Estado do rei George IV à Escócia em 1822, o maquiavélico Sir Walter Scott persuadiu o monarca a "vestir uma roupas dos antigos gauleses", garantindo-lhe que assim iria ganhar o respeito dos fidalgos das Highlands,que anteriormente tinham apoiado o lado Jacobista.


Embora ninguém usasse tartan, na Escócia, há um século, Sir Scott, responsável pela organização da visita real, produziu rapidamente um manual de instrução de como vestir "a antiga roupa das Highlands" e informou a todos convidados da sociedade escocesa que para assistir à recepção Real era necessário estar vestindo tartan e kilt.


Rapidamente, toda a nobreza escocesa, urbana e rural, começou uma corrida desesperada para encontrar alfaiates que podessem fazer os novos itens a tempo para que pudessem assistir à recepção real, de acordo com as especificações feitas por Sir Walter Scott.


O evento foi um sucesso teatral e àpartir dessa cerimônia Real, o kilt se tornou moda entre as classes altas da Escócia. A pequena nobreza rural começou a criar cada um seu tartan caracterísco com o nome da sua família ou clã.


Em 1831 se publicou "The Scottish Gaël", a primeira compilação dos novos tartans dos clãs escoceses.

Cada ano que passava, se inventavam mais desenhos novos, consolidando o tartan como símbolo nacional do país.


Foi assim que o escocês conseguiu recuperar a moda antiga e rural que tinha se perdido. Embora os atuais tartans escoceses tenham apenas pouco mais de um século de idade, e provavelmente sejam muito diferentes dos anteriores tartans rudimentares para os Escocêses o tartan é certamente um dos símbolos nacionais mais amados de seu país.


domingo, 10 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO TARTAN II

O tartan foi um desenho popular na moda da Europa celta da Idade do Ferro. Assim como hoje nós compramos roupas de grife caras para externar nosso estilo de vida, acreditamos que, da mesma forma, o tartan poderia ter sido usado em épocas antigas como promessa de mostrar a posição social de seu proprietário.

Com a expansão do Império Romano foram introduzidas modas Mediterrâneas e as aristocracias locais atlânticas e centro européias começaram a adotar um novo estilo de vestir.



Novos tempos, novas modas:


A sóbria túnica greco-romana converteu-se no novo código de estilo entre as pessoas bonitas da Europa Céltica e o estilo tartan colorido agora estava "ultrapassado".

A moda greco-romana também foi adotada pelos povos germânicos e durou até a Idade Média.


O tartan continuou por muitos séculos, relegado ao status de roupa rústica, usada apenas por aqueles que não tinham meios ou necessidade de usar a última moda em Roma.


Após a Idade Média, começou a era da exploração colonial e uma intesificação do comércio marítimo com a Ásia. Novos tecidos e novas modas rapidamente se espalharam rapidamente por toda a Europa.


As classes altas, que até então eram os únicos consumidores de moda, tinham outras marcas mais exclusivas e mais exóticas do que o rústico tartan.

Com a Revolução Industrial, a criação de teares mecanizados permitiu a fabricação de tecidos decorados em tartan, a um preço acessível para a maioria das pessoas.

Gradualmente, a moda começou a democratizar-se e a deixar de ser um assunto apenas de alguns.


O retorno dos axadrezados aos salões europeus de última moda ocorreu, pela última vez, no século XVIII, graças ao Renascimento escocês.

O novo interesse popular e da cultura nacional do Romantismo fez cm que as fidalguías ou clans escoceses adotassem os diferentes tartans de distritos como um símbolo de ostentação heráldica têxtil.


O escritor escocês Renascentista, Sir Walter Scott, promoveu o tartan como tecido nacional da Escócia e imediatamente provocou uma nova onda da moda na Corte britânica.

A partir dai, o tartan não seria mais um design têxtil proibido na moda européia e voltou a ser usado regularmente em todos os tipos de confecções.

CONT...

sábado, 9 de abril de 2011

A HISTÓRIA DO TARTAN I

O tartan é um tecido feito a base de um desenho geométrico sequencial de linhas de cores e proporções variadas que produzem uma aparência final em forma de quadrados. Tradicionalmente, o tartan era produzido em teares manuais de quatro barras utilizando-se fios de lã tingida em cores diferentes. O tecelão tecia os fios em uma seqüência de cores em proporções determinadas para produzir o desenho desejado no tecido tartan. A produção do tartan é uma técnica têxtil praticada na Europa Ocidental há milhares de anos, que sobreviveu ao longo dos séculos e que chegou até nossos dias. O tartan é tão comum em nossas vidas diárias que podemos encontrar em qualquer lugar em nossa casa: no armário (cachecóis, blusas, saias), na cozinha (toalhas), no salão (cobertores), no quarto (pijama), etc. Embora seja um tipo muito comum de desenho na produção têxtil na Europa, provavelmente a aplicação mais famosa do tartan seja na confecção do Kilt. O kilt é uma saia masculina mundialmente conhecida como o famoso traje folclórico escocês mesmo que, no passado, esta saia masculina também tenha existido em grande parte do Atlântico europeu. O tartan, arte têxtil europeia O excelente marketing moderno, que recebeu o traje nacional da Escócia do século XVIII, sugere à maioria das pessoas que o tartan é um tipo de tecido exclusivo, da Escócia. Esta afirmação não é inteiramente correta. O tartan é um tipo de tecido europeu, que pertence à cultura têxtil européia por quase 4000 anos. Existem evidências do uso do tartan, na maioria da Europa Atlântica e Central, desda antiga Gallaecia e as Ilhas Britânicas até os Alpes da Áustria. O tecido mais antigo tartan que se conserva é a roupa que vestiam as múmias de Ürümchi, datada de cerca de 1500 a.C. As múmias de Urumchi são corpos de um grupo de indo-europeus caucasianos que migraram da chamada "Silk Road"(Rota da Seda) da Europa para a Ásia Central. As múmias indo-européias foram encontradas em um estado surpreendente de conservação na região de Xinjiang na China ocidental, vestidas com tartan e xales de lã de várias cores. Datados de cerca de 1200 a.C., também foi encontrado tecido tartan nas minas de sal de Hallstatt, nos Alpes da Áustria. Este achado foi explorado há anos por uma empresa têxtil austríaca que ganhou uma grande quantidade de vendas publicando que o projeto do desenho do tartan havia nascido na Áustria. (foto)Prince Galaico Castro de São Julião, do século III aC Reprodução de cor por André Pena. Do século III a.C. duas amostras diferentes são conservadas também para provar a existência de tartan no Atlântico Europeu: a Falkirk Sett, na Escócia, e as estátuas dos Guerreiros Galaicos da Gallaecia. A Falkirk Sett é um pano feito em um tartan simples de lã que foi encontrado enterrado no Muro de Antonino, perto da cidade escocesa de Falkirk. Este tartan, mantido no Museu Nacional da Escócia, é o exemplo mais antigo da existência de tecido tartan nas Ilhas Britânicas. Contemporâneos ao tartan caledônio do Falkirk, permanecem na Galícia várias estátuas funerárias de Principes Galaicos. Ao pé de alguns desses homens de pedra gigante pode-se apreciar a decoração gravada sob a forma de quadrados, representando o tecido tartan que os verdadeiros guerreiros de carne e osso portariam em sua roupa. Há outros exemplos de tecido tartan já com as datas mais posteriores e os achados encontrados em outras partes da Europa, desde a Escandinávia até a França. Ninguém sabe ao certo qual a origem da palavra "tartan". Especula-se que a palavra atual usada, seja para se referir a este tipo de design têxtil e que foi, provavelmente, emprestada do francês medieval Tiretaine, que remete a um tecido feito de lã e linho. Outros acham que poderia ter nascido a partir das palavras gaélicas Tuaran e Tan, que significa "cor" e "município", respectivamente. O tartan como identificação territorial A partir do Ressurimento escocês do século XIX, diferentes famílias nobres ou clãs da Escócia começaram a adotar cada um seu desenho de tartan como modo de uma identificação heráldica. Mas os historiadores acreditam que o tartan, antes de adquirir esta função de identificação famíliar moderna, pode ter tido uma função anterior de identificação territorial. No século XVIII, um autor escocês chamado Martin deixou registro de que cada ilha e região das Terras Altas da Escócia, utilizava um desenho diferente de tartan, para que eles pudessem adivinhar a origem de cada pessoa pelo desenho do tartan que vestisse. Quando corria o século XIX, o nobre Sir Alan Cameron fundou o Regimento Militar dos Cameron Highlanders, adotou um novo tartan com linhas vermelhas como uniforme de suas tropas, baseando assim, ser a cor vermelha predominante no tartan do distrito de Lochaber . Antigamente, quando não havia tintas químicas, o esquema de cores do tartan rudimentar era determinada por tintas vegetais brutas que estivessem disponíveis em cada região. As tinturas vegetais eram produzidos a partir de certas plantas, e algumas destas plantas podiam ser mais abundante em uma região que o outra. Historiadores acreditam que é possível que cada região tivesse um desenho predominante de seus próprios tartan; fosse por hábito, ou melhor, por razões da disponibilidade local de determinada gama de tintas vegetais, ou provavelmente por uma combinação dos dois motivos. Quando o tartan era moda na Escócia, no século XIX, as principais famílias ou clãs nobres de cada região começaram a adotar o tartan como um símbolo heráldico têxtil de representar a sua ancestralidade, sua linhagem. Acredita-se que o tartan era o característico primeiro do desenho têxtil de um território, até que finalmente nos setores têxteis do século XIX, tornou-se representante da família ou clã que governava sobre este território. CONT...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O TARTAN (OU TARTÃ)

Falar sobre a ESCÓCIA e não falar sobre o KILT, é cometer um pecado. E, falar sobre o kilt e não falar sobre O TARTAN, é cometer um pecado maior ainda. Em Edinburgh, cidade medieval, com castelos, muitas histórias de fantasmas, peixe frito com cerveja e uma garoa constante, mesmo no verão é frio, pelo menos para os padrões de uma brasileira do RIO de JANEIRO. Mas em todos os cantos que se olha há homens vestidos com tartãs, desde o traje completo à venda em vitrines à mistura com peças informais, como os garotos que tocavam na rua.

Para os escoceses, usar um tartan é uma honra, uma tradição, que vem desde o século XII, quando a região era organizada pelo sistema de clãs familiares e cada um destes grupos tinha uma padronagem de xadrez que os identificava.




Usar um tartã não é escolher o padrão de xadrez que se ache mais bonito, mas é carregar o nome da família a qual se pretence.



O legal é que na Escócia existem tabelas com os sobrenomes e as padronagens correspondentes à elas.



São feitos em tecido de lã bem quente para suportar o frio e junto com uma dose do tradicional scotch whisky não há quem não fique com as bochechas coradas.


O Tartan cloth é o padrão nacional Escocês, tipicamente utilizado em tecidos de lã.


Caracteriza-se por respeitar determinadas regras relativas à composição e proporção das cores.


O tartan Escocês tem a sua origem na roupa tradicional dos antigos clãs Escoceses; cada clã distinguia-se dos outros pelas cores e tamanhos do xadrez das roupas.


Alguns clãs tinham roupa com diferentes combinações de cores para usar em ocasiões diferentes. O tartan Escocês é um dos mais antigos desenhos de lanifícios e com maior valor estético; os diversos tipos são ainda hoje referidos pelos nomes dos clãs originais.



Os padrões são usados frequentemente em vestidos, saias, calças, fatos e casacos compridos de senhora.



Mas também são aplicados nos forros dos casacos desportivos, nas coberturas de malas e periodicamente surgem como material na moda para casacos de homem e outras utilizações. Nome dado pelos Escoceses "scotal tartan" (= padrão do clã).


Outras fontes dão como origem o Espanhol "tiritana" (= tecido com pequenos quadrados). No Proximo post, A HISTÓRIA DO TARTAN