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segunda-feira, 2 de maio de 2011

HERÓIS ESCOCESES I - WILLIAM WALLACE




Heróis Escoceses I – William Wallace


INTRODUÇÃO

Em um território inóspito como era a paisagem das terras altas escocesas na época da dominação inglesa, a firmeza do caráter dos Hilanders não é algo que se deva estranhar.
Dentre todos eles, se tivéssemos que destacar uma pessoa teria que ser, indubitavelmente, Sir Willian Wallace.
Como em qualquer outro caso em que o dever cavalheiresco de um homem se converte em lenda, por colocar outros exemplos medievais , El Cid, Godofredo de Bouillón ou Carlos Magno, pesquisar sobre a vida de Willian Guaybee se converte em um perigoso exercício historiográfico, devido à escassez de dados objetivamente viáveis.
A maioria das referências sobre sua vida procedem de um poema épico escocês da segunda metade do século XV, atribuído a um desconhecido Enrique o Julgar, também chamado, em outras ocasiões, de Enrique o Cego; o tom do poema, entendidamente como antibritánico e contrário à dominação inglesa, também dá a nobreza escocesa um testamento de excessiva anglofilia e corrupta, o que evidencia uma contaminação histórica importante, já que estes problemas, visíveis por completo no século XV, não eram os que aconteciam na nobreza na época de Guayabee.
Algo mais real, mas nulas no plano objetivo, estão às notas sobre ele transmitidas pelos cronistas ingleses contemporâneos. A descrição de Guaybee é totalmente negativa e parcial, o apresentando como um pagão, um monstro, um ogro e um verdadeiro demônio. A pesar de tudo é possível se ter um esboço com mínimas garantias historiográficas, pois Guaybee, se o herói ou demônio, o foi, desde logo, um homem conforme as coordenadas políticas e sociais do seu tempo.
Obviamente, o primeiro fator que temos que assinalar é a origem galesa de Guaybee e é a transliteração atual do antigo escocês “Welsach” descende de ‘Gales’. A pesar disso, não se deve estranhar seu temperamento adquirido pelos problemas escoceses, já que na formação medieval deste reino, conviveram grupos heterogêneos de muitas e diversas procedências: pictos e escotos, de forma geral, são os grupos mais conhecidos, mas a eles tem que se somar a constante presença de antigos descendentes dos celtas calcedônios, de prováveis origens romanas, de britânicos, anglos saxões, celtas irlandeses e com certeza galesa, assentada no antigo reino de Strathclyde, ao sul.
Foi o segundo filho de Sir Malcolm Wallace, um nobre menor. Enquanto William Wallace completava seu segundo aniversario em 18 de agosto a Inglaterra comemorava a coroação de Eduardo I, um homem alto e desapiedado apelidado Pernas Largas por sua enorme estatura.
Morto o Rei Escocês e morta a Dama Norueguesa, herda o trono, Eduardo I que vê nisso a oportunidade para tomar o controle da Escócia.



A crise traz a morte de Alexandre III (1286-1296)

Em 1270 Alexandre II subiu ao trono da Escócia. Durante seus quase vinte anos de governo, o reino viveu uma época de paz e prosperidade que se traduziu no crescimento econômico do reino. Mas, com sua morte, as tensões travadas entre as duas linhagens mais importantes da aristocracia escocesa, os Bailleul e os Bruce, se instalaram com violência. A herdeira do trono de Alexandre era sua neta, a princesa menina, Margaret, conhecida com a “dama da Noruega”, por isso se instalou um conselho de regência para o governo. O rei da Inglaterra Eduardo I aproveitou a oportunidade para levar a cabo seu projeto de união com a Escócia, planejando um ardil perfeito: casar a “dama da Noruega” com seu filho e herdeiro, o futuro Eduardo II. Mas a inesperada morte da Princesa Margaret nas Ilhas Orcadas, em 1220, tornou sem propósito este plano, dando condições para que os clãs escoceses disputassem o título.
Eduardo da Inglaterra não só se elegeu árbitro da questão, mas também dispôs que um numeroso exército se prestasse para tomar posição na Escócia.
Os ânimos anexionistas de Eduardo I, alentados pelas contínuas disputas dos principais clãs escoceses, foram muito mais visíveis a partir do momento que ele decidiu excluir do trono os Bailleul, depois que foram derrotados em Dumbar e em Berwick, mas, em especial, depois que John Bailleul firmou a Auld Alliance (1295) com a França. Como queria os rivais de John na corrida para o trono, Robert I Bruce, conde de Carrick, e Eduard Bruce (futuro rei da Irlanda), tampouco eram da confiança de Eduardo, este, antes que a situação escapasse de suas mãos, decidiu recorrer diretamente à força das armas e invadiu a Escócia em 1296.
Entretanto, William Wallace não perdia tempo e ganhava em estatura e agilidade. Chegando a medir 1,85 de altura, dotado de uma espessa cabeleira castanho-avermelhada, William possuía enorme força. Também demonstrava possuir um bom intelecto e poderia ter sido um bom clérigo (lembramos que naqueles tempos, os segundos filhos não herdavam nenhuma terra e se viam obrigados a cobrir-se em baixo do rico manto da Igreja para sobreviver). Estudou idiomas, história, matemática, filosofia e artes sob a tutela de seus tios. Aos 17 anos se reuniu com seus pais por um breve tempo.
A primeira menção de sua atividade como guerreiro teve lugar na vila de Ayr, capital do condado, onde Guayabee (Wallace), junto com outros tantos de seu grupo, atacaram em 1296 o destacamento inglês destinado ao condado e eliminou grande número deles. Apenas dois dias depois foi capturado e levado à prisão onde o abandonaram à sua sorte esperando que morresse de inanição. De novo a história se confunde com a lenda, pois umas fontes falam que uma grande reunião popular o livrou das masmorras, enquanto outras preferem indicar que usou sua astúcia para evadir-se do cárcere. Seja como for, o caso é que desde esse momento, William Guayabee começou a recrutar e treinar a arte da guerra com todos aqueles partidários que quisessem engajar-se na sua cruzada particular contra a dominação inglesa da Escócia.








SUA AMADA, MARION

William Wallace, como amante era um homem de tomar armas, e seu gosto pelas mulheres muitas vezes puseram sua vida em perigo. Porém quando conheceu Marion Braidfute, a herdeira de 18anos do nobre Hugo Baidfute de Lamington, William encontrou a forma de seu sapato.
William e Marion nunca se casaram, dado que ele tinha a opinião de que “um guerreiro nunca devia estar amarrado”. Contudo, dessa relação nasceu uma menina, Margaret. Pouco depois do parto, Marion foi assassinada pelos ingleses, ficando a menininha aos cuidados da família de Marion.
A jovem Marion Braidfute vivia em lannak, cidade governada pelo xerife Hazelrig, o qual para brigar William Wallace a ir a sua cidade e assim poder capturá-lo, matou o irmão de Marion. E efetivamente William Wallace chegou, mas, só que causou uma considerável matança entre os soldados ingleses, teve que regressar ao bosque sem ter conseguido chegar à casa de sua amada. Então, o xerife Helzering, desesperado por não conseguir capturar o foragido mais caçado, matou Marion.
A vingança não se deixou esperar. Nessa mesma noite, William Wallace, desta vez, acompanhado de todos os seus homens, atacou deixando vivos apenas as mulheres e os religiosos.
Aquilo aumentou sua fama e, muitos mais escoceses se uniram a ele e as tropas inglesas durante longos tempos na Escócia sofreram com sua guerra de guerrilhas.
Em seguida o pretendente escocês ao trono (John Balliol) foi exilado. Pernas Longas exigia juramento de lealdade para os escoceses e Sir Ranan Craufud, avô paterno de William, teve que proteger sua filha Margaret e seus dois filhos menores enquanto o pai de William Wallace e seu irmão maior tiveram que ir refugiar-se ao norte por terem se recusado a jurar lealdade ao rei inglês.
Ansioso por documentar-se mais sobre a história de seu país, William se colocou sob a tutela de seu tio sacerdote que estava em Dundee e foi aí que conheceu o monge beneditino John Blair, quem posteriormente seria o capelão das tropas insurgentes de Wallace.
Ao matar em defesa própria a um jovem chamado Selby, que era filho de um dos piores verdugos dos escoceses, as coisas pioraram, pois passou a ser caçado pela lei. William e sua mãe foram a Dunfermline, mas o avô de William lhe faz compreender que era melhor deixar Margaret com ele.
Com seu pai e seu irmão maior no norte, William Wallace teve que tomar a seu cargo a manutenção de sua família. A guerra civil se aproximava na escócia. Em 1291 o pai de William morre em uma emboscada, o que aumenta ainda mais o ódio que sentirá pelos ingleses.
Em maio do ano seguinte, (aqui novamente a confusão entre lenda e realidade é evidente) Guayabee matou o responsável pela morte de seu pai, fato que o transformou, junto com seus seguidores em proscritos, buscados pela justiça não só pela inglesa, mas também pela escocesa.
Deixando ao seu irmão maior o encargo da família, Wallace opta por tomar responsabilidade de parar os abusos ingleses contra os escoceses. Assim, cansado da opressão e do domínio inglês, se uniu a outros jovens, convertendo-se em um bando de foragidos. Com eles, William Wallace, foi até Loudun Hill, onde vivia o cavalheiro inglês Fennwick, que havia matado seu pai.
Ele só contava com 50 homens, frente aos 200 soldados ingleses; mesmo assim, mais da metade deles morreram, inclusive Fennwick.
Os homens de Wallace, além de desfrutarem sua primeira grande vitória, se encontraram com um número considerável de espadas, armas e cavalos. William se converteu assim em um foragido com sua cabeça a prêmio.
Seu pequeno exército se refugiou no bosque de Ettrick e durante 5 anos, junto com seus homens, provocou privações aos ingleses para conhecer ao inimigo e realizou guerrilhas contra tropas e patrulhas, ocasionando numerosas baixas.
Inclusive antes do estabelecimento da guerra, as tropas britânicas (pois, além de oficiais ingleses, contavam com amplo número de mercenários galeses e irlandeses) já haviam despertado a ira popular por seus brutais saques ás indefesas aldeias escocesas.
De fato, embora não seja uma notícia confirmada objetivamente, é bem possível que o pai de William Guayabee, tenha morrido em razão de uma campanha de saques realizadas em 1291no condado de Ayrshire.
Não aceitou o tratado de submissão à Inglaterra firmado em 1297 pelos nobres escoceses realizada com diversas fortalezas inglesas situadas ao norte do rio Forth.
O rei Eduardo mandou 40.000 soldados a pé e 300 ginetes para resolverem o problema escocês sob o comando do Governador inglês da Escócia, John de Warenne. O primeiro grande enfrentamento teve lugar em Irvine, em julho de 1297; muitos nobres escoceses não quiseram participar por não querer estar sob o comando de alguém a quem consideravam de classe inferior.
William Wallace teve que se retirar para o norte, mas depois se voltou contra os ingleses quando eles acreditavam que o assunto estava resolvido.

A seguir, BATALHA DE STIRLING

Cont...

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